Teste: JAC T5 1.5 flex

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Robô Troll
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24 Fev 2016, 16:39

Teste: JAC T5 1.5 flex
Do Auto Esporte


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Grade bocão do JAC T5 é retesada nas bordas inferiores (Foto: Fabio Aro/Autoesporte)


 


A JAC está em uma nova fase no Brasil e isso tem dois sentidos. O primeiro não é bom. A marca amargurou uma queda forte depois dos golpes do super IPI para importado e do dólar supervalorizado. Contudo, o segundo sentido pode ajudar o fabricante a encarar um panorama mais azul em breve: é o crossover T5. Longe de ser apenas um carro para cumprir tabela, o compacto mostra o amadurecimento da marca e parte de R$ 59.900, valor que chega a R$ 64.900 no modelo completo avaliado. Outro chamariz é o fato de o T5 ter sido escolhido para ser o JAC nacional, que sairá da nova fábrica de Camaçari, Bahia, onde também é feito o Ford EcoSport.  

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Será uma produção em pequena escala a partir de 2017. Os planos da JAC tornaram-se menos ambiciosos. No lugar de uma instalação para 100 mil carros por ano e investimento de R$ 800 milhões dividido entre a matriz e a SHC de Sérgio Habib, o empresário brasileiro optou por fazer uma fábrica própria para 20 mil unidades anuais, por R$ 200 milhões.


Mesmo que seja mais em conta, ainda é uma aposta arriscada. Contudo, após conviver com o T5 por cinco dias, posso dizer que não é blefe. Antes, o projeto de nacionalização passaria pela nova geração do J3. Entre os compactos, o modelo não chega a se destacar na classe. Já o crossover tem poder de sedução bem mais forte e pode alcançar maior sucesso do que o [url=http://Será uma produção em pequena escala a partir de 2017. Os planos da JAC tornaram-se menos ambiciosos. No lugar de uma instalação para 100 mil carros por ano e investimento de R$ 800 milhões dividido entre a matriz e a SHC de Sérgio Habib, o empresário brasileiro optou por fazer uma fábrica própria para 20 mil unidades anuais, por R$ 200 milhões.]crossover médio T6[/url], que parte de R$ 71.990.



Impressões ao dirigir

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Porte do JAC T5 parece maior do que o da concorrência direta (Foto: Fabio Aro/Autoesporte)


 


Ao dar uma volta ao redor do T5, fica aquela impressão de familiaridade. Não é porquê ele é alguma cópia espelhada de outro modelo, e sim um efeito do tempo que o modelo está em testes pelo Brasil. O T5 chegou a aparecer até no último Salão de São Paulo de 2014, onde o maior T6 foi uma das estreias. Além de ter sido um dos carros mais flagrados pelos leitores da Autoesporte.



Está certo, a enorme grade hexagonal lembra os Hyundai e concentra sua tensão nas bordas inferiores, o que ajuda a dar um ar enfezado. Os faróis de bloco duplo possuem luzes de rodagem diurnas. A lateral é fortemente vincada e termina nas lanternas de formato irregular.



A segunda coisa que salta aos olhos é o porte. Com 4,32 metros de comprimento, o T5 é muito maior que o EcoSport e seus 4,23 m - sem o estepe, o Ford é bem menor. O entre-eixos de 2,56 metros basta para levar cinco adultos com alguma folga para cabeças e pernas, até mesmo do passageiro central traseiro, graças ao túnel central baixo e ao console central pouco recuado. Há cinto de três pontos e encosto de cabeça para todos. Não foi possível medir a capacidade do porta-malas, declarada em 600 litros pela JAC. O compartimento é atrapalhado apenas pelas pequenas caixas de roda, com acesso facilitado pela borda baixa.

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Painel do JAC T5 tem comandos bem localizados e acabamento correto (Foto: Fabio Aro/Autoesporte)


 


Por dentro, alguns pontos de semelhança com outros JAC ficam claros. Mas a evolução é marcante. Embora apele apenas para plásticos corrugados, sem seções macias, o painel tem montagem correta e não fica para trás do nível de acabamento do seu rival de Camaçari.



Melhor do que isso é a evolução perante demais JAC. A coluna de direção pode não ter adotado o ajuste de profundidade, mas a regulagem de altura é feita de maneira mais precisa. Você puxa a alavanca da coluna e o volante não desce de uma vez só sobre seu colo.



Disponível na versão mais cara testada, a central multimídia tem tela de oito polegadas, além de tecnologias como o espelhamento de celulares e respostas razoavelmente rápidas. Porém, fica devendo em gráficos e refinamento. A conexão bluetooth de áudio no celular funcionou apenas em um menu sem muitos recursos.



No dia a dia, a direção elétrica é marcada pela maciez, mas a suspensão deveria ser mais progressiva. Sobre imperfeições contínuas, a rodagem perde qualidade e ganha em rumor, no que não ajudam os pneus Giti Comfort 205/55 R16. É o ponto em que o T5 mais se afasta do ajuste fino dos rivais.

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Central multimídia de oito polegadas do T5 (Foto: Fabio Aro/Autoesporte)


 


O 1.5 16V flex de 127 cv e 15,7 kgfm a 4.000 rpm possui comando variável de válvulas para dar uma força antes dos 2 mil giros. No zero a 100 km/h, foram gastos 12,7 s, contra 11,5 s do Eco 1.6. Já basta para superar os 13,3 s do Renault Duster 1.6. Com isso, a retomada de 60 a 100 km/h levou 12,9 s, algo explicado pelas relações bem mais longas da quarta marcha para cima. O câmbio manual de seis marchas é preciso, o que pega é o barulho a cada mudança.


