<t>Teste: Toyota Hilux GRS surpreende no offroad</t>

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Robô Troll
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13 Nov 2018, 12:12

Teste: Toyota Hilux GRS surpreende no offroad
Do Auto Esporte


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Toyota Hilux GRS 2019 (Foto: Diogo de Oliveira/Autoesporte)


 


A Toyota nunca teve no Brasil uma divisão esportiva ou uma linha de produtos que se diferenciasse por oferecer preparação. A marca japonesa, inclusive, é mais famosa por produzir carros confortáveis e confiáveis — alguns incluiriam até o termo "previsíveis" para referenciá-los. Mas guarde suas expectativas, pois a montadora terá uma inédita gama de modelos preparados pela Gazoo Racing, divisão criada há menos de dois anos.


O time da Gazoo estreou em 2017, com o objetivo de competir no Mundial de Rali (WRC). Pois passados menos de 24 meses, a equipe de preparação assume o status de divisão esportiva da Toyota, e uma linha de versões apimentadas está no forno. A primeira delas será a Hilux GRS, revelada na abertura do Salão do Automóvel de São Paulo. A picape já está em pré-venda e começa a chegar em janeiro de 2019.

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Toyota Hilux GRS 2019 (Foto: Diogo de Oliveira/Autoesporte)


 


O lançamento da linha Gazoo Racing Sport, inclusive, está em andamento. Dois dias após mostrar a Hilux preparada no motorshow, a Toyota convidou a Autoesporte para ir até Buenos Aires, na Argentina, ter um primeiro contato com a picape. Coube a mim a missão de acelerar brevemente uma das primeiras unidades do utilitário já equipada com os novos componentes de suspensão, que incluem molas e amortecedores.


Esta é basicamente a única diferença (para além da estética) entre a Hilux GRS e a topo de linha SRX, na qual é baseada. Nada além foi modificado, o que pode parecer pouco para chamar a versão de "preparada". No entanto, porta-vozes da montadora com quem conversamos durante o evento disseram que os componentes são realmente mais caros e diferenciados — devem aumentar o preço da picape em cerca de 10%.

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Toyota Hilux GRS 2019 (Foto: Diogo de Oliveira/Autoesporte)


 


Se seguir o percentual indicado, a limitada Hilux GRS custará cerca de R$ 216 mil (pela SRX a Toyota pede R$ 196.990). Além da suspensão rearranjada, a picape usa adesivos vermelhos e pretos nas laterais, tem acabamento em preto brilhante na dianteira, um aplique de fibra de carbono na grade, capô e teto pintados de preto e novas rodas de liga leve aro 18 — também pintadas em preto e calçadas com pneus todo-terreno.


Por dentro, a nova Hilux GRS é bem menos ousada e traz poucas modificações em relação aos demais modelos da linha. O painel recebeu um filete vermelho que percorre toda a parte superior, interligando os difusores de ar nas pontas. O quadro de instrumentos é rigorosamente o mesmo da SRX e a sigla GR Sport, da Gazoo Racing, aparece nos apoios de cabeça dos bancos, no botão de partida do motor e na plaquinha de numeração.

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Toyota Hilux GRS 2019 (Foto: Diogo de Oliveira/Autoesporte)


 

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Toyota Hilux GRS 2019 (Foto: Diogo de Oliveira/Autoesporte)


 


E como é acelerar a Hilux GRS?



Meu primeiro contato com a Hilux Gazoo Racing se resumiu a um trecho curtinho do autódromo internacional Juan & Oscar Gálvez, no sul da capital argentina. A Toyota adaptou um circuito sobre terra nas laterais da pista, onde foram colocados alguns obstáculos, como a tradicional "caixa de ovos", uma valeta mais profunda e uma lombada. Os três elementos simulam boa parte dos obstáculos encontrados nas estradas de terra pelo Brasil.


