Volta rápida: BMW Z4 - quando menos é mais
Enviado: 18 Jan 2012, 16:52
Volta rápida: BMW Z4 - quando menos é mais
Publicado em 17-01-12 às 13h11 por Marcelo Cosentino
O sonho está menor, mas continua divertido...
por Patrick Hong
Por mais de um século, no subconsciente geral, maior sempre foi associado a melhor: estradas maiores, carros maiores, casas maiores. Mas depois de o mundo passar (ou ainda estar passando) pela mais grave recessão econômica dos últimos tempos, o cliente quer menos, não só quando a conversa é carro ou casa, mas também nas marcas que deixamos no ambiente.
Ser verde é o novo ser grande. E a BMW quer se desfazer da ideia de que mais cilindros são sempre iguais a mais potência, ou que mais potência sempre traz mais consumo. Para tirar isso do papel, os alemães colocaram um novo motor turbo de quatro cilindros na linha 2012 do roadster Z4. Chamado pelo código N20, o novo 2.0, equipado com um turbo de duplo fluxo, vem para substituir o veterano seis cilindros aspirado. Mesmo com 245 cv, 6% amenos que o motor anterior gerava, o torque foi para 35,7 mkgf, quase 18% a mais do que o do seis cilindros.
Com injeção direta e sistema Valvetronic, que dispensa a borboleta, o motor recebe a nomenclatura TwinPower, dada pela turma de Munique para todos os turbinados com esse compressor de duplo fluxo. Com dois cilindros e 10 kg a menos, o N20 é mais leve e ajuda a fazer o Z4 mais equilibrado, com menos peso na dianteira, que também fica mais concentrado perto do centro de gravidade do carro.
Equipado com transmissão manual de seis marchas, o Z4 turbo vai de 0 a 100 km/h em 5,5 s, um décimo de segundo mais rápido que o motor de seis cilindros conseguia empurrá-lo. Um tempo admirável! Também existe a opção de uma eficiente transmissão automática de oito marchas, igual à que avaliamos. Dirigimos de Los Angeles até Monterey pela costa da Califórnia, EUA, e o BMW Z4 foi impressionante.
Na maioria dos motores turbo, o som que eles produzem tende a ser mais abafado. Não é ocaso deste. O N20 tem um belo ronco grave que nos surpreendeu. E o torque maior também combinou muito bem com o tom mais bravo. Passando dos 5 mil giros, você já começa a ouvir – e a sentir – a agressividade do motor, que oferece um desempenho digno de unidades de maior cilindrada, graças ao turbo.
Equipado com o pacote esportivo M, que inclui uma suspensão adaptativa, pacote aerodinâmico e rodas de liga leve de 18 polegadas, o Z4 passou pelas serras e pela costa inspirando confiança. O câmbio automático de oito marchas responde bem aos comandos puxando uma marcha mais baixa para ultrapassagens ou subindo uma quando exigido pelo motor através das borboletas no volante. Definitivamente o sonho está menor. Mas continua divertido.
Fonte: Car and Driver Brasil
Publicado em 17-01-12 às 13h11 por Marcelo Cosentino
O sonho está menor, mas continua divertido...
por Patrick HongPor mais de um século, no subconsciente geral, maior sempre foi associado a melhor: estradas maiores, carros maiores, casas maiores. Mas depois de o mundo passar (ou ainda estar passando) pela mais grave recessão econômica dos últimos tempos, o cliente quer menos, não só quando a conversa é carro ou casa, mas também nas marcas que deixamos no ambiente.
Ser verde é o novo ser grande. E a BMW quer se desfazer da ideia de que mais cilindros são sempre iguais a mais potência, ou que mais potência sempre traz mais consumo. Para tirar isso do papel, os alemães colocaram um novo motor turbo de quatro cilindros na linha 2012 do roadster Z4. Chamado pelo código N20, o novo 2.0, equipado com um turbo de duplo fluxo, vem para substituir o veterano seis cilindros aspirado. Mesmo com 245 cv, 6% amenos que o motor anterior gerava, o torque foi para 35,7 mkgf, quase 18% a mais do que o do seis cilindros.
Com injeção direta e sistema Valvetronic, que dispensa a borboleta, o motor recebe a nomenclatura TwinPower, dada pela turma de Munique para todos os turbinados com esse compressor de duplo fluxo. Com dois cilindros e 10 kg a menos, o N20 é mais leve e ajuda a fazer o Z4 mais equilibrado, com menos peso na dianteira, que também fica mais concentrado perto do centro de gravidade do carro. Equipado com transmissão manual de seis marchas, o Z4 turbo vai de 0 a 100 km/h em 5,5 s, um décimo de segundo mais rápido que o motor de seis cilindros conseguia empurrá-lo. Um tempo admirável! Também existe a opção de uma eficiente transmissão automática de oito marchas, igual à que avaliamos. Dirigimos de Los Angeles até Monterey pela costa da Califórnia, EUA, e o BMW Z4 foi impressionante.
Na maioria dos motores turbo, o som que eles produzem tende a ser mais abafado. Não é ocaso deste. O N20 tem um belo ronco grave que nos surpreendeu. E o torque maior também combinou muito bem com o tom mais bravo. Passando dos 5 mil giros, você já começa a ouvir – e a sentir – a agressividade do motor, que oferece um desempenho digno de unidades de maior cilindrada, graças ao turbo.
Equipado com o pacote esportivo M, que inclui uma suspensão adaptativa, pacote aerodinâmico e rodas de liga leve de 18 polegadas, o Z4 passou pelas serras e pela costa inspirando confiança. O câmbio automático de oito marchas responde bem aos comandos puxando uma marcha mais baixa para ultrapassagens ou subindo uma quando exigido pelo motor através das borboletas no volante. Definitivamente o sonho está menor. Mas continua divertido.
Fonte: Car and Driver Brasil

