Do Auto Esporte

Hardware do controle de estabilidade dentro de um carro (Foto: Divulgação/Bosch)
A AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva) realizou nesta quarta-feira (9) uma coletiva de imprensa em São Paulo com o balanço geral do ano. Apesar de muita informação técnica, principalmente no que diz respeito aos resultados do programa Inovar Auto na indústria nacional em 2015, a associação se posicionou em temas discutidos ao longo do ano, como a obrigatoriedade do Controle Eletrônico de Estabilidade (ESC), extintores de incêndio ou mesmo o escândalo de emissões da VW.
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Sobre o prazo para que montadoras e indústria possam se adequar à possível decisão de obrigatoriedade do controle de estabilidade em veículos vendidos no Brasil, a AEA confirmou que espera um prazo técnico de cinco a sete anos em modelos que não possuem o sistema. “Seriam dois invernos pelo menos para o desenvolvimento do ESC, outro para testá-lo em condições extremas de instabilidade, fazer as avaliações e, depois que tudo estivesse validado, fazer o preparativo de produção. Lá fora o prazo de adaptação é de 10 anos e aqui no Brasil estamos falando em metade, então eu diria que chega a ser até desafiador”, disse o presidente da AEA, Edson Orikassa.
Mesmo em modelos que já possuem o ESC fora do país, o executivo afirma que haveria um trabalho de recalibração no sistema do veículo no Brasil, que demoraria da mesma forma. Em evento recente da ONU em Brasília, o governo afirmou que a adoção do ESC reduziria o número de acidentes e fatalidades de 42 mil por ano para 25 mil.
O vice-presidente da entidade, Sidney Oliveira, completou dizendo que o protocolo que os engenheiros têm conhecimento ficará mais rígido nesse aspecto. “É uma questão agora mercadológica, da montadora já sair com o ESC. Se gente pegar um modelo que nem ABS tem, é muito mais complicado para fazer, e a obrigatoriedade do sistema em 100% dos veículos é mais complicada. Mas posso falar como fornecedor que nós vamos ter vários lançamentos no ano que vem equipados com o sistema”.
Escândalo de emissões
Questionado se há mecanismos no Brasil que garantam que escândalos como o da fraude de emissões de gases da VW no exterior não aconteçam, Oliveira afirmou que não existe nada de efetivo, por enquanto. “Trata-se de uma questão ética também, porque se você prometer uma coisa e entregar outra, falta transparência no processo”. Já Orikassa afirma que, nesses casos, não se pode condenar os engenheiros e deve haver o cuidado de verificar as circunstâncias. Para ele, uma medida preventiva seria implementar algo relacionado à inspeção veicular.
Objetivos da Inovar Auto
O programa Inovar Auto foi implementado em 2012 e deve se estender até 2017, ao menos em uma primeira fase. Com incentivo tributário, o programa tem como principais objetivos desenvolver novas tecnologias para melhorar a eficiência energética, ter maior competitividade no mercado, aumentar a segurança e diminuir os custos. "Nosso orçamento do ano que vem está mais tímido, porém o desafio e trabalho para a engenharia vai aumentar, principalmente nos processos de redução de custo", finaliza Orikassa.
Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... o-ano.html
