Padrão de segurança dos capacetes vendidos no Brasil é inferior ao das Nações Unidas

Discussões a cerca do mundo automotivo, venha dar sua trol... Opinião.

Moderador:Moderadores

Responder
Avatar do usuário
Robô Troll
Trolls Premiuns
Mensagens:21958
Registrado em:25 Ago 2014, 14:48

01 Fev 2016, 08:10

Padrão de segurança dos capacetes vendidos no Brasil é inferior ao das Nações Unidas
Do Auto Esporte


Imagem



A norma para que os capacetes sejam homologados para venda no Brasil não é tão rígida quanto o padrão global exigido pelas Nações Unidas, indica um estudo realizado pelo Grupo de Mecânica dos Sólidos e Impacto em Estruturas, da Universidade de São Paulo (USP). Realizado no ano passado, o projeto fez uma espécie de crash test em dez modelos de capacetes de sete marcas distintas, alguns deles fabricados por aqui, outros importados.

saiba mais

Entre esses, um lote de cinco capacetes foi enviado para a Inglaterra para ser testado pelo SHARP, um programa criado em 2007 pelo ministério dos transportes do governo inglês para testar e classificar a segurança de capacetes, a fim de orientar o consumidor em sua compra. É como se fosse um Euro NCAP para capacetes, em vez de carros. Ou seja, adotam padrões de aprovação superiores até aos exigidos pelas Nações Unidas para homologação. Confira abaixo o resultado dos modelos testados pelo órgão britânico e vendidos no Brasil atualmente.

Imagem



O resultado mostrou uma divergência entre as normas de homologação das Nações Unidas e do Inmetro. Dos capacetes testados, apenas o Protork Evolution 3G se enquadra nos padrões europeus de homologação. Os outros cinco não poderiam ser vendidos em países do continente, por exemplo. Mas todos são autorizados para venda no mercado brasileiro. Se formos adiante e analisarmos a SHARP, cuja pontuação está na tabela acima, nenhum dos modelos obteve cinco estrelas nos testes de colisão.


Isso indica que a norma de homologação exigida pelas Nações Unidas pode ser mais rigorosa. Ela é adotada, por exemplo, pela maior parte dos países europeus. "Na norma brasileira o capacete cai em cima de uma superfície plana ou de uma superfície esférica, por exemplo, enquanto que na das Nações Unidas ele cai em uma plana e em uma superfície que imita o meio fio. Esse é o jeito como o capacete é testado. Mas as normas diferem também em aprovarem o capacete", Marcílio Alves, professor do grupo e responsável pelos testes.


Autoesporte contatou todas as marcas cujos capacetes não foram aprovados de acordo com os ensaios exigidos pelas Nações Unidas. São elas Taurus, EBF e Norisk, cujo modelo testado foi o FF391. "Ficamos satisfeitos com os resultados dos testes aos quais foram submetidos o capacete FF391, que confirmam sua aprovação e certificação pela Rede Brasileira de Laboratórios de Ensaio, acreditada pelo Inmetro. De fato, o produto em questão foi desenvolvido para ser comercializado exclusivamente no Brasil, em conformidade com as exigências do mercado nacional e, portanto, não temos conhecimento sobre a norma relativa às Nações Unidas", disse a Norisk.


Já a posição da Taurus foi a seguinte: "Sim, nossos capacetes são seguros, tendo em vista que cada país especifica suas próprias normativas não podemos afirmar que produtos fabricados usando uma determinada norma passa a ser inferior a outra", disse a Taurus.


A EBF não respondeu à reportagem. Em relação à marca, os modelos Rox e E8 não foram aprovados nos testes da USP segundo as normas das Nações Unidas. O E8, especficamente, não foi aprovado sequer quando enquadrado nos padrões exigidos pelo Inmetro.

saiba mais

Diferenças nas normas


A regra estipulada pelo Inmetro permite, entre outros fatores, um limite maior para a força desaceleração da cabeça da pessoa que está usando o capacete. Isso significa que, para ser aprovado pelas Nações Unidas, o capacete precisa ser mais resistente ao impacto do que um homologado nos padrões brasileiros. De acordo com o estudo, a regra NBR 7471 adotada pela Inmetro exige também, por exemplo, que o capacete colida contra uma base a 25,2 km/h, enquanto a regra das Nações Unidas exige uma velocidade de 30,6 km/h.



"Nós enviamos um lote para a Inglaterra e fizemos os testes segundo [o SHARP] um protocolo que eles desenvolveram que é mais severo do que o das Nações Unidas. A maioria dos capacetes brasileiros não passou nesses testes mais rigorosos. Isso significa que um capacete que tenha uma certificação por esse protocolo inglês é bem melhor do que um capacete brasileiro", conclui Marcilio.


Especificações do Inmetro



Vale lembrar que o Inmetro não faz os testes de capacetes, apenas ceritifica os laboratórios que podem realizar esse ensaios a pedido das marcas. De acordo com o instituto, os capacetes são testados a cada 6 ou 12 meses, dependendo do modelo de certificação adotado pela marca.


Questionado sobre a possibilidade da norma nacional ser mais branda, o órgão afirmou que "existem casos em que a norma nacional é mais rigorosa em algum requisito, podendo ser mais branda em outro requisito. Tudo dependerá da realidade de cada país, considerando aspectos econômicos, sociais, dentre outros. O que nos é permitido afirmar é que os capacetes certificados são seguros e atendem à realidade socioeconômica brasileira. Nossos registros de ações de acompanhamento dos mesmos no mercado evidenciam isso".


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... nidas.html

Avatar do usuário
Kicksilver
Moderador
Mensagens:79925
Registrado em:02 Jul 2011, 01:00
Localização:Rio de Janeiro

01 Fev 2016, 14:00

:hateogw:

Brasil não dá uma dentro.

Avatar do usuário
Trunks
Trolls Premiuns
Mensagens:13748
Registrado em:03 Jul 2011, 01:00

01 Fev 2016, 14:54

Pô! Olha os capacetes importados e olha os nacionais :hahalol: Não justifica, mas....

Enviado de meu SM-G900MD usando Tapatalk

Avatar do usuário
Vittel
Trolls Premiuns
Mensagens:48195
Registrado em:29 Jul 2011, 01:00
Localização:Rio de Janeiro

01 Fev 2016, 15:33

Tu vê um capacete San Marino já pode entregar a moto pra pessoa.

Enviado de meu Xperia Z3 Compact usando Tapatalk
Imagem

Avatar do usuário
AlvoErrado2
Administrador
Mensagens:16316
Registrado em:02 Jul 2011, 01:00
Localização:Na frente do Notebook
Contato:

01 Fev 2016, 20:59

E eu achando que meu o Evolution 3G que comprei era pior que os San Marino, pois paguei 90 reais num enquanto os San Marino custavam 140 reais. :flametroll:

Responder