Do Auto Esporte

Fiat Weekend Adventure 2015 (Foto: Fiat)
Veterana entre as peruas vendidas no Brasil, a Fiat Weekend foi lançada em 1997 e hoje está em seu terceiro facelift. São as mudanças pontuais que ajudam a perua a ser a mais vendida do segmento familiar dominado por monovolumes - vende mais até que o mais moderno Idea. Nessa direção, no ano passado o modelo abandonou o Palio de seu nome, ganhou um novo quadro de instrumentos e rodas de liga leve de 16 polegadas. No último mês de julho, chegou às lojas a linha 2016, cuja única novidade foi a inclusão novos itens de tecnologia e acabamento na versão topo de linha, a Adventure, vendida pelo preço de R$ 60.820. Será que as mudanças sazonais ainda garantem o título de boa compra do veterano? Levamos a variante aventureira, a única equipada com motor 1.8, para a pista e contamos se a Weekend vale a compra.
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Teste na pista
Embora antigo, o motor 1.8 E.torQ mostra que ainda tem vigor. São 132 cv de potência a 5.250 rpm e 18,9 kgfm de torque a 4.200 giros. Ele garantiu à perua números satisfatórios na pista de testes. Para realizar a retomada de 80 a 120 km/h (faixa mais utilizada em viagens e com o carro cheio), o modelo levou 15,6 segundos, contra 16,2 segundos da Volkswagen Space Cross, por exemplo, que é equipada com motor 1.6 de 120 cv. em relação à frenagem, o desempenho foi satisfatório. Para ir de 80 km/h à imobilidade, a Weekend percorreu 26,8 metros, versus 27 metros da rival citada, diferença insignificante. De 0 a 100 km/h foram 11,8 segundos.
O desempenho da perua em nossas pistas se traduz em agilidade nas ultrapassagens do cotidiano, graças à força oferecida pelo torque, principalmente. Mas em termos de conforto, o veículo deixa a desejar. A direção hidráulica é pesada demais e dificulta as manobras em baixa velocidade, tornando a dirigibilidade semelhante à de uma picape. Além disso, a suspensão é barulhenta e a ergonomia ruim, devido à baixa amplitude do ajuste de altura da direção. É uma herança do projeto antigo, assim como as saídas muito baixas do ar-condicionado no console central.

Fiat Weekend Adventure 2015 (Foto: Fiat)
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Custo-benefício
Na virada de linha, a Weekend Adventure incorporou maçanetas na cor do carro, apoio de braço para o motorista, vidros traseiros elétricos, sensor de estacionamento traseiro e rádio com leitor de CD, MP3 e USB, além de comandos de voz e conectividade Bluetooth. Além das novidades, a perua traz de fábrica ar-condicionado, banco do motorista com ajuste de altura, direção hidráulica, computador de bordo, faróis de neblina e trio elétrico.
O pacote melhorou, mas deve itens de tecnologia e segurança, indisponíveis mesmo como opcionais. Na rival Space Cross, por exemplo, há diferenciais como direção elétrica, três apoios de cabeça no banco traseiro, retrovisor interno eletrocrômico, retrovisores elétricos com função tilt down do lado direito e controle de tração e estabilidade, um opcional.
O espaço interno, um dos pontos cruciais para quem procura uma perua, é bom, mas há concorrentes com condições melhores. Com 2,46 metros de entre-eixos, apenas dois passageiros traseiros viajam com conforto. Mas o Honda Fit, por exemplo, tem 2,53 metros de entre-eixos e oferece mais conforto. O porta-malas da Weekend é de 435 litros aferidos pela Autoesporte. Número satisfatório, mas menor do que o oferecido pelo Space Cross, de 468 litros aferidos e que o do Fit com bancos rebatidos, de 1.045 litros segundo a Honda.

Fiat Weekend (Foto: Divulgação)
Vale a compra?
Não. O Fiat Weekend melhorou seu pacote de equipamentos e foi bem em nossa pista de testes, mas sua dirigibilidade no dia a dia, sua ergonomia e o projeto ultrapassado, com poucos itens de segurança e tecnologia, deixam a desejar. Além disso, seu consumo urbano foi mal, apenas 6,6 km/l na cidade, quando abastecido com etanol. No mais, as três primeiras revisões e o seguro têm valores elevados, R$ 1.272 e 5,1% do valor do carro, respectivamente.
Se você puder investir ao menos mais R$ 6 mil, vale mirar também no segmento de utilitários compactos, que pode oferecer espaço, tecnologia, segurança e melhor dirigibilidade em projetos mais atuais.
Ficha Técnica
Motor: Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 16V, comando simples, flex
Cilindrada: 1.747 cm³
Potência: 130/132 cv a 5.250 rpm
Torque: 18,4/18,9 kgfm a 4.500 rpm
Transmissão: Manual de cinco marchas, tração dianteira
Direção: Hidráulica
Suspensão: Independente McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira
Freios: Discos ventilados na frente e tambores atrás
Pneus: 205/60 R16
Dimensões: Comprimento 4,31 m; Largura 1,72 m; Altura 1,64 m; Entre-eixos 2,46 m
Capacidades: Tanque 51 litros; Porta-malas: 435 litros (aferidos por Autoesporte)
Peso: 1.242 kg
Números de teste
Aceleração 0-100 km/h: 11,8 segundos
Aceleração 0-400 m: 18,1 segundos
Aceleração 0-1.000 m: 33,3 segundos
Retomada 40-80 km/h (3ª marcha): 7,8 segundos
Retomada 60-100 km/h (4ª marcha): 10,6 segundos
Retomada 80-120 km/h (5ª marcha): 15,6 segundos
Frenagem 100 km/h: 44,7 metros
Frenagem 80 km/h: 26,8 metros
Frenagem 60 km/h: 14,9 metros
Consumo (com etanol)
Urbano: 6,6 km/l
Rodoviário: 8,1 km/l
Médio: 7,3 km/l
Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Ana ... nture.html






