Teste exclusivo: Brabus CLS 63 620
Enviado: 01 Mai 2016, 18:16
Teste exclusivo: Brabus CLS 63 620
Do Auto Esporte

Brabus CLS 63 620 (Foto: Gabriel Aguiar / Autoesporte)
Sabe aquele frio na barriga que bate às vésperas de um primeiro encontro? Foi exatamente o que eu senti ao ver o Brabus 620, uma máquina tão absurda que é considerada um degrau acima dos Mercedes-AMG. Como se não bastasse isso, Autoesporte é a primeira publicação a testar por aqui um carro feito pela preparadora alemã – e o único deste modelo no país.
Com 557 cv e 73,4 kgfm debaixo do capô, o CLS 63 AMG original de fábrica já é bastante brutal, mas se a intenção for peitar superesportivos por aí, talvez seja melhor visitar a Strasse – importadora oficial da Brabus no Brasil – e pedir um tempero extra para o cupê de quatro portas. Neste caso, são oferecidos três opções de potência: 620 cv, 730 cv e 850 cv.

Brabus CLS 63 620 (Foto: Gabriel Aguiar / Autoesporte)
Para entender como funciona esse negócio de personalização, é mais fácil pensar naqueles restaurantes que cobram a mais pelos ingredientes extras que você adiciona à receita. Quer só motor? Então pode separar R$ 165 mil para conversão básica, mas também podem entrar na soma o escapamento esportivo, as rodas exclusivas e os detalhes de fibra de carbono.
Por R$ 870 mil, preço cobrado pelo modelo que testamos, você recebe muito mais do que “apenas” desempenho esportivo. A cabine oferece todo o conforto que se espera de um Mercedes topo de linha, mas há detalhes exclusivos para a versão preparada, como as soleiras iluminadas, a manopla de câmbio, os pedais esportivos e até os pinos de trava das portas.

Brabus CLS 63 620 (Foto: Gabriel Aguiar / Autoesporte)
Do lado de fora, o desenho é praticamente o mesmo do modelo Mercedes-Benz. Mas cadê a estrela de três pontas na grade? Se você prefere discrição – o que fica difícil em um carro com 4,96 metros de comprimento e rodas de liga leve aro 19 –, dá para manter o emblema da fabricante no capô, mas o carro que levamos às pistas preferiu o “B” da Brabus para abrir caminho.
Já deu para perceber que esse CLS modificado gosta mesmo é de acelerar, então vamos parar de conversinha e ir às pistas? O motor 5.5 V8 biturbo não recebeu muitas alterações em relação à versão da AMG, mas a reprogramação da central eletrônica e o aumento da pressão do turbo foram suficientes para o modelo atingir os 620 cv e estúpidos 101 kgfm de torque.

Brabus CLS 63 620 (Foto: Gabriel Aguiar / Autoesporte)
O controle de largada exige paciência - pise no pedal do freio, aperte o botão dos modos de condução, mexa na alavanca, pressione a borboleta de troca de marchas. Com sorte, dá para ativar a função após algumas poucas tentativas, mas não desista, porque a recompensa é uma aceleração capaz de colar as costas no banco e chegar a 100 km/h em apenas 3,8 segundos.
Por incrível que pareça, é fácil de domar os 1.945 kg do grandalhão mesmo em altas velocidades. A direção fica mais pesada à medida que você acelera, o que aumenta a sensação de estabilidade, mas todo o conjunto está à altura da “obra” - a suspensão ajustável, os freios ventilados, a tração integral e a transmissão de dupla embreagem e sete velocidades são do 63 AMG.

Brabus CLS 63 620 (Foto: Gabriel Aguiar / Autoesporte)
O ponteiro sobe rapidamente até 220 km/h e ao final de um quilômetro o Brabus já acusa 252 km/h no velocímetro. A retomada de 60 km/h a 100 km/h também é vigorosa e acontece em 2 segundos. Apesar de todo o potencial para acelerar, fiquei feliz ao perceber que as frenagens eram igualmente eficientes: vindo de 100 km/h, bastaram 39,4 metros para estancar.
Para se ter ideia, o Mercedes-AMG GT S – modelo mais esportivo da marca atualmente, com motor 4.0 V8 de 510 cv e 66,3 kgfm – “demora” 4,1 segundos para ir de 0 a 100 km/h, ou seja, eternos 0,3 segundo a mais do que o modelo com o emblema da “B”. A revanche do cupê de duas portas veio na reta de um quilômetro: 259,42 km/h.

