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Teste: Nissan Versa 1.6 Unique CVT

Enviado: 07 Jul 2016, 01:04
por Robô Troll
Teste: Nissan Versa 1.6 Unique CVT
Do Auto Esporte


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Nissan Versa com câmbio CVT (Foto: Nissan)


Com a produção em Resende (RJ), as vendas do Nissan Versa cresceram 25%. Agora, a montadora quer aumentar ainda mais o número de emplacamentos do sedã compacto. No início de junho, o modelo ganhou câmbio CVT, que passa a ser oferecido sempre com motor 1.6 16V flex de 111 cv e 15,1 kgfm a partir da versão SV por R$ 57.990 – a expectativa é que a opção com cambio automático represente até 40% das vendas.

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A nova transmissão, produzida no México, também pode vir na versão SL, por R$ 64.690, e a topo de linha Unique, vendida a R$ 66.490. É um extra de R$ 4.800 no SV e SL, sendo que a versão top testada perdeu a opção manual e passa a vir sempre com o câmbio CVT. O carro ficou uma semana em nossa garagem - veja como o sedã se saiu na cidade, na estrada e em nossa pista de testes.


Impressões ao volante


Equipado com motor 1.6, o Versa Unique CVT tem bom desempenho. Na nossa pista, o modelo levou 11,6 segundos para ir de 0 a 100 km/h, entre os 12,6 s do rival Chevrolet Prisma 1.4 (104 cv) e os 10,8 s do Hyundai HB20S1.6 (128 cv), ambos com câmbio automático de seis velocidades. Somado a isso, o Versa automático é quase tão ágil quanto o manual, que fez a mesma prova em 11,2 s.

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Nissan Versa com câmbio CVT (Foto: Nissan)


O destaque vai para as retomadas: o Versa CVT vai de 60 a 100 km/h em bons 6,7 segundos, contra 9,8 segundos da versão manual. Algo esperado. O compacto também vai melhor do que o rival Prisma, líder da categoria, que realizou a mesma avaliação em 7,7 s. Já o HB20S realizou o teste em menos tempo - foram 6,2 s.


O bom desempenho do Versa é sentido no dia a dia. O sedã compacto é realmente ágil para não te deixar na mão em retomadas e arrancadas, mas um problema surge quando o motorista precisa pisar fundo no acelerador. O câmbio CVT prende o giro do motor lá em cima, o que incomoda bastante, principalmente no trânsito intenso, quando é preciso parar e arrancar diversas vezes. Já no trecho rodoviário, o modelo se mostra silencioso e estaciona nos 2 mil giros a 120 km/h.



Ponto positivo para o botão overdrive localizado na manopla, que eleva o giro do motor caso seja desativado. Com o overdrive ligado, a transmissão alonga o máximo possível. Mas não há marchas pré-programadas ou modo esportivo, apenas a posição Low para reduzir mais a relação e forçar um pouco de freio-motor. 


O consumo do sedã entra para o pacote bom custo-benefício - principalmente na estrada. O Versa CVT faz 7,9 km/l na cidade e 13,8 km/l no trecho rodoviário, com etanol. O manual só vai melhor na cidade: são 10,5 km/l no trecho urbano e 11 km/l na estrada. Se compararmos com os rivais, o Versa também tem bons indicies. O Prisma faz 7,5 km/l e 11,8 e o HB20S 7 km/l e 11,8 km/l, respectivamente. 


Dentro do Versa, o motorista e os passageiros se sentirão confortáveis. A ergonomia e o espaço interno são bons – o entre-eixos é de 2,60 metros. O sedã compacto tem o assoalho relativamente plano, que dá espaço para três adultos viajarem com comodidade. O porta-malas também é satisfatório: são 504 litros aferidos por Autoesporte.

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Nissan Versa com câmbio CVT (Foto: Nissan)


O ponto negativo fica para o acabamento, que é bem simples. Apesar do preto brilhante, o plástico do painel e da porta não são texturizados, não há espaço pensado para deixar o celular, o farol não desliga automaticamente, não há luzes nos espelhos dos para-sóis, o porta luvas é do tipo que despenca e também não tem iluminação e o vidro elétrico só tem função um toque para o motorista. Já a central multimídia tem interface moderna e é fácil de operar, o único ponto fraco fica para a velocidade da telinha, que demora a responder aos comandos principalmente depois de ligar o sistema.


