Lançamentos: Sucessos e micos de 2011
Enviado: 07 Jan 2012, 18:36
Lançamentos: Sucessos e micos de 2011
Novidades que conseguiram deslanchar nas vendas e os recém lançados que ainda não vingaram
06/01/2012- Larissa Florêncio
Carsale - O ano de 2011 foi marcado por uma enxurrada de lançamentos no mercado automobilístico brasileiro. Mas, novidade não é sinônimo de sucesso. Às vezes, os termos coincidem as vendas disparam. Por outro lado, acontece também de alguns modelos não serem bem aceitos e se tornam raridades nas ruas. O Carsale selecionou alguns carros que fizeram a alegria dos vendedores e outros que ainda estão tentando conseguir um lugar ao sol.
Se tem um carro que merece ser reconhecido pela sua evolução nas vendas, ele se chama Fiat 500. O pequeno retrô figurava até pouco tempo como um coadjuvante no Brasil. Fabricado na Polônia, o carrinho era vendido no País por R$ 59.360, o que tornava o seu custo-benefício (muito) pouco atraente. Mas, em uma jogada de mestre, a Fiat resolveu relançar o compacto e vendê-lo no Brasil importado do México – daí o apelido 500 mexicano.
Como conseqüência da estratégia acertiva, quando o 500 chegou ao mercado partindo de R$ 39.990 (cerca de R$ 20 mil abaixo do polonês) e suas vendas dispararam. Para se ter uma ideia, o modelo polonês foi responsável por 445 emplacamentos de janeiro a agosto, sendo que o mexicano somou somente nos quatros últimos meses 4.616 unidades. Considerando 2011 inteiro, foram 5.061 unidades.
Outro recém chegado que está se mostrando bem aceito é o Chevrolet Cruze. O sedã chegou com a missão de ser o substituto do Vectra, vendido no mercado nacional desde 1993 - na época, o modelo figurava como o sonho de consumo da classe média. E parece que o novato está se saindo bem. Desde setembro, época de seu lançamento, até dezembro o Cruze foi responsável por 9.418 emplacamentos. Mas, se você não está por dentro do que estes números querem dizer, saiba que, nos doze meses de 2011 o já extinto sedã Vectra conseguiu somar 11.575 exemplares emplacados.
E a Renault também tem o que comemorar. O utilitário esportivo Duster, lançado em outubro, mostrou que chegou para entrar forte na disputa. Desde que começou a ser vendido, até dezembro último, o modelo francês acumulou 9.388 unidades emplacadas, contra 38.530 exemplares somados pelo veterano EcoSport ao longo dos doze meses do ano. Além disso, o Duster conseguiu ultrapassar o jipinho da Ford e se tornar o SUV mais vendido no País durante os dois últimos meses de 2011.
Promessas ao vento
Embora o lançamento de um carro seja meticulosamente pensado pelas fabricantes, nem tudo sai conforme o planejado. Seja qual for o motivo (e existe uma série deles) algumas previsões feitas não acabam se concretizando – e passam, inclusive, muito longe.
O mercado automotivo nacional fechou 2011 alcançando o patamar de mais de 3,4 milhões de automóveis emplacados e, portanto, superando o volume de 2010. Apesar disso, para algumas fabricantes, o resultado ainda foi abaixo do esperado. Diversos fatores contribuíram para que o crescimento não fosse ainda maior, entre eles as medidas de restrição de crédito impostas pelo governo e o aumento do IPI para carros importados, para citar somente algumas. De qualquer forma, algumas previsões falhas não podem passar em branco.
Um exemplo partiu da estreante JAC Motors. Em agosto, na ocasião de lançamento do J6, o presidente da marca, Sérgio Habib, fez questão de ressaltar que a intenção era de a minivan chegar já se tornando líder do segmento, superando as veteranas Chevrolet Zafira, Citroën C4 Picasso e Nissan Grand Livina. A expectativa da chinesa era de emplacar por mês de 1.000 a 1.500 exemplares da minivan. Mas a previsão passou longe. De agosto a dezembro, o modelo conseguiu chegar a apenas 2.503 unidades.
Lançados com cerca de dois meses de diferença, os franceses Renault Fluence e Peugeot 408, estrearam com o mesmo objetivo: concorrer com os líderes Corolla e Civic, os sedãs que encabeçam as primeiras posições de vendas entre os sedãs médios há um bom tempo. Na ocasião do lançamento do Fluence, inclusive, a fabricante fez questão de ressaltar que uma das metas do modelo era se tornar o terceiro mais vendido do segmento. O que não aconteceu. O Fluence chegou ao final de 2011 com 10.386 unidades, enquanto o 408 chegou a 6.563 exemplares. Para se ter uma ideia, o líder entre os sedãs médios continua sendo o Toyota Corolla, que encerrou o período somando 53.147 unidades – o sedã japonês também foi considerado pela Forbes o carro mais vendido no mundo, com 1,02 milhão de emplacamentos.
