Avaliação: Lifan 530 Talent

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11 Jun 2015, 13:30

Avaliação: Lifan 530 Talent
Do Auto Esporte


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Lifan 530 (Foto: Lifan)


Comprar um sedã completão no Brasil não é tarefa fácil. Com a volta do IPI e com a taxa de juros em alta, os modelos têm perdido equipamentos e ficado ainda mais caros – chegam a ultrapassar os R$ 60 mil, no caso do Prisma 1.4 LTZ - o Chevrolet é o líder de emplacamentos entre os sedãs compactos. A alternativa pode ser desviar o olhar para um chinês – com uma lista farta de itens de série, muitos anos de garantia e preço atrativo. É o caso do Lifan 530, vendido a partir de R$ 41.990. Testamos a versão topo de linha, Talent, tabelada em R$ 43.990. Descubra se o modelo lançado no Brasil no final do ano passado é uma boa opção de compra.


Impressões ao volante


O Lifan 530 seduz pelo preço e pela lista de itens de série recheada, mas fica devendo quando o assunto é conforto, beleza e desempenho. O interior do veículo abusa no uso de plástico e (na unidade avaliada) as peças parecem estar mal encaixadas, o que torna o carro barulhento. Ruidos são percebidos até quando os vidros são fechados.

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Lifan 530 (Foto: Divulgação)


Outro barulho que incomoda é o do motor, que invade a cabine com facilidade. O propulsor 1.5 a gasolina oferece 103 cv a 6 mil rpm e o torque é de 13,6 kgfm entre 3.500 e 4.500 giros. O sedã acelera de 0 a 100 km/h em 12,4 segundos - índice alto se comparado ao dos rivais do segmento. Um Hyundai HB20S 1.6 manual, por exemplo, faz o mesmo trajeto em 10,2 s. Por pouco, o Lifan ganha do Renault Logan 1.6 manual, que leva 12,5 s.


Outro ponto negativo do 530 é o câmbio, de trocas imprecisas. A manopla não é firme e o curso, longo. A direção elétrica também incomoda e fica devendo quando o assunto é precisão. O volante fica firme em excesso em altas velocidades e é preciso consertar a direção a todo instante.


Já o espaço interno do 530 agrada. O modelo possui 4,30 metros de comprimento, 1,69 m de largura, 1,49 m de altura e 2,55 m de entre-eixos. Há uma boa área para as pernas, já que o piso do sedã é completamente plano, mas pouco vão livre para a cabeça. Aferido por Autoesporte, o porta-malas comporta bons 438 litros. Ponto negativo para o Lifan quando o assunto é porta-objeto – não há espaço para o celular, tão pouco para moedas.

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Lifan 530 (Foto: Lifan)


Custo-benefício


Montada em Montevidéu, no Uruguai, a versão topo de linha do terceiro carro da Lifan no Brasil custa R$ 43.990. Pelo preço, há um pacote generoso de itens de série, que ultrapassa todos os rivais. O 530 Talent tem ar-condicionado, trio elétrico, direção e banco do motorista com regulagem de altura, computador de bordo, faróis com ajuste de altura, freios a disco nas quatro rodas com EBD, descanso de braço central, sensor de ré, isofix, farol de neblina, sistema de som com CD, MP3 e USB, multimídia com GPS e câmera de ré. Há também um pacote de R$ 1.500 que acrescenta bancos de couro e luzes diurnas de led.

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Lifan 530 (Foto: Lifan)


A versão intermediária Expression do Renault Logan 1.0, por exemplo, custa R$ 43.390 e não oferece itens como sensor de estacionamento e sistema multimídia com tela sensível ao toque com GPS. Já o Hyundai HB20S sai por R$ 45.495 e também não traz faróis de neblina e central multimídia. O modelo da Lifan só não conta com controle de tração e estabilidade e comandos no volante.


Um ponto positivo que surpreende é o consumo, principalmente na estrada. Em testes feitos pela Autoesporte, o sedã faz 10,3 km/l no trecho urbano e ótimos 19,6 km/l no trecho rodoviário.


Vale a compra?


O desconforto ao dirigir e a sensação de insegurança que o Lifan 530 Talent passa ao condutor não compensam o investimento. Apesar de ter bom espaço interno, ser econômico e bem equipado, o modelo deixa a desejar em desempenho e acabamento. Por um preço semelhante, é possível comprar modelos conterrâneos melhores acabados e com mecânica mais satisfatória. Outro ponto negativo que pode pesar no bolso é o fato de ele não ser flex - o modelo só aceita gasolina. Também vale ficar atento a desvalorização alta – 18,6%.


Ficha técnica


Motor: Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 16V, comando duplo, gasolina

Cilindrada: 1.498 cm

Potência: 103 cv a 6 mil rpm

Torque: 13,6 kgfm de 3.5000 a 4.500 rpm

Transmissão: Manual de cinco velocidades, tração dianteira

Suspensão: Independente McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira

Freios: Discos na frente e atrás

Pneus: 185/60 R15

Dimensões: Comprimento 4,30 m; Largura 1,69 m; Altura 1,49 m; Entre-eixos 2,55 m

Capacidades: Tanque 42 l; Porta-malas 438 l (aferido)

Peso: 1.140 kg


Números de teste


Aceleração 0-100 km/h: 12,4 segundos

Aceleração 0-400 m: 18,3 segundos

Aceleração 0-1.000 m: 33,5 segundos

Retomada 40-80 km/h (3ª marcha): 7,9 segundos

Retomada 60-100 km/h (4ª marcha): 11,8 segundos

Retomada 80-120 km/h (5ª marcha): 19,1 segundos

Frenagem 100 km/h: 44,8 metros

Frenagem 80 km/h: 29,3 metros

Frenagem 60 km/h: 16,3 metros


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Ana ... alent.html