Itens de Série


A versão topo de linha do Versa CVT vem bem equipada. O modelo tem trio elétrico, ar-condicionado automático digital, banco de couro, volante multifuncional, retrovisores externos rebatíveis com repetidor de seta, rodas de liga leve de 16 polegadas com acabamento diferente, faróis de neblina cromado, isofix, rádio CD Player com MP3 com tela de 5,8 polegadas colorida, entrada auxiliar, USB, quatro alto-falantes, câmera de ré, GPS e cinto de três pontos para todos os ocupantes. Falta apoio de cabeça para o passageiro central, sensor de estacionamento, airbags laterais e controle de tração e estabilidade. São itens oferecidos por alguns rivais.


Vale a compra?


Vale sim. O  Versa CVT é ideal para quem quer conforto, boa lista de itens de série, espaço e bom custo-benefício. O Nissan é um bom carro para família, tanto pelo desempenho quanto pelo ótimo espaço interno. O câmbio CVT agrada, mas o isolamento acústico deveria melhorar, olha que ele foi aperfeiçoado com para-brisa acústico e mais material isolante. A ergonomia é boa, faltam itens de segurança como apoio de cabeça para o passageiro central e controle de tração e estabilidade. Vale ficar de olho no Hyundai HB20S 1.6 Premium, que tem melhor desempenho, garantia de cinco anos, contra três da Nissan, e preço de R$ 65.175.


Números de teste


Aceleração

0 - 100 km/h: 11,6 s

0 - 400 m: 18,2 s

0 - 1.000 m: 32,9 s

Vel. a 1.000 m: 162,2 km/h

Vel. real a 100 km/h: 96


Retomada

40-80 km/h (Drive): 5,3 s

60-100 km/h (D): 6,7 s

80-120 km/h (D): 8,0 s


Frenagem

100 - 0 km/h: 43,2 m

80 - 0 km/h: 28,3 m

60 - 0 km/h: 16,1 m


Consumo

Urbano: 7,9 km/l

Rodoviário: 13,8 km/l

Média: 10,8 km/l

Aut. em estrada: 565,8 km


Ficha técnica

Motor: Dianteiro, transversal, 4 cil. em linha, 16V, comando duplo, flex

Cilindrada: 1.598 cm³

Potência: 111 cv a 5.600 rpm

Torque: 15,1 kgfm a 4.000 rpm

Câmbio: Automático do tipo CVT, tração dianteira

Direção: Elétrica

Suspensão: Independente McPherson na dianteira e por eixo de torção na traseira

Freios: Discos ventilados à frente e tambores atrás

Pneus: 185/65 R16

Dimensões

Comprimento: 4,49 m

Largura: 1,69 m

Altura: 1,50 m

Entre-eixos: 2,60 m

Tanque: 41 litros

Porta-malas: 460 litros (fabricante) /504 litros (aferido AE)

Peso: 1.075 kg


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Ana ... e-cvt.html

Re: Teste: Nissan Versa 1.6 Unique CVT

Enviado: 07 Jul 2016, 12:30
por RockMaan
66k numa porra de Versa :hahalol:

Re: Teste: Nissan Versa 1.6 Unique CVT

Enviado: 07 Jul 2016, 12:45
por Kicksilver
Desempenho tá legal até.

2.000rpm @ 120km/h :notbad: :ogy:

Vai ser um carrinho show pra comprar seminovo.

Re: Teste: Nissan Versa 1.6 Unique CVT

Enviado: 07 Jul 2016, 13:13
por rlaranjo
Oh carrinho feio...

Re: Teste: Nissan Versa 1.6 Unique CVT

Enviado: 07 Jul 2016, 15:16
por Acport
13,8 km/l de etanol na estrada? Está excelente esse consumo!