Brabus CLS 63 620 (Foto: Gabriel Aguiar / Autoesporte)
A Brabus chegou ao Brasil em setembro de 2014 e, até agora, emplacou 19 carros por aqui – o único CLS modificado do país pertence ao dono da Strasse. Sem pontos de venda, a importadora diz ter optado por um serviço de “alfaiataria”, no qual o cliente pode criar um carro sob medida. Coisas de quem realmente considera um Mercedes-AMG comum demais.
Confira todas as fotos do Brabus CLS 63 620

Fotos: Brabus CLS 63 620
Ficha técnica
Motor: Dianteiro, longitudinal, 8 cilindros em V, 32V, biturbo, gasolina
Cilindrada: 5.461 cm³
Potência: 620 cv a 5.500 rpm
Torque: 101 kgfm a 2.500 rpm
Câmbio: Automatizado de dupla embreagem e 7 marchas, tração integral
Direção: Elétrica
Suspensão: Indep. McPherson (diant.) e multilink (tras.)
Freios: Discos venitilados
Pneus: 255/35 R19 (diant.) e 285/30 R19 (tras.)
Dimensões:
Comprimento: 4,99 m; Largura: 2,07 m; Altura: 1,41 m; Entre-eixos: 2,87 m
Tanque: 80 litros
Porta-malas: 520 litros
Peso: 1.945 kg
Números de teste
Aceleração
0 - 100 km/h: 3,8 s
0 - 400 m: 11,7 s
0 - 1.000 m: 21,3 s
Vel. a 1.000 m: 252,7 km/h
Vel. real a 100 km/h: 98
Retomada
40-80 km/h (Drive): 1,98 s
60-100 km/h (D): 2,03 s
80-120 km/h (D): 2,51 s
Frenagem
100 - 0 km/h: 40,7 m
80 - 0 km/h: 28,1 m
60 - 0 km/h: 16,6 m
Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Ana ... 3-620.html
Do Auto Esporte

Brabus CLS 63 620 (Foto: Gabriel Aguiar / Autoesporte)
Sabe aquele frio na barriga que bate às vésperas de um primeiro encontro? Foi exatamente o que eu senti ao ver o Brabus 620, uma máquina tão absurda que é considerada um degrau acima dos Mercedes-AMG. Como se não bastasse isso, Autoesporte é a primeira publicação a testar por aqui um carro feito pela preparadora alemã – e o único deste modelo no país.
Com 557 cv e 73,4 kgfm debaixo do capô, o CLS 63 AMG original de fábrica já é bastante brutal, mas se a intenção for peitar superesportivos por aí, talvez seja melhor visitar a Strasse – importadora oficial da Brabus no Brasil – e pedir um tempero extra para o cupê de quatro portas. Neste caso, são oferecidos três opções de potência: 620 cv, 730 cv e 850 cv.

Brabus CLS 63 620 (Foto: Gabriel Aguiar / Autoesporte)
Para entender como funciona esse negócio de personalização, é mais fácil pensar naqueles restaurantes que cobram a mais pelos ingredientes extras que você adiciona à receita. Quer só motor? Então pode separar R$ 165 mil para conversão básica, mas também podem entrar na soma o escapamento esportivo, as rodas exclusivas e os detalhes de fibra de carbono.
Por R$ 870 mil, preço cobrado pelo modelo que testamos, você recebe muito mais do que “apenas” desempenho esportivo. A cabine oferece todo o conforto que se espera de um Mercedes topo de linha, mas há detalhes exclusivos para a versão preparada, como as soleiras iluminadas, a manopla de câmbio, os pedais esportivos e até os pinos de trava das portas.