Ao rodar pelas ladeiras paulistanas, o fôlego do 1.5 mostrou-se limitado. Ao tentar dar partida em rampas mais íngrimes, é difícil vencer a inércia. O hillholder até ajuda, mas acaba cortando a força quando ela é mais necessária. Outro senão é a sede, foram 6,8 km/l de etanol na cidade e 8,2 km/l na estrada.



Custo-benefício


O custo-benefício fica evidenciado pelo pacote, que inclui ar-condicionado digital, direção elétrica, bancos de couro e controles de estabilidade e de tração, além de luzes de rodagem diurnas e central multimídia, acrescentados no pacote top. Se você faz questão de câmbio automático, o CVT virá apenas no segundo semestre, pouco antes do T5 ser nacionalizado. O preço ficará em torno de R$ 72 mil.

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Atrás , três pessoas vão com razoável conforto, o túnel central não atrapalha muito (Foto: Fabio Aro/Autoesporte)


 


A segurança é reforçada pela construção com aços estampados a quente na coluna B. Contudo, o EcoSport oferece como opção airbags laterais e do tipo cortina, também disponíveis no T5 vendido no exterior, mas dispensados no modelo testado.



Vale a compra?



Sim. Embora a versão básica seja a mais chamativa, com preço próximo de muitos hatches aventureiros, o T5 será mais vendido na versão completa. Seja como for, não é um valor acima do pedido por concorrentes mais pelados, lembrando que o EcoSport mais barato sai por R$ 67 mil na versão SE 1.6 e o Duster Expression 1.6 parte de R$ 65.500, ambos bem menos equipados. Intermediário em desempenho, o JAC deve apenas um ajuste fino na suspensão. Um pecadilho que poderia ser resolvido no nacional, até para ajudar a JAC a atingir a meta de vender entre 200 e 400 carros por mês.

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Porta-malas do T5 tem bom volume e acesso facilitado pela base baixa (Foto: Fabio Aro/Autoesporte)


 


Teste de pista


Aceleração

0 - 100 km/h: 12,7 s

0 - 400 m: 18,5 s

0 - 1.000 m: 34,1 s

Vel. a 1.000 m: 153,8 km/h

Vel. real a 100 km/h: 96 km/h



Retomada

40-80 km/h (3ª m): 8,6 s

60-100 km/h (4ª m): 12,9 s

80-120 km/h (5ª m): 25,1 s



Frenagem

100 - 0 km/h: 61,2 m

80 - 0 km/h: 27,1 m

60 - 0 km/h: 15,2 m


Consumo

Cidade: 6,8 km/l

Estrada: 8,2 km/l


Motor


Dianteiro, transversal, 4 cil. em linha, 16V, comando duplo, injeção eletrônica, flex


Capacidade

1.499 cm³


Potência

125/127 cv a 6.000 rpm


Torque

15,5/15,7 kgfm a 4.000 rpm


Câmbio

Manual de 6 marchas, tração dianteira


Direção

Elétrica


Suspensão

Indep. McPherson (diant.) e eixo de torção (tras.)


Freios

Discos ventilados (diant.)

e discos sólidos (tras.)


Pneus

205/55 R16


Dimensões

Compr.: 4,32 m

Largura: 1,76 m

Altura: 1,66 m

Entre-eixos: 2,56 m


Tanque

45 litros


Porta-malas

600 litros (fabricante)


Peso

1.210 kg


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Ana ... -flex.html

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Kicksilver
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25 Fev 2016, 01:04

Caraio, muita lata pra pouca roda!

Só nisso que consegui pensar.

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duds
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25 Fev 2016, 02:47

A impressão que eu tenho, é que já tão testando e divulgando esse carro faz uns 2 anos, e colocar a venda nada.

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geniallis
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25 Fev 2016, 17:48

Nossa, a qualidade da montagem grita pobreza. E olha q nem precisa dar zoom nas imagens.
VW Gol 1.0 / 8v / 55cv / 2001
Honda Fit 1.4 / 8v / 80cv / 2005
VW Polo 1.6 / 8v / 104cv/ 2007
Hyundai i30 2.0 / 16v / 145cv / 2009
Hyundai Azera 3.3 / 24v / 245cv / 2009
Honda Fit 1.4 / 8v / 100cv / 2012

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Kicksilver
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26 Fev 2016, 00:15

geniallis escreveu:Nossa, a qualidade da montagem grita pobreza. E olha q nem precisa dar zoom nas imagens.
Tem essa ainda. :ogw:

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Buzz
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26 Fev 2016, 21:35

Não achei muito pior que a montagem do Duster não, por exemplo.

E pelo menos tem acabamento atrás do banco que certas Mercedes não têm. :flametroll:

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Vittel
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27 Fev 2016, 22:01

Não achei tão ruim assim não.

Carrinho é bonito e parece ser competente.

Os chinas tão cada vez evoluindo.

Enviado de meu Xperia Z3 Compact usando Tapatalk
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Kicksilver
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01 Mar 2016, 02:35

Serão os coreanos da próxima década...

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