Teste: Volkswagen T-Cross 1.4 TSI - um SUV com motor de Golf e porte de HR-V e EcoSport

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03 Out 2018, 13:39

Teste: Volkswagen T-Cross 1.4 TSI - um SUV com motor de Golf e porte de HR-V e EcoSport
Do Auto Esporte

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<label class="foto-legenda">O T-Cross nacional estampa seu nome no detalhe metálico do para-choque (Foto: João Kleber Amaral/Autoesporte)</label></div>


A Volkswagen promoveu o primeiro encontro entre jornalistas e o T-Cross nacional. O crossover produzido em São José dos Pinhais (PR) será lançado ainda no primeiro semestre de 2019, então o primeiro teste foi com um protótipo equipado com o motor 1.4 TSI de 150 cv e 25,5 kgfm que equipa o Golf.


Além dele, o T-Cross terá o 1.0 TSI de 128 cv e 20,4 kgfm e um 1.6 aspirado, este último destinado apenas para exportação.


Embora o modelo ainda esteja camuflado, a marca antecipou aos poucos algumas diferenças entre o T-Cross europeu e o nacional. O entre-eixos é 8,6 centímetros maior e chega aos mesmos 2,65 metros do Virtus. O comprimento total chega a 4,19 metros. A altura de 1,57 metro também é 1 centímetro maior, diferença creditada ao aumento na altura de rodagem.
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<label class="foto-legenda">Volkswagen T-Cross nacional em testes finais (Foto: Divulgação)</label></div>


A suspensão McPherson com eixo de torção na traseira foi modificada. "O eixo de torção é mais rígido que no Virtus em nome da dinâmica. O nosso maior desafio foi dar ao T-Cross um ajuste típico da Volkswagen", afirma José Loureiro, gerente de engenharia da Volkswagen.


O entre-eixos espichado deu um pouco mais de equilíbrio visual em relação ao T-Cross europeu. Detalhes de para-choques, grade e frisos também mudam e são antecipados pelas projeções publicadas por Autoesporte.


Por dentro, o Volks ganhou detalhes indisponíveis no modelo do velho continente, exemplos das saídas de ar traseira e do teto-solar panorâmico (a parte da frente abre eletricamente). Mas não terá alguns itens mais sofisticados de auxílio ao motorista, caso do controle de cruzeiro adaptativo.
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<label class="foto-legenda">Volkswagen T-Cross nacional em testes finais (Foto: Divulgação)</label></div>


Ainda em relação aos itens de série, todo T-Cross terá seis airbag de fábrica (frontais, laterais dianteiros e do tipo cortina), além de controle eletrônico de estabilidade e de tração. Há uma boa quantidade de opções de cores: branco, preto, prata, cinza, azul, vermelho, laranja e bronze, além da opção de teto pintado em preto.


Cercado de segredo, o primeiro contato com o protótipo se deu na Fazenda Capuava, pista particular nos arredores de Campinas, interior de São Paulo. O circuito travado serve mais para avaliar a dinâmica de um carro do que para correr. Foi a chance da engenharia da Volks mostrar o seu trabalho.


Repleta de materiais foscos e nada agradáveis ao toque, a cabine ainda está na fase protótipo e não representa o produto final. Equipamentos como o sistema Park Assist 3.0 (de baliza automática) ainda estão sendo calibrados.


Pelo menos conseguimos ver como funcionarão alguns itens de série, especialmente o sistema de som Beats opcional de alta fidelidade.
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<label class="foto-legenda">Volkswagen T-Cross nacional em testes finais (Foto: Divulgação)</label></div>


Ao entrar no banco traseiro, dá para notar que o espaço sobra para as pernas. Quem vai no meio terá um pouco menos de espaço em razão do formato do banco e vão para as pernas, ligeiramente tolhido pelo console (com as saídas de ar e duas entradas USB) e pelo túnel central, que não chega a ser plano.


Já o porta-malas leva entre 373 litros (encosto traseiro na posição normal) ou 420 litros (na posição cargo). O compartimento tem piso que pode ser elevado ou baixado para criar uma divisória. O estepe é menor que as rodas e vem na medida 195/65 R15, contra 205/560 R16 e 205/55 R17 nos mais caros. 


Os ajustes de banco (manual) e volante (altura e profundidade) são amplos, mas a posição geral é elevada. Uma típica sensação de SUV compacto, longe do jeito mais assentado no chão do Polo e do Virtus.


Os bancos possuêm abas laterais pronunciadas e deixam o corpo bem seguro. Por sua vez, a visibilidade à frente é boa graças ao uso de colunas finas. Apenas as colunas traseiras largas e sem vidro espia atrapalham um pouco ao olhar para trás.
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<label class="foto-legenda">Volkswagen T-Cross projeção (Foto: João Kleber Amaral/Autoesporte)</label></div>


Antes de sair, coloco o seletor de modos de comportamento no normal (há ainda o eco, sport e individual). O sistema de seleção será restrito ao 1.4 TSI, que também terá uma versão Comfortline com painel analógico. Mesmo no normal, o 1.4 TSI tem força de sobra. Os 25,5 kgfm disponíveis em um platô quase plano deixam o carro pronto para retomar a qualquer momento.


A transmissão automática de seis marchas faz passagens sem trancos ou atrasos. Ao contrário do Jetta, o T-Cross conta com borboletas atrás do volante para trocas sequenciais, que também podem ser feitas pela alavanca.


Leve em manobras, a direção ganha peso na primeira curva. Basta apontar que o T-Cross vai, sem grandes inclinações ou tendências a escapar. A carroceria até que rola pouco para um veículo desta altura - o que favorece a segurança.


Como a pista da Fazenda Capuava tem ótimo asfalto, a única chance de passar por imperfeições foi invadir um pouco as zebras, o que não perturbou a solidez de rodagem. A impressão de isolamento nesta hora foi maior do que a bordo do Virtus, testado no mesmo lugar no dia anterior.
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<label class="foto-legenda">O T-Cross dispensa terceira janela lateral para adotar colunas largas (Foto: João Kleber Amaral/Autoesporte)</label></div>


O comportamento previsível se repete nas frenagens. Todos T-Cross têm freios a disco nas quatro rodas e o sistema ABS com uma série de assistentes cumpre bem a função de parar o carro sem afundar muito a dianteira em espaços curtos. 


No modo Sport, as trocas são atrasadas e o motor trabalha em regimes mais elevados para entregar mais potência. O T-Cross dispara com maior facilidade e ganha um ânimo que será rivalizado no segmento com poucos rivais disponíveis com motor 1.4 turbo ou maior, exemplos do Chevrolet Tracker e do Suzuki Vitara.


Resta agora saber como será a política de preços. O T-Cross concorrerá com uma gama ampla de rivais e desempenhará o papel de único crossover de volume da marca até a chegada do Tarek em 2020, fabricado na Argentina e com porte de Jeep Compass.
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<label class="foto-legenda">Volkswagen T-Cross nacional em testes finais (Foto: Divulgação)</label></div>


Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/An ... sport.html