Página 1 de 1

Teste: Audi TT Roadster

Enviado: 19 Set 2015, 10:30
por Robô Troll
Teste: Audi TT Roadster
Do Auto Esporte


Imagem
Audi TT Roadster (Foto: Divulgação)


Se o ronco do motor e o visual moderno do Audi TT não são suficientes para quem gosta de chamar atenção, a nova opção Roadster chega para resolver isso. Por R$ 248.190 e em série única, Ambition, sua principal novidade é a capota rebatível eletricamente. A Audi nem precisava inventar muito mais: o desempenho e os equipamentos já eram suficientes para arrancar sorrisos do motorista e do passageiro.

saiba mais

Como em time que está ganhando não se mexe, o modelo conta com o mesmo 2.0 turbo à gasolina de 230 cv e 37,7 kgfm do cupê, que parte de R$ 209.990. O câmbio de dupla embreagem e seis marchas faz trocas rápidas e suaves. O bom casamento do conjunto faz dele um carro arisco, enquanto a suspensão bem calibrada não o deixar ser cansativo de dirigir no dia a dia.


Os 50 kg que o TT perdeu da geração anterior para esta, graças à maior quantidade de alumínio na estrutura, foram anulados na versão conversível. Culpa, principalmente, do reforço no chassi para compensar a falta do teto fixo. Os 90 kg extras contribuíram para que o Roadster levasse 0,2 segundo a mais no 0 a 100 km/h: foram 6,1 s ante 5,9 s do cupê. A diferença pode pesar para quem realmente quer acelerar (preferencialmente em pista fechada), mas é o preço que se paga para colocar os cabelos ao vento no fim de semana. Se tivesse tração integral Quattro, provavelmente o desempenho do conversível seria ainda mais próximo ao do Coupé.

Imagem
Audi TT Roadster (Foto: Divulgação)


A diferença é maior nas retomadas: o Roadster precisou de 3,1 s para ir de 40 a 80 km/h, ou 0,5 s a mais do que seu irmão com teto fixo. O resultado do teste de frenagem não foi dos melhores: o Audi percorreu 28,2 metros até ser estancado a partir dos 80 km/h, enquanto o Chevrolet Camaro conversível, como comparação, precisou de 24,4 m. As médias de consumo de gasolina, por outro lado, são boas, graças ao sistema start-stop, que desliga o motor em paradas. O TT Roadster registrou 9,2 km/l na cidade e 14,2 km/l na estrada.


O Camaro vai melhor nas frenagens, mas o Audi larga na frente quando o assunto é tecnologia. E deixa o queridinho dos sertanejos comendo poeira. O sistema que recolhe a capota é completamente elétrico: basta apertar um botão para que o carro faça todo o serviço. O sistema da Chevrolet exige que o motorista destrave a capota por um sistema nada bonito dentro da cabine.


Com cinco modos de condução, o esportivo consegue se adaptar a diversas situações. Nos modos Comfort e Efficiency, as suspensões são firmes, mas não incomodam em pequenas imperfeições do asfalto, enquanto o volante fica leve para facilitar em manobras. O senão é que o segundo modo desliga o ar-condicionado quando o sistema start-stop entra em ação.

Imagem
Audi TT Roadster (Foto: Divulgação)


Quem quiser diversão, deve selecionar a opção Dynamic, que deixa as suspensões e o volante bem mais firmes. O sistema de amortecimento sofre em ruas mais esburacadas, mas aumenta a sensação de contato do motorista com uma pista de asfalto liso. O volante fica mais firme e direto, aumentando a confiança em altas velocidades. Legal mesmo é a mudança do ronco do motor, que fica mais grosso e invade a cabine, marcando presença por onde passa. A transmissão também se ajusta e segura as trocas até por volta de 3 mil giros, deixando o TT pronto para engolir asfalto.


A posição de dirigir baixa aumenta a diversão em alta velocidade. Mas a linha de cintura alta, próxima do ombro do motorista, dificulta um pouco a vida no dia a dia. Ruim mesmo é a visibilidade traseira com a capota erguida, mesmo com o óculo traseiro em vidro.

Imagem
Audi TT Roadster (Foto: Divulgação)


Tecnologicamente, o ponto alto do TT é a substituição do quadro de instrumentos e do sistema multimídia convencionais por uma tela digital atrás do volante. Maior do que muitas centrais de entretenimento, a tecnologia tem 12,3 polegadas e ótima qualidade de imagem. No modo padrão, simula um quadro de instrumento analógico, com leitura bastante clara. Mas, a grande graça do cockpit virtual, como é oficialmente chamado, está no modo de visualização Progressivo. Conta-giros e velocímetro são reduzidos para dar espaço às informações do sistema multimídia. Com as imagens do GPS à frente, o motorista se distrai menos enquanto segue a rota traçada. Azar do passageiro, que não tem uma tela para se entreter durante as viagens. Para ficar mais completo, só faltou sistema de head-up display, que projeta as informações no para-brisas e é item de série do Camaro.


O novo sistema também resolve algo que pode incomodar em outros carros da Audi: as telas não são sensíveis ao toque e têm que ser comandadas por um nada prático seletor posicionado no console. Depois de algum tempo, os passageiros até conseguem se adaptar a essa ferramenta, mas nada substitui os comandos por toques diretos na tela. Como o novo display não poderia ser sensível ao toque, os seletores analógicos fazem sentido.

Imagem
Audi TT Roadster (Foto: Divulgação)


A nova tela também deixa a cabine mais bonita. É verdade que os bancos revestidos de couro e Alcantara são confortáveis e que o formato esportivo segura bem o corpo dos passageiros. O volante tem ótima ergonomia (sem falar que é muito bonito) e o acabamento é impecável, mas a cereja do bolo é, por incrível que pareça, a ausência da tela central. Para alguns (este repórter, inclusive), o visual minimalista da Audi não é tão bonito quanto o interior de outras marcas. Sem o monitor, a cabine de linhas simples ficou mais elegante. O destaque fica por conta das grandes saídas do ar-condicionado, que têm pequenas telas para ajustar temperatura e ventilação.


Mesmo sendo feita com material de boa qualidade, não tem jeito: a capota de tecido compromete o revestimento acústico, especialmente quando o carro passa perto de caminhões ou ônibus. Já para compensar a invasão do ronco do motor em altas velocidades, o sistema de som de ótima qualidade aumenta automaticamente o volume da música. Outro diferencial da versão conversível é que até os cintos de segurança ganharam microfones, para que o vento não atrapalhe ligações de telefone quando a capota está aberta. Tudo para não tirar o sorriso do rosto que o bom desempenho do TT fatalmente faz abrir.


ACELERAÇÃO


0 - 100 km/h: 6,1 s

0 - 400 m: 14,3 s

0 - 1.000 m: 25,8 s

Vel. a 1.000 m: 208,9 km/h

Vel. real a 100 km/h: 98


RETOMADA


40-80 km/h (Drive): 3,1 s

60-100 km/h (D): 3,6 s

80-120 km/h (D): 3,9 s


FRENAGEM


100 - 0 km/h: 38,6 m

80 - 0 km/h: 28,2 m

60 - 0 km/h: 14,2 m


CONSUMO


Urbano: 9,2 km/l

Rodoviário: 14,2 km/l

Média: 11,7 km/l

Aut. em estrada: 710 km


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Ana ... dster.html