Re: Teste: Nissan Versa 1.6 Unique CVT

Enviado: 07 Jul 2016, 15:17
por Kicksilver
Acport escreveu:13,8 km/l de etanol na estrada? Está excelente esse consumo!
Giro baixo. :ogy:

Teste Rápido: Nissan Versa Unique CVT surpreende pela eficiência

Enviado: 09 Jul 2016, 19:44
por Robô Troll
Teste Rápido: Nissan Versa Unique CVT surpreende pela eficiência
Do CarPlace | Publicado em Fri, 08 Jul 2016 19:30:09 +0000

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Qual seria o sedã compacto ideal do mercado brasileiro? Vejamos: o líder de vendas Prisma tem espaço mediano e um bom câmbio automático (6 marchas), mas o motor é modesto (1.4 8V). O vice-líder HB20S tem motor potente (1.6) e bom câmbio (6 marchas), mas deve espaço. O recém-lançado Etios AT tem espaço e motor (1.5), mas chegou com apenas 4 marchas. Já o Cobalt tem espaço e câmbio (6 marchas), mas motor antiquado e gastão (1.8 8V). A Nissan então viu uma boa oportunidade para o Versa: ele tem espaço, bom motor (1.6) e agora na linha 2017 ganhou um eficiente câmbio automático CVT.
O que é?

Vendido desde 2011 no Brasil, quando ainda era importado do México, o Versa ainda devia uma versão sem pedal de embreagem. A solução chega emprestada do médio Sentra, cuja transmissão variável CVT foi adaptada aos modelos compactos – além do Versa, o March também ganhou esta opção. Em relação à caixa do Sentra, o CVT do Versa/March teve o tamanho e peso reduzidos, além da bomba de óleo ter o atrito reduzido em 30%. Por fim, há uma faixa mais longa de relação de marchas para trabalhar com o motor 1.6.

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O propulsor não passou por alterações: segue o 1.6 flex de 16 válvulas com duplo comando (variável na admissão), que entrega 111 cv de potência e 15,1 kgfm de torque, seja com etanol ou gasolina. Em tempos de 1.6 aspirados de quase 130 cv, o motor da Nissan poderia ter números melhores, mas o pulo do gato está no baixo peso dos carros que o utilizam: o Versa Unique aqui testado, versão topo de linha do sedã, pesa apenas 1.060 kg. Assim, é possível se obter bom desempenho e baixo consumo sem maiores investimentos no conjunto mecânico.

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A Nissan também aproveitou a mexida na linha 2017 para incorporar um novo pacote acústico ao sedã. Basta abrir a porta dianteira direita do Versa para conseguir enxergar a placa de isopor aplicada nos para-lamas dianteiros. Também há novos materiais antirruído no console central e no painel de instrumentos, além de isoladores de maior densidade na parede corta-fogo (que separa o motor da cabine) e um para-brisa acústico.
Como anda?

Logo de cara o Versa agrada pelo entendimento da transmissão CVT com o motor 1.6. Trata-se, aliás, de um dos raros casos em que a versão automática ficou melhor que a manual. Ao contrário de alguns CVTs que “patinam” demais nas saídas e retomadas, o do Versa trabalha justinho, proporcionando boas acelerações e rápido ganho de velocidade quando exigido, mesmo em aclives.

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A boa impressão obtida nas ruas foi refletida nas nossas medições. Na prova de 0 a 100 km/h, por exemplo, o Versa CVT levou 11,6 segundos, praticamente o mesmo tempo do Sentra CVT 2.0. Na retomada de 80 a 120 km/h, o modelo obteve 8,2 segundos, ao passo que o Cobalt AT6 1.8 (conhecido por seu bom torque em baixas rotações) gastou 9,6 s para cumprir a mesma passagem.

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Apesar de não haver simulação de marchas (como em alguns CVTs da Toyota e Honda), o Versa conta com o interessante recurso de desligar o overdrive. Num câmbio automático comum, esta função desativa a última marcha para melhorar a resposta do motor. No CVT ele reduz a relação, deixando o carro mais esperto para uma situação de ultrapassagem ou mesmo mais à mão para fazer uma curva fechada, com o motor “cheio”.

