O CX DA QUESTÃO
Enviado: 09 Fev 2012, 14:07
Você pode não acreditar, mas o teto lisinho do seu popular tirou horas de sono de engenheiros e projetistas. Na indústria automotiva, há uma preocupação cada vez maior com o aprimoramento do fluxo de ar na carroceria, de para-choque a para-choque. É que, quando o ar flui bem, o carro requer menos energia para se deslocar – desempenho, ruído, consumo e até a estabilidade direcional melhoram. Para colher este fruto do ar vale tudo, de retrovisores cuidadosamente esculpidos e grades com persianas retráteis a programar aquele aerofólio do supercarro para se recolher acima de determinada velocidade.
Cx
O coeficiente de arrasto (Cx) define a facilidade com que um objeto atravessa o ar, baseado em sua silhueta. Quanto menor for o número, menos energia o carro requer para vencer a resistência do ar. Hoje, o Cx médio dos automóveis varia entre 0,35 e 0,30.
BUGATTI VEYRONPara superar os 400 km/h, o Veyron usa os seus truques: o piloto deve acionar o modo “velocidade máxima” por meio de uma chave que rebaixa a suspensão a 66 mm na dianteira e 71 mm na traseira, recolhe defletores e deixa o aerofólio traseiro quase reto, a 2º em relação à horizontal. Com isso, o Cx do carro despenca de 0,41 para 0,36.MITSUBISHI LANCER EVO VIII MR
Na saída do teto, este Evo traz uma série de dentes de tubarão em fibra de carbono. Eles criam pequenos vórtices (neles, o ar se desloca em padrão circular, fenômeno causado por diferença de pressão), que diminuem o arrasto que seria formado na queda do vidro traseiro. A solução, emprestada da aviação e também presente nos F1, garante um Cx de 0,35.
KIA OPTIMA HYBRIDO Optima híbrido traz pneus mais estreitos e de baixa resistência ao rolamento, além de rodas parcialmente cobertas para diminuir o arrasto (alguém aí lembra das calotas da Fórmula 1?), defletores no assoalho e persianas na grade, que podem se fechar para melhorar o fluxo aerodinâmico. Com isso, o Cx do Kia é de apenas 0,26, um dos mais baixos do mundo. nuna
Criado por estudantes da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, este cara achatado é o dono do menor Cx do mundo dos automóveis: 0,07!
NISSAN MARCHAs curvas em U do teto têm duas funções: primeiro, aumentar a rigidez à torção da carroceria, permitindo o uso de chapas mais leves. A outra é reduzir o ruído e o arrasto aerodinâmico, melhorando o consumo. Seu Cx é de 0,33, excelente para uma carroceria hatch. NISSAN LEAF
Sem motor a combustão, o elétrico investiu na redução de ruído aerodinâmico. Seus faróis espichados servem para desviar o fluxo de ar da direção dos retrovisores, grande fonte de ruídos. A antena no teto cria vórtices aerodinâmicos com a mesma função. Seu Cx é de 0,29.
POLO BLUEMOTIONTraz modificações com foco na economia de combustível. A grade dianteira mais fechada, quase sem vãos livres, permite que o ar escoe melhor sobre a parte frontal da carroceria. A suspensão 15 mm mais baixa diminui a área frontal e ajuda no Cx de 0,31 – contra 0,35 do carro original. A forma perfeita
Maleável, a gota tem a sua forma esculpida pelo próprio ar durante a queda, assumindo um formato de baixíssima resistência, com Cx de apenas 0,05! Inspirado em sua silhueta, Paul Jaray, projetista de zeppelins, desenhou o Tatra T77, de 1934. Seu Cx era de 0,212. O menor coeficiente de carro de série pertence ao elétrico Chevrolet EV1, de 1996: incríveis 0,19!

Fonte


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