Fiz o primeiro percurso a bordo da versão convencional SRX. O modelo superou os obstáculos sem dificuldades, e o comportamento foi o mesmo visto não só na Hilux, mas nas demais picapes médias da categoria — muito sacolejo na cabine, ruídos e sensação de flutuação e perda de contato com o piso. Claro, nada disso quer dizer que a picape da Toyota ou as concorrentes são ruins. Vazias, todas reverberam mais os impactos.

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Toyota Hilux GRS 2019 (Foto: Diogo de Oliveira/Autoesporte)


 


Bem, depois foi a vez de acelerar a Hilux GRS. O motor 2.8 turbodiesel é o mesmo, portanto sem potência e torque adicionais — são 177 cv a 3.400 rpm e 45,9 kgfm entre 1.600 e 2.400 giros. A unidade estava equipada com câmbio manual, indisponível no mercado brasileiro. Porém, de forma surpreendente, a versão Gazoo apresentou grande diferença em movimento. A picape se manteve razoavelmente mais controlável.


Importante dizer que as modificações não buscaram dar um comportamento mais esportivo à picape sobre o asfalto. Todo o desenvolvimento da suspensão foi pensado para uso sobre terra e pisos irregulares. Embora sejam alterações de componentes e não de desenho (layout), a Hilux GRS é claramente mais domável em circunstâncias brutas e extremas, permitindo ao motorista imprimir uma condução mais agressiva.

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Toyota Hilux GRS 2019 (Foto: Diogo de Oliveira/Autoesporte)


 


É algo natural para uma preparação feita pelo time que disputa o Mundial de Rali. Nesse sentido, a Hilux GRS virá disputar vendas com a Volkswagen Amarok V6, mas não pelo aspecto do desempenho em acelerações e frenagens — até porque a VW, além do motor V6, usa discos nas quatro rodas, enquanto a Hilux Gazoo mantém os tambores traseiros. Seu diferencial será a habilidade offroad, aperfeiçoada pela nova divisão da marca.

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FICHA TÉCNICA**


Motor: Dianteiro, longitudinal, quatro cil. em linha, 16V, comando duplo, turbo, intercooler, injeção direta de diesel

Cilindrada: 2.755 cm³

Potência: 177 cv a 3.400 rpm

Torque: 45,9 kgfm entre 1.600 e 2.400 rpm

Transmissão: Automático de 6 marchas; tração 4x4 com reduzida e bloqueio do diferencial

Direção: Hidráulica

Suspensão: Independente McPherson (diant.) e eixo rígido (tras.)

Freios: Discos ventilados (diant.) e tambores (tras.)

Pneus: 265/60 R18

Dimensões

Comprimento: 5,32 metros

Largura: 1,86 metro

Altura: 1,82 metro

Entre-eixos: 3,09 metros

Tanque de combustível: 80 litros

Capacidade de carga: 1.000 kg (fabricante)

Peso: 2.090 kg (ordem de marcha)

Central multimídia: 7 pol., sensível ao toque

Garantia: 3 anos

Preço estimado: R$ 216 mil


TESTE**


Aceleração

0-100 km/h: 12,6 segundos

0-1400 m: 18,4 segundos

0-1000 m: 33,9 segundos

Velocidade em 1.000m: 151,4 km/h

Velocidade real a 100 km/h: 93 km/h


Retomada

40-80 km/h (Drive): 5,5 segundos

60-100 km/h (D): 7,2 segundos

80-120 km/h (D): 9,2 segundos


Frenagem

100 km/h: 45,4 metros

80 km/h: 28,3 metros

60 km/h: 16,2 metros


Consumo

Ciclo urbano: 9 km/l

Ciclo rodoviário: 10,5 km/l

Média mista: 9,8 km/l

Aut. em estrada: 840 km


*O jornalista viajou a convite da Toyota do Brasil

**Ficha e teste da versão SXR 2.8 4X4 AT



Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/te ... froad.html

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AlvoErrado2
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19 Nov 2018, 12:53

Ficou bonita não!!

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Pablo
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20 Nov 2018, 02:21

Ao melhor estilo xunnig de preparação.

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