Do Auto Esporte

Mini Paceman ALL4 (Foto: Mini)
A segurança de um carro tem seu preço. No caso da versão All4, que adiciona tração integral ao Mini Paceman, são R$ 6 mil a mais frente ao modelo de entrada com tração dianteira. Em outras palavras, R$ 147.950 para ter o crossover duas portas com pinta de hatch anabolizado.
Vale a pena o gasto extra? Sim, por se tratar de um dispositivo que reforça os controles de tração e estabilidade, que atua para manter o carro na mão, sem acabar com a diversão. Em condições normais de aderência, o Paceman All4 traciona apenas as rodas dianteiras, mas um kit de embreagens se encarrega de distribuir eletronicamente até 50% da força às rodas traseiras caso elas comecem a deslizar – e é preciso abusar muito para fazê-lo sair dos trilhos.
Basta entrar com um pouco mais de apetite em uma curva para provar a firmeza desse veículo, que utiliza a mesma base do Countryman e se diferencia dele, basicamente, na adoção de duas portas e no desenho das lanternas. Trata-se de um Mini, não é? Portanto, a condução esportiva é ingrediente garantido tanto pela arquitetura da carroceria quanto pelo conjunto mecânico.

Mini Paceman ALL4 (Foto: Mini)
Estamos falando de um motor 1.6 turbo com injeção direta de gasolina, cujos 184 cv são bem administrados pelo câmbio automático de seis marchas. O torque máximo de 24,5 kgfm surge a partir das 1.600 rpm e dá ao Paceman um gosto por arrancadas. A tração integral impede que as rodas patinem e o resultado anima, com o gasto de 7,7 segundos no 0 a 100 km/h.
O que não destrói o consumo. Econômico, o Paceman faz 10,1 km/l de gasolina na cidade e 14,5 km/l na estrada. Outro ponto positivo é o isolamento acústico da cabine, escorado no baixo giro do propulsor que a 120 km/h alcança 2.300 rpm.
O senão dessa esportividade é o acerto duro das suspensões independentes. Elas garantem estabilidade, mas tremem ao ver um buraco. E isso não é exclusividade do Brasil. Mesmo na Europa, as críticas são grandes. As belas rodas de 18” calçadas em pneus de perfil baixo acentuam os solavancos. Sendo assim, evite ir para a terra com esse Mini integral. Ele não nasceu para isso.

Na cabine, há espaço apenas para quatro. Nem tente levar um terceiro ocupante nos bancos de trás, pois eles são individuais. Como era de esperar, o acesso traseiro é dos mais chatos, especialmente para gente grande. Para o motorista, a ergonomia é caprichada. O volante de assistência elétrica tem ótima empunhadura e respostas rápidas. A visão é satisfatória, exceto pelos retrovisores muito baixos. O acabamento é exemplar e inclui várias cores para iluminação do habitáculo.
A lista de itens é farta, com direito a bancos de couro, teto solar panorâmico, sensor de ré, central com GPS, ar-condicionado digital e faróis de xenônio. É um carro para quem curte ser visto no trânsito. De preferência, no asfalto bem lisinho.

Fotos: Mini Paceman ALL4
Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Ana ... -all4.html