Brabus CLS 63 620 (Foto: Gabriel Aguiar / Autoesporte)
Do lado de fora, o desenho é praticamente o mesmo do modelo Mercedes-Benz. Mas cadê a estrela de três pontas na grade? Se você prefere discrição – o que fica difícil em um carro com 4,96 metros de comprimento e rodas de liga leve aro 19 –, dá para manter o emblema da fabricante no capô, mas o carro que levamos às pistas preferiu o “B” da Brabus para abrir caminho.
Já deu para perceber que esse CLS modificado gosta mesmo é de acelerar, então vamos parar de conversinha e ir às pistas? O motor 5.5 V8 biturbo não recebeu muitas alterações em relação à versão da AMG, mas a reprogramação da central eletrônica e o aumento da pressão do turbo foram suficientes para o modelo atingir os 620 cv e estúpidos 101 kgfm de torque.

Brabus CLS 63 620 (Foto: Gabriel Aguiar / Autoesporte)
O controle de largada exige paciência - pise no pedal do freio, aperte o botão dos modos de condução, mexa na alavanca, pressione a borboleta de troca de marchas. Com sorte, dá para ativar a função após algumas poucas tentativas, mas não desista, porque a recompensa é uma aceleração capaz de colar as costas no banco e chegar a 100 km/h em apenas 3,8 segundos.
Por incrível que pareça, é fácil de domar os 1.945 kg do grandalhão mesmo em altas velocidades. A direção fica mais pesada à medida que você acelera, o que aumenta a sensação de estabilidade, mas todo o conjunto está à altura da “obra” - a suspensão ajustável, os freios ventilados, a tração integral e a transmissão de dupla embreagem e sete velocidades são do 63 AMG.

Brabus CLS 63 620 (Foto: Gabriel Aguiar / Autoesporte)
O ponteiro sobe rapidamente até 220 km/h e ao final de um quilômetro o Brabus já acusa 252 km/h no velocímetro. A retomada de 60 km/h a 100 km/h também é vigorosa e acontece em 2 segundos. Apesar de todo o potencial para acelerar, fiquei feliz ao perceber que as frenagens eram igualmente eficientes: vindo de 100 km/h, bastaram 39,4 metros para estancar.
Para se ter ideia, o Mercedes-AMG GT S – modelo mais esportivo da marca atualmente, com motor 4.0 V8 de 510 cv e 66,3 kgfm – “demora” 4,1 segundos para ir de 0 a 100 km/h, ou seja, eternos 0,3 segundo a mais do que o modelo com o emblema da “B”. A revanche do cupê de duas portas veio na reta de um quilômetro: 259,42 km/h.

Brabus CLS 63 620 (Foto: Gabriel Aguiar / Autoesporte)
A Brabus chegou ao Brasil em setembro de 2014 e, até agora, emplacou 19 carros por aqui – o único CLS modificado do país pertence ao dono da Strasse. Sem pontos de venda, a importadora diz ter optado por um serviço de “alfaiataria”, no qual o cliente pode criar um carro sob medida. Coisas de quem realmente considera um Mercedes-AMG comum demais.
Confira todas as fotos do Brabus CLS 63 620

Fotos: Brabus CLS 63 620
Ficha técnica
Motor: Dianteiro, longitudinal, 8 cilindros em V, 32V, biturbo, gasolina
Cilindrada: 5.461 cm³
Potência: 620 cv a 5.500 rpm
Torque: 101 kgfm a 2.500 rpm
Câmbio: Automatizado de dupla embreagem e 7 marchas, tração integral
Direção: Elétrica
Suspensão: Indep. McPherson (diant.) e multilink (tras.)
Freios: Discos venitilados
Pneus: 255/35 R19 (diant.) e 285/30 R19 (tras.)
Dimensões:
Comprimento: 4,99 m; Largura: 2,07 m; Altura: 1,41 m; Entre-eixos: 2,87 m
Tanque: 80 litros
Porta-malas: 520 litros
Peso: 1.945 kg
Números de teste
Aceleração
0 - 100 km/h: 3,8 s
0 - 400 m: 11,7 s
0 - 1.000 m: 21,3 s
Vel. a 1.000 m: 252,7 km/h
Vel. real a 100 km/h: 98
Retomada
40-80 km/h (Drive): 1,98 s
60-100 km/h (D): 2,03 s
80-120 km/h (D): 2,51 s
Frenagem
100 - 0 km/h: 40,7 m
80 - 0 km/h: 28,1 m
60 - 0 km/h: 16,6 m
Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Ana ... 3-620.html






