A Buick está apresentando no Salão de Xangai um dos carros-conceito mais atraentes da mostra. O Riviera tem desenho inspirado na água, com formas acentuadamente fluídas, simples e elegantes. A mecânica é principalmente elétrica, pois utiliza a última geração do W-PHEV, o Wireless Plug-in Hybrid Electric Vehicle, da GM. O sistema permite recarregar as baterias mediante uma placa situada debaixo do carro, sem necessidade de conectá-lo a uma tomada de corrente elétrica.
Como a maioria dos outros carros-conceito, o interior do Riviera é dotado de um verdadeiro parque de diversões de recursos eletrônicos. O carro dispõe de dez câmeras de alta resolução e 18 sensores de alta precisão que monitoram tudo o que ocorre ao redor e à frente, projetando as instruções no para-brisa do condutor em forma de hologramas. Além de todos os recursos de conectividade, obviamente.
De olho na China - A Buick não está passando pelo seu melhor momento nos Estados Unidos, mas na China a marca é referência. É que a fama da Buick no enorme país asiático se deve a razões históricas, que remontam aos anos anteriores a revolução comunista. A Buick já estava presente no país nessa época, e inclusive o Imperador possuía um modelo da marca.
Atualmente a Buick vende na China três vezes mais do que nos Estados Unidos, e dizem que a GM só não descartou a marca mais antiga dos Estados Unidos (foi fundada em 1899) devido ao mercado chinês. Por isso a importância deste concept-car para o mercado local, e também norte americano, pois devolve a vida ao mítico Riviera, cuja primeira geração foi lançada em 1963.
A Buick tem o desagradável modus-operandi de apresentar carros-conceito encantadores, que deslumbram o público e despertam o interesse da clientela, mas que nunca acabam chegando ao mercado comercial. Atualmente a gama Buick é composta por cinco modelos, sendo que três deles são originariamente modelos Opel. Os diretores da GM esperam que esta nova linguagem estética seja aceita pelo mercado, podendo assim devolver à Buick sua personalidade visual, perdida há décadas.
Ricardo Panessa
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[/spoiler]Fonte: http://autoestrada.uol.com.br/interno.cfm?id=5105






