Audi e-tron: o SUV elétrico que tenta deixar o Dieselgate para trás e chega em 2019 ao Brasil

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18 Set 2018, 13:47

Audi e-tron: o SUV elétrico que tenta deixar o Dieselgate para trás e chega em 2019 ao Brasil
Do Auto Esporte


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Audi E-tron (Foto: Guilherme Blanco Muniz)


A Audi escolheu a cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, para lançar o e-tron, seu primeiro carro 100% elétrico. Não é a toa: a cidade é berço das novas tecnologias e também a sede da sua principal referência e rival, a Tesla. A chegada dele no Brasil é prometida para o começo do segundo semestre de 2018, ainda sem preços definidos.


O e-tron é um SUV 100% elétrico que tem como principais atributos a promessa de alcance de 400 km e um sistema de recarga rápida. Porém, não representa grandes avanços para a empresa quando o assunto é condução semi-autônoma. O curioso é que quem visita São Francisco se impressiona com a quantidade de carros autônomos em teste pela cidade. Durante os dois dias que circulei pela cidade antes da apresentação do modelo, vi diversas vezes o Chevrolet Bolt da Cruise Automation circulando pela cidade ostentando grandes radares e lidares para aprimorar o sistema de condução autônoma. Além disso, os Tesla são realidade por aqui.

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Audi E-tron (Foto: Guilherme Blanco Muniz)


O e-tron tem sistemas semi-autônomos de nível 2, com capacidade para chegar ao nível 3. Ou seja: é o mesmo nível de condução semi-autônoma do Audi A8, lançado em outubro do ano passado. Quando foi questionado sobre isso, Patrick Danau, diretor geral da fábrica de Bruxelas, onde o e-tron será produzido, afirmou: "Nós falaremos sobre sistemas autônomos, mas não hoje".


Para compensar, o e-tron aposta no realmente inovador sistema de retrovisores virtuais. Câmeras posicionadas onde costumam ficar os retrovisores captam imagens ao redor do carro. O motorista pode conferir as imagens por uma tela OLED posicionada em cada porta dianteira, perto de onde ficaria o retrovisor nos carros convencionais. Além de moderna, a tecnologia deixa o carro mais bonito e melhora a aerodinâmica do modelo em altas velocidades.


Por outro lado, é no sistema elétrico que a Audi parece ter focado seus esforços e feito um bom trabalho. O e-tron é equipado com dois motores, um posicionado em cima de cada eixo. Isso faz com que ele chegue a um total de 434 cv de potência combinada e 57,2 kgfm de torque instantâneo. Isso também contribuiu para o desenvolvimento de um novo tipo de tração integral "quattro", mais ágil na distribuição de força entre os eixos do que outros modelos da empresa.

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Audi E-tron (Foto: Guilherme Blanco Muniz)


Segundo a Audi, o e-tron chega a 100 km/h em 6,6 segundos na versão convencional. Na configuração mais apimentada S, que chega a 67,7 kgfm de torque, a mesma prova é feita em 5,7 segundos.


É curioso que os executivos da empresa tenham passado pela mesma saia justa que os da Mercedes durante a apresentação do EQC, já que houve divergência quanto ao alcance máximo dos carros com apenas uma carga. Isso porque há padrões diferentes de medição e as empresas acabaram divulgando números divergentes. No caso da Audi, eles variaram de 400 km a 500 km de autonomia. Questionados, os representantes da empresa afirmaram que terão "números concretos em breve, mas serão mais de 400 km de autonomia" e emendaram afirmando que "o importante não é a metodologia, mas a autonomia em termos práticos".


Isso porque o e-tron promete ser o primeiro modelo de produção a contar com um sistema de recarga de 150 kW. Isso permitirá os proprietários recarregarem até 80% das baterias em cerca de 30 minutos. A promessa é bastante parecida coma do SUV da Mercedes.


Serão oferecidos outros sistemas de recarga domésticos, que permitirão recarregar o modelo entre 8 horas e meia e 4 horas e meia. Ainda não há detalhes de como será a configuração brasileira.

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Audi E-tron (Foto: Guilherme Blanco Muniz)


Segundo a Audi, o grande diferencial do e-tron em relação aos concorrentes será o sistema que regenera energia a partir da frenagem do carro. Outros modelos já possuem essa tecnologia, mas no e-tron ela será responsável por cerca de 30% da autonomia e será possível selecionar por aletas atrás do volante a intensidade do freio-motor gerado pela regeneração.


As expectativas da montadora alemã com o e-tron são altas. Isso porque ele reúne três importantes tendências que a empresa afirma ter identificado sobre os próximos anos: a grande procura por carros elétricos e a alta nas vendas de SUVs nos Estados Unidos e na China.


O modelo também tem papel central na tentativa do grupo Volkswagen, do qual a Audi faz parte, de limpar seu passado recente por conta do Dieselgate. Tanto é que os próximos projetos de elétricos são compartilhados entre a Audi, a Volkswagen e a Porsche.


E não dá para passar despercebido o fato de que quem apresentou o e-tron no evento em São Francisco foi Abraham Schot, presidente interino do grupo Volkswagen. Schot assumiu o grupo depois da prisão de Rupert Stadler, que ocupava o posto até ser preso em decorrência da fraude mundial de motores a diesel. "Nós não esquecemos do passado e do que aconteceu nos últimos anos. Precisamos melhorar, assumir responsabilidades e nos tornarmos melhores do que antes", disse antes de apresentar o e-tron.

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Audi E-tron (Foto: Guilherme Blanco Muniz)


Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/No ... rasil.html