Na mesma situação está a Fiat com o crossover Freemont. A expectativa da fabricante italiana com o lançamento do modelo feito a partir do luxuoso Dodge Journey era de emplacar cerca de 1.000 a 1.500 unidades mensalmente, com chegou a ser divulgado pela marca quando o utilitário foi apresentado. Mas não é isso que está acontecendo. A Fiat terá que começar 2012 lembrando que no ano passado o Freemont conseguiu acumular somente 2.247 exemplares emplacados em quatro meses, uma média de menos de 560 unidades por mês.
Coreanos da vez
Kia Picanto e Hyundai Veloster são dois coreanos que causaram polêmica em 2011. Ambos chegaram quebrando paradigmas: um por estrear como “popular premium” e o outro pelo design arrojado somado a carroceria com duas portas à direita e uma à esquerda. Os dois fizeram barulho na estreia e pretendiam arrebentar de vender no Brasil.
No caso do Picanto, não deu certo. A proposta era oferecer um popular com design moderno (raridade por aqui), com itens de segurança de série e generoso nos equipamentos desde a versão de entrada, tudo isso por R$ 34.900. Mas o sonho da Kia foi por água abaixo quando o governo aumentou o IPI para os importados. Resultado: hoje o preço inicial do modelo saltou para R$ 39.900 e, conseqüentemente, as vendas desaceleraram. Os números da Fenabrave não mentem e exibem a tragédia: de 1.404 exemplares emplacados em setembro, o Picanto passou para somente 317 em outubro. Até dezembro, a Kia conseguiu somar 7.364 unidades do modelo – juntando as duas gerações. E se a intenção era de vender 18 mil unidades do hatch em 2012, a Kia terá que rever sua previsão.
Já o Veloster pode ser comparado àquele tipo de música que explode de tanto fazer sucesso no verão e na próxima estação já está quase esquecida. O cupê já aparecia exaustivamente nos comerciais da televisão antes de seu lançamento e era um dos assuntos mais comentados. Tanto é que, antes mesmo de ser lançado (o que aconteceu em setembro), já havia fila de espera nas concessionárias. E preste atenção: as pessoas estavam comprando um carro que nunca havia sido mostrado no País, e que não tinha sido testado pela imprensa brasileira. Ou seja, não dá pra negar que a Hyundai estava fazendo uma boa propaganda.
No mês de sua estreia, a marca coreana emplacou 1.929 unidades do Veloster, no mês seguinte foram 1.306, porém em dezembro o volume despencou, atingindo apenas 466 exemplares. Temos que admitir que é mérito do novato fechar 2011 com 3.956 carros vendidos, mas não dá para negar que, pelo menos por enquanto, está com cara de hit de verão.
Fonte: Carsale
Novidades que conseguiram deslanchar nas vendas e os recém lançados que ainda não vingaram
06/01/2012- Larissa Florêncio
Carsale - O ano de 2011 foi marcado por uma enxurrada de lançamentos no mercado automobilístico brasileiro. Mas, novidade não é sinônimo de sucesso. Às vezes, os termos coincidem as vendas disparam. Por outro lado, acontece também de alguns modelos não serem bem aceitos e se tornam raridades nas ruas. O Carsale selecionou alguns carros que fizeram a alegria dos vendedores e outros que ainda estão tentando conseguir um lugar ao sol.
Se tem um carro que merece ser reconhecido pela sua evolução nas vendas, ele se chama Fiat 500. O pequeno retrô figurava até pouco tempo como um coadjuvante no Brasil. Fabricado na Polônia, o carrinho era vendido no País por R$ 59.360, o que tornava o seu custo-benefício (muito) pouco atraente. Mas, em uma jogada de mestre, a Fiat resolveu relançar o compacto e vendê-lo no Brasil importado do México – daí o apelido 500 mexicano.Como conseqüência da estratégia acertiva, quando o 500 chegou ao mercado partindo de R$ 39.990 (cerca de R$ 20 mil abaixo do polonês) e suas vendas dispararam. Para se ter uma ideia, o modelo polonês foi responsável por 445 emplacamentos de janeiro a agosto, sendo que o mexicano somou somente nos quatros últimos meses 4.616 unidades. Considerando 2011 inteiro, foram 5.061 unidades.
Outro recém chegado que está se mostrando bem aceito é o Chevrolet Cruze. O sedã chegou com a missão de ser o substituto do Vectra, vendido no mercado nacional desde 1993 - na época, o modelo figurava como o sonho de consumo da classe média. E parece que o novato está se saindo bem. Desde setembro, época de seu lançamento, até dezembro o Cruze foi responsável por 9.418 emplacamentos. Mas, se você não está por dentro do que estes números querem dizer, saiba que, nos doze meses de 2011 o já extinto sedã Vectra conseguiu somar 11.575 exemplares emplacados.
