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Matthias Müller, presidente do conselho da Porsche, é o novo CEO do grupo Volkswagen

Enviado: 25 Set 2015, 16:30
por Robô Troll
Matthias Müller, presidente do conselho da Porsche, é o novo CEO do grupo Volkswagen
Do Auto Esporte


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Matthias Müller, presidente do conselho da Porsche, é o novo CEO do grupo Volkswagen (Foto: Divulgação)

Escândalo da Volkswagen


O atual presidente do conselho da Porsche, Matthias Müller, assume nesta sexta-feira (25) o cargo de CEO do grupo Volkswagen. A decisão foi tomada pelos membros do conselho do grupo em meio ao grande escândalo de fraude nos níveis de emissão de poluentes de motores. Müller continuará à frente da Porsche até que a empresa eleja um novo presidente do conselho. Por conta do escândalo, o ex-CEO, Martin Winterkorn, renunciou ao cargo nesta semana.


"Minha tarefa mais urgente é reestabelecer a confiança no grupo Volkswagen, com o máximo de transparência, assim como estabelecer o melhor desfecho para a atual situação. Sob a minha liderança, a Volkswagen vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para desenvolver e implementar os padrões de conformidade e governança mais rigorosos da nossa indústria. Se isso for feiro, o grupo Volkswagen tem a oportunidade de sair dessa crise mais forte do que antes", afirmou Müller.


O executivo iniciou sua carreira em 1978 na Audi, empresa que também faz parte do grupo Volkswagen. Na empresa, foi um dos responsáveis pelo projeto do A3. Em 1995, assumiu a diretoria de produtos da divisão que abrange Audi, Seat e Lamborghini. Em 2007, Müller assumiu a chefia da diretoria de produtos de todo o grupo Volkswagen até 2010, quando assumiu o posto de presidente do conselho da Porsche. Em março de 2015, passou a integrar o conselho de administração do grupo Volkswagen.

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Escândalo de emissões


A troca de cadeiras no comando do grupo Volkswagen acontece como consequência de um grande escândalo global. O caso veio à tona na semana passada, quando a Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos divulgou um relatório em que acusava a Volkswagen de ter fraudado testes de emissões de poluentes em carros com motores 2.0 diesel. O órgão explicou que os carros eram equipados com dispositivos que diminuíam a quantidade de poluentes emitidos pelo motor somente durante os testes feitos pelas autoridades. Assim, os carros emitiam de 10 a 40 vezes mais poluentes quando dirigidos normalmente do que os valores oficialmente divulgados.


Essa teria sido a estratégia do grupo para conseguir inserir seus carros a diesel em mercados como o europeu e o norte-americano. Ambos são reconhecidos pelas rigorosas exigências para que as montadoras produzam motores cada vez menos poluentes. A crise é tão grave que levou o CEO do grupo, Martin Winterkorn, a renunciar ao cargo. O grupo anunciou que destinará 6,5 bilhões de euros para consertar os problemas envolvidos na fraude. Somente com multas nos Estados Unidos, a companhia deve ter que desembolsar ao menos 18 bilhões de dólares.


O único modelo diesel vendido pela Volkswagen no Brasil é a picape Amarok. Por enquanto, a montadora não confirmou se o carro também está envolvido na fraude. Apesar disso, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) anunciou que irá investigar a Volkswagen do Brasil. Segundo o órgão, o caro é "gravíssimo" e pode resultar em multas de até R$ 50 milhões.


Segundo o jornal Detroit News, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos decidiu ampliar as investigações sobre os motores do grupo. A intenção do órgão seria descobrir se também houve manipulações nos motores 3.0 turbodiesel.


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... wagen.html