Para Google, problema dos carros autônomos são os motoristas
Enviado: 03 Nov 2015, 16:30
Para Google, problema dos carros autônomos são os motoristas
Do Auto Esporte

Carro autônomo do Google será testado em ruas da Califórnia (Foto: Divulgação)
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Depois de ter percorrido mais de 2 milhões de quilômetros com seus carros autônomos, o Google tem duas principais preocupações na corrida para concluir o desenvolvimento dessa tecnologia – e uma delas não tem a ver com os sistemas computadorizados, mas com o comportamento dos motoristas. No último balanço que a empresa divulgou sobre o projeto de desenvolvimento de carros autônomos, o Google explicou: as pessoas confiam na tecnologia muito rápido, aumentando o risco de acidentes.
De 2012 para cá, os carros da empresa de tecnologia já rodaram 2.040.822 km em modo 100% autônomo e outros 1.510.564 km conduzidos por motoristas. Esses números dão uma média de 16 mil km a 24.100 km rodados por semana em ruas comuns nos Estados Unidos.
Os motoristas dos testes são funcionários voluntários do Google que dirigem sendo constantemente filmados. Isso porque quem coordena o projeto quer entender não só como os carros reagem a imprevistos – como crianças correndo na frente do veículo – como o comportamento dos passageiros. Antes de embarcarem no teste, os voluntários se comprometeram a manter atenção constante ao trânsito, mesmo quando o carro estivesse em modo completamente autônomo.

O protótipo autônomo Lexus RX450h, do Google (Foto: Divulgação)
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Mas, o resultado dessa análise não é tão bom. “As pessoas não prestaram atenção [no trânsito] como deveriam. Nós vimos alguns comportamentos desastrosos, incluindo um motorista que se virou para procurar o laptop no banco de trás para carregar seu celular – enquanto viajava a 100 km/h em uma rodovia! Nós observamos a natureza humana: as pessoas confiam muito rapidamente na tecnologia quando ela começa a funcionar”, diz o documento. Ou seja: os pesquisadores do Google não têm que se preocupar só em desenvolver os sensores e códigos de computador que evitarão acidentes. Eles também terão que desenvolver maneiras de garantir que os motoristas fiquem sempre atentos.
Para resolver os problemas de desatenção, a decisão do Google pode soar óbvia para alguns e um pecado para outros: tirar completamente as pessoas do comando do carro. Atualmente, as leis de trânsito exigem que haja sempre um motorista pronto para assumir o comando do carro em casos de emergência. Mas, o Google quer mudar isso e desenvolver uma tecnologia capaz de deixar o carro completamente autônomo. “Os testes nos fizeram optar por desenvolver carros que podem se dirigir de um ponto a outro sem intervenção humana. Todos pensam que fazer um carro dirigir por conta própria é difícil. E é. Mas, acreditamos que isso é tão difícil quanto fazer as pessoas prestarem atenção quando estão distraídas ou cansadas”

Carro do Google em teste (Foto: Divulgação)
Comportamento das crianças
Isso não significa que o avanço tecnológico já está resolvido. A equipe que desenvolve os sistemas autônomos fizeram mais alguns testes na última semana. Eles aproveitaram o dia das bruxas, comemorado na última semana, para fazer um curioso teste: crianças foram convidadas a circular pelos campos de prova completamente fantasiadas. O objetivo era analisar se os carros conseguiriam identificar uma pessoa, mesmo se ela estivesse fantasiada de robô ou bruxa, por exemplo. Pelo menos o Google garante que os carros ficaram completamente estacionados durante o teste, já que o objetivo era apenas testar o funcionamento dos sensores, não o comportamento do carro.
Além disso, a atitude das crianças ainda precisa ser mais estudada pela empresa: “Nós ensinamos os nossos carros a dirigir com mais cautela perto de crianças. Quando os sensores detectam crianças – fantasiadas ou não – nas proximidades, o software entende que elas podem agir de diferentes maneiras”.
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Balanço dos testes
Atualmente, o Google tem 48 carros em testes pelos Estados Unidos. Desses, 23 são Lexus RX450h adaptados com o sistema de condução autônoma e 25 são os protótipos desenvolvidos pela própria gigante de tecnologia. Na cidade de Mountain View (Califórnia) são testadas 19 unidades do RX450h e 21 do protótipo, enquanto outras quatro unidades de cada carro rodam em Austin (Texas), sempre em ruas comuns.
Durante todo o mês de outubro, nenhum carro da frota do Google se envolveu em acidentes. Assim, a empresa encerrou dois meses seguidos sem registrar colisões envolvendo seus carros. Nos meses de abril a agosto houve sete acidentes, todos em baixas velocidades e causados por outros motoristas, segundo os documentos oficiais do Google.