E a Renault também tem o que comemorar. O utilitário esportivo Duster, lançado em outubro, mostrou que chegou para entrar forte na disputa. Desde que começou a ser vendido, até dezembro último, o modelo francês acumulou 9.388 unidades emplacadas, contra 38.530 exemplares somados pelo veterano EcoSport ao longo dos doze meses do ano. Além disso, o Duster conseguiu ultrapassar o jipinho da Ford e se tornar o SUV mais vendido no País durante os dois últimos meses de 2011.Promessas ao vento
Embora o lançamento de um carro seja meticulosamente pensado pelas fabricantes, nem tudo sai conforme o planejado. Seja qual for o motivo (e existe uma série deles) algumas previsões feitas não acabam se concretizando – e passam, inclusive, muito longe.
O mercado automotivo nacional fechou 2011 alcançando o patamar de mais de 3,4 milhões de automóveis emplacados e, portanto, superando o volume de 2010. Apesar disso, para algumas fabricantes, o resultado ainda foi abaixo do esperado. Diversos fatores contribuíram para que o crescimento não fosse ainda maior, entre eles as medidas de restrição de crédito impostas pelo governo e o aumento do IPI para carros importados, para citar somente algumas. De qualquer forma, algumas previsões falhas não podem passar em branco.
Um exemplo partiu da estreante JAC Motors. Em agosto, na ocasião de lançamento do J6, o presidente da marca, Sérgio Habib, fez questão de ressaltar que a intenção era de a minivan chegar já se tornando líder do segmento, superando as veteranas Chevrolet Zafira, Citroën C4 Picasso e Nissan Grand Livina. A expectativa da chinesa era de emplacar por mês de 1.000 a 1.500 exemplares da minivan. Mas a previsão passou longe. De agosto a dezembro, o modelo conseguiu chegar a apenas 2.503 unidades.Lançados com cerca de dois meses de diferença, os franceses Renault Fluence e Peugeot 408, estrearam com o mesmo objetivo: concorrer com os líderes Corolla e Civic, os sedãs que encabeçam as primeiras posições de vendas entre os sedãs médios há um bom tempo. Na ocasião do lançamento do Fluence, inclusive, a fabricante fez questão de ressaltar que uma das metas do modelo era se tornar o terceiro mais vendido do segmento. O que não aconteceu. O Fluence chegou ao final de 2011 com 10.386 unidades, enquanto o 408 chegou a 6.563 exemplares. Para se ter uma ideia, o líder entre os sedãs médios continua sendo o Toyota Corolla, que encerrou o período somando 53.147 unidades – o sedã japonês também foi considerado pela Forbes o carro mais vendido no mundo, com 1,02 milhão de emplacamentos.
Na mesma situação está a Fiat com o crossover Freemont. A expectativa da fabricante italiana com o lançamento do modelo feito a partir do luxuoso Dodge Journey era de emplacar cerca de 1.000 a 1.500 unidades mensalmente, com chegou a ser divulgado pela marca quando o utilitário foi apresentado. Mas não é isso que está acontecendo. A Fiat terá que começar 2012 lembrando que no ano passado o Freemont conseguiu acumular somente 2.247 exemplares emplacados em quatro meses, uma média de menos de 560 unidades por mês.Coreanos da vez
Kia Picanto e Hyundai Veloster são dois coreanos que causaram polêmica em 2011. Ambos chegaram quebrando paradigmas: um por estrear como “popular premium” e o outro pelo design arrojado somado a carroceria com duas portas à direita e uma à esquerda. Os dois fizeram barulho na estreia e pretendiam arrebentar de vender no Brasil.No caso do Picanto, não deu certo. A proposta era oferecer um popular com design moderno (raridade por aqui), com itens de segurança de série e generoso nos equipamentos desde a versão de entrada, tudo isso por R$ 34.900. Mas o sonho da Kia foi por água abaixo quando o governo aumentou o IPI para os importados. Resultado: hoje o preço inicial do modelo saltou para R$ 39.900 e, conseqüentemente, as vendas desaceleraram. Os números da Fenabrave não mentem e exibem a tragédia: de 1.404 exemplares emplacados em setembro, o Picanto passou para somente 317 em outubro. Até dezembro, a Kia conseguiu somar 7.364 unidades do modelo – juntando as duas gerações. E se a intenção era de vender 18 mil unidades do hatch em 2012, a Kia terá que rever sua previsão.
Já o Veloster pode ser comparado àquele tipo de música que explode de tanto fazer sucesso no verão e na próxima estação já está quase esquecida. O cupê já aparecia exaustivamente nos comerciais da televisão antes de seu lançamento e era um dos assuntos mais comentados. Tanto é que, antes mesmo de ser lançado (o que aconteceu em setembro), já havia fila de espera nas concessionárias. E preste atenção: as pessoas estavam comprando um carro que nunca havia sido mostrado no País, e que não tinha sido testado pela imprensa brasileira. Ou seja, não dá pra negar que a Hyundai estava fazendo uma boa propaganda.
No mês de sua estreia, a marca coreana emplacou 1.929 unidades do Veloster, no mês seguinte foram 1.306, porém em dezembro o volume despencou, atingindo apenas 466 exemplares. Temos que admitir que é mérito do novato fechar 2011 com 3.956 carros vendidos, mas não dá para negar que, pelo menos por enquanto, está com cara de hit de verão.
Fonte: Carsale




