Do Auto Esporte

Chevrolet Cobalt 2016 (Foto: General Motors)
No final do ano passado, a Chevroletapresentou a primeira reestilização do sedã compacto Cobalt desde que ele chegou ao mercado, em 2011. Além da evolução drástica no design, o modelo estreou a segunda geração da central multimídia MyLink e recebeu o OnStar, um sistema de assistência remota que funciona sete dias por semana 24 horas por dia. O objetivo, conforme afirmou o gerente de marketing da GM, Sam Russell, durante o lançamento, é elevar o patamar do modelo e "beliscar forte o segmento de sedãs médios".
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Graças principalmente ao pacote de equipamentos, o patamar foi elevado, assim como o preço, que menos de um mês após o lançamento já está R$ 1 mil maior, por R$ 68.990. Depois de avaliar o modelo com câmbio manual e motor 1.8,testamos a nova versão Elite, que traz algumas das novidades mais interessantes do modelo, além de ser equipada com transmissão automática de seis marchas. Confira abaixo se ela vale sua compra.

Chevrolet Cobalt 2016 (Foto: General Motors)
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Impresões ao volante
O modelo não passou por qualquer ajuste mecânico, portanto segue equipado com o motor 1.8 flex de 108 cv e 17,1 kgfm, aqui aliado à transmissão automática de seis marchas. A combinação torna o Cobalt um modelo pouco ágil. Para começar, o bloco 1.8 Econo.Flex é o mesmo que equipava modelos da velha guarda Chevrolet, como Astra e Meriva. Além disso, o câmbio tem trocas lentas que relegaram ao sedã compacto números ruins de aceleração e retomada.
Para ir dos 60 aos 100 km/h, por exemplo, ele levou 7 segundos em nossa pista de testes. Como comparação, o Honda City demorou 5,9 segundos. Em trechos de subida com o veículo carregado foi difícil manter a uma boa toada na casa dos 60 km/h sem ter que pisar fundo no acelerador depois de cada freada que precedia uma curva. A combinação de câmbio e motor também o deixou com números pouco satisfatórios de consumo. Abastecido com etanol, o carro fez 6,4 km/l nas cidades e 11,1 km/l nas estradas. Se fosse equipado com direção elétrica, as cifras do modelo poderiam ter sido melhores, mas ele tem direção hidráulica.
A GM até oferece opção de trocas sequenciais na alavanca de câmbio, que aliviam um pouco os efeitos da transmissão, descritos acima. Em alguns carros, basta empurrar a manopla para mudar de marcha manualmente. No caso do Cobalt, isso é feito por um botão, solução pouco funcional.
A suspensão macia e a posição elevada de dirigir deixam claro que a prioridade desse modelo é conforto. Mas ele peca, por exemplo, ao deixar de oferecer ajuste de profundidade para a coluna de direção. Apesar de filtrar bem as irregularidades do solo, a suspensão poderia, por exemplo, oferecer mais firmeza em curvas.

Fotos: Chevrolet Cobalt 2016
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Custo-benefício
Os diferenciais da versão Elite são rodas de alumínio de 15 polegadas com desenho exclusivo, bancos com revestimento em couro, sensores de chuva e crepuscular, sensor de estacionamento traseiro, câmera de ré e sistema OnStar. A versão também vem de fábrica com ar-condicionado, trio elétrico, coluna de direção com ajuste de altura, comandos de áudio no volante, controle de velocidade de cruzeiro e, claro, a central multimídia MyLink.
A interface do sistema multimídia foi completamente renovada, tornou-se mais intuitiva e deixou para trás os antigos botões para operar o volume. Agora, como na maioria dos reprodutores de rádio (ainda bem), o botão é giratório. Mas o destaque é a presença dos sistemas de espelhamento parcial de smartphones, o Android Auto e o Apple CarPlay, disponíveis respectivamente para celulares com sistemas operacionais Android e iOS.
É inegável que a GM investiu em tecnologia, mas poderia ter mirado mais em itens de segurança. O Cobalt oferece apenas os obrigatórios airbag duplo e freios ABS. Enquanto isso, concorrentes como o Hyundai HB20S trazem airbags laterais em determinadas versões. O já citado City, por sua vez, têm isofix para fixação de cadeirinhas infantis.

Chevrolet Cobalt 2016 (Foto: General Motors)
Vale a compra?
Não. Apesar de ter um pacote bem interessante de equipamentos, o conjunto mecânico faz do Cobalt reestilizado uma má escolha nas versões equipadas com câmbio automático. É preciso admitir que o espaço interno do modelo é um dos melhores do segmento de sedãs compactos, sobretudo no que diz respeito ao porta-malas de 541 litros (aferidos por Autoesporte), mais do que os 507 litros oferecidos pelo Toyota Corolla, por exemplo. Se esse for o maior chamariz do carro para você,pense em investir nas configurações com transmissão manual de cinco marchas, que permitem tirar melhor proveito do motor 1.8.
Ficha técnica
Motor: Dianteiro, transversal, quatro em linha, 8V, comando simples, flex
Cilindrada: 1.796 cm³
Potência: 108/106 cv a 5.400/ 5.600 rpm
Torque: 17,1/16,4 kgfm a 3.200 rpm
Transmissão/tração: Automática de seis velocidades, tração dianteira
Direção: Hidráulica
Suspensão: Independente McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira
Freios: Discos ventilados na frente e tambor atrás
Pneus: 195/65 R15
Dimensões: Comprimento 4,48 m; Largura 2,0 m (com espelho); Altura 1,52 m; Entre-eixos: 2,62 m
Capacidades: Tanque 54 litros; Porta-malas: 563 litros
Peso: 1.137 kg
Velocidade Máxima: 170 km/h
Números de teste
Aceleração
0-100 km/h: 11,6 segundos
0-400 m: 18 segundos
0-1.000 m: 33,4 segundos
Vel. a 1.000 m: 152 km/h
Vel. real a 100 km/h: 96 km/h
Retomada
40-80 km/h (Drive): 5,2 segundos
60-100 km/h (D): 7,0 segundos
80-120 km/h (D): 9,3 segundos
Frenagem
100-0 km/h: 41,7 metros
80-0 km/h: 25,0 metros
60-0 km/h: 15,1 metros
Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Ana ... elite.html






