
O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e o Dieese contrataram um estudo da fundação Vanzolini para verificar o impacto da importação de veículos na indústria automotiva.
O resultado aponta um risco de desindustrialização por causa do aumento da importação de veículos. Só este ano, o país deve importar 1 milhão de veículos, o que significa 52% a mais do que em 2010.
O estudo apontou que em 2010, 660.000 veículos entraram no Brasil. Esse número revela que deixaram de ser criados 20.500 postos de trabalho nas fábricas e mais 102.600 empregos no setor de autopeças.
O trabalho no setor deve ter um contingente menor de empregados nos próximos anos devido a entrada de mais carros importados. O estudo prevê ainda que o mercado passe de 3,1 milhões para 6 milhões de veículos em 2025.
As quatro grandes cairão de 80% de participação para 66% também em 2025. Em sua defesa, a Abeiva – que agrega 30 importadores – alega que somente trouxe 105.000 dos 660.000 importados de 2010. O restante veio pelas mãos das montadoras.
Argentina e México são responsáveis pela maioria das importações feitas pelas montadoras, já que os carros oriundos desses países não pagam imposto de importação de 35%.