Carro Autônomo Google (Foto: Divulgação)
Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... istas.html
Do Auto Esporte

Carro autônomo do Google será testado em ruas da Califórnia (Foto: Divulgação)
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Depois de ter percorrido mais de 2 milhões de quilômetros com seus carros autônomos, o Google tem duas principais preocupações na corrida para concluir o desenvolvimento dessa tecnologia – e uma delas não tem a ver com os sistemas computadorizados, mas com o comportamento dos motoristas. No último balanço que a empresa divulgou sobre o projeto de desenvolvimento de carros autônomos, o Google explicou: as pessoas confiam na tecnologia muito rápido, aumentando o risco de acidentes.
De 2012 para cá, os carros da empresa de tecnologia já rodaram 2.040.822 km em modo 100% autônomo e outros 1.510.564 km conduzidos por motoristas. Esses números dão uma média de 16 mil km a 24.100 km rodados por semana em ruas comuns nos Estados Unidos.
Os motoristas dos testes são funcionários voluntários do Google que dirigem sendo constantemente filmados. Isso porque quem coordena o projeto quer entender não só como os carros reagem a imprevistos – como crianças correndo na frente do veículo – como o comportamento dos passageiros. Antes de embarcarem no teste, os voluntários se comprometeram a manter atenção constante ao trânsito, mesmo quando o carro estivesse em modo completamente autônomo.

O protótipo autônomo Lexus RX450h, do Google (Foto: Divulgação)
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Mas, o resultado dessa análise não é tão bom. “As pessoas não prestaram atenção [no trânsito] como deveriam. Nós vimos alguns comportamentos desastrosos, incluindo um motorista que se virou para procurar o laptop no banco de trás para carregar seu celular – enquanto viajava a 100 km/h em uma rodovia! Nós observamos a natureza humana: as pessoas confiam muito rapidamente na tecnologia quando ela começa a funcionar”, diz o documento. Ou seja: os pesquisadores do Google não têm que se preocupar só em desenvolver os sensores e códigos de computador que evitarão acidentes. Eles também terão que desenvolver maneiras de garantir que os motoristas fiquem sempre atentos.
Para resolver os problemas de desatenção, a decisão do Google pode soar óbvia para alguns e um pecado para outros: tirar completamente as pessoas do comando do carro. Atualmente, as leis de trânsito exigem que haja sempre um motorista pronto para assumir o comando do carro em casos de emergência. Mas, o Google quer mudar isso e desenvolver uma tecnologia capaz de deixar o carro completamente autônomo. “Os testes nos fizeram optar por desenvolver carros que podem se dirigir de um ponto a outro sem intervenção humana. Todos pensam que fazer um carro dirigir por conta própria é difícil. E é. Mas, acreditamos que isso é tão difícil quanto fazer as pessoas prestarem atenção quando estão distraídas ou cansadas”

Carro do Google em teste (Foto: Divulgação)
Comportamento das crianças
Isso não significa que o avanço tecnológico já está resolvido. A equipe que desenvolve os sistemas autônomos fizeram mais alguns testes na última semana. Eles aproveitaram o dia das bruxas, comemorado na última semana, para fazer um curioso teste: crianças foram convidadas a circular pelos campos de prova completamente fantasiadas. O objetivo era analisar se os carros conseguiriam identificar uma pessoa, mesmo se ela estivesse fantasiada de robô ou bruxa, por exemplo. Pelo menos o Google garante que os carros ficaram completamente estacionados durante o teste, já que o objetivo era apenas testar o funcionamento dos sensores, não o comportamento do carro.
Além disso, a atitude das crianças ainda precisa ser mais estudada pela empresa: “Nós ensinamos os nossos carros a dirigir com mais cautela perto de crianças. Quando os sensores detectam crianças – fantasiadas ou não – nas proximidades, o software entende que elas podem agir de diferentes maneiras”.
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Balanço dos testes
Atualmente, o Google tem 48 carros em testes pelos Estados Unidos. Desses, 23 são Lexus RX450h adaptados com o sistema de condução autônoma e 25 são os protótipos desenvolvidos pela própria gigante de tecnologia. Na cidade de Mountain View (Califórnia) são testadas 19 unidades do RX450h e 21 do protótipo, enquanto outras quatro unidades de cada carro rodam em Austin (Texas), sempre em ruas comuns.
Durante todo o mês de outubro, nenhum carro da frota do Google se envolveu em acidentes. Assim, a empresa encerrou dois meses seguidos sem registrar colisões envolvendo seus carros. Nos meses de abril a agosto houve sete acidentes, todos em baixas velocidades e causados por outros motoristas, segundo os documentos oficiais do Google.

Carro Autônomo Google (Foto: Divulgação)
Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... istas.html