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Mas a grande benesse do CVT no Versa aparece no consumo, uma vez que a transmissão variável faz o motor trabalhar a maioria do tempo em torno das 2 mil rpm. Na cidade ele sobe o giro nas saídas, mas logo depois já baixa quando se atinge a velocidade de cruzeiro. Na estrada é praticamente a mesma coisa: a 120 km/h, o conta-giros aponta apenas 1.900 rpm, rotação na qual o motor bebe pouco e trabalha em silêncio. O resultado foi um apetite tão comedido quanto o que obtivemos no teste da versão 1.0 3-cilindros manual do Versa: 8,4 km/l na cidade e 13,0 km/l na estrada, usando etanol – valores que o deixam na liderança do segmento quando o assunto é economia.

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Apesar das melhorias acústicas, o Versa ainda se revela um carro bastante “comunicativo”. A suspensão é durinha, até um pouco seca nos buracos e valetas, embora não chegue a ser desconfortável. Já o motor não se faz de rogado e, girando a 5 mil rpm constantes quando exigido (efeito do CVT), incomoda pelo ruído elevado – além de haver bastante barulho de vento nas janelas. A direção elétrica faz seu papel, leve e ágil na cidade, sem ser boba na estrada, enquanto os freios mostraram desempenho na média do segmento nos testes de frenagem.

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De resto, o Versa segue com os trunfos de sempre: amplo espaço, principalmente no banco de trás, e um porta-malas maior até que o de alguns sedãs médios, com 460 litros. Por fim, o acabamento é correto, apesar de o tema da cabine não fugir do plástico rígido com apliques em black piano para disfarçar a origem humilde. O que falta consertar é a coluna de direção que despenca ao liberarmos a trava de ajuste, além de a aplicar o recurso “um toque” para todas as janelas (só tem para o motorista e só para descida do vidro) – males que também afetam o Sentra.
Quanto custa?

Bom de andar, confortável, econômico, espaçoso e… infelizmente, não muito barato. Como no caso do Sentra que encareceu demais nos últimos tempos, o Versa CVT também chegou meio “salgado” para um modelo que era considerado dono de uma das melhores relações custo-benefício da categoria. Ele parte de R$ 57.990 na versão SV, chegando a R$ 66.290 nesta Unique, que se baseia na SL (R$ 64.290) e adiciona acabamento diferenciado, aerofólio, frisos laterais, tapetes de veludo e ponteira de escapamento cromada.

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Entre os equipamentos mais importantes, o Unique vem com ar digital, bancos de couro, comandos do som no volante e central multimídia com Nissan App Connect, que tem como atração o espelhamento para celular. Um bom pacote, sem dúvidas, mas que deixa o Versa alinhado em preço aos também caros Cobalt Elite e HB20S Premium. E pensar que há pouco tempo você saía da Nissan com um Sentra por R$ 69.990…

Por Daniel Messeder

Fotos: Divulgação
Ficha técnica – Nissan Versa 1.6 CVT

Motor: dianteiro, transversal, 4 cilindros em linha, 16 válvulas, 1.598 cm³, comando duplo varável na admissão, flex; Potência: 111 cv a 6.200 rpm; Torque: 15,1 kgfm a 4.000 rpm; Transmissão: automática tipo CVT; Direção: elétrica com assistência variável; Suspensão: independente McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira; Freios: discos ventilados na dianteira e tambores na traseira, com ABS, EBD e assistência de frenagem; Rodas: liga-leve aro 15, com pneus 185/65 R15; Peso: 1060,6 kg; Capacidades: porta-malas 460 litros, tanque 41 litros; Dimensões: comprimento 4.492 mm, largura 1.695 mm, altura 1.506 mm, entre-eixos 2.600 mm

Medições CARPLACE

Aceleração

0 a 60 km/h: 5,4 s

0 a 80 km/h: 8,1 s

0 a 100 km/h: 11,6 s

Retomada

40 a 100 km/h em D: 8,7 s

80 a 120 km/h em D: 8,2 s

Frenagem

100 km/h a 0: 42,9 m

80 km/h a 0: 26,9 m

60 km/h a 0: 15,1 m

Consumo

Ciclo cidade: 8,4 km/l

Ciclo estrada: 13,0 km/l
Galeria de fotos:

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Fonte: http://carplace.uol.com.br/teste-rapido ... ficiencia/