Teste: Toyota Hilux SR flex
Enviado: 20 Ago 2016, 10:12
Teste: Toyota Hilux SR flex
Do Auto Esporte

Toyota Hilux SR flex (Foto: Divulgação)
saiba mais
Quando foi lançada no Brasil no fim do ano passado, a nova geração da Hiluxnão escondia que queria ser um pouco mais urbana. O visual moderno e itens de conforto não nos deixam mentir. Agora, com a chegada das versões com motor flex, não dá para negar: a Toyotaquer ser queridinha dos que fazem questão de uma picape, mesmo sem carregar muita carga ou se aventurar por trechos fora de estrada intensos. Quer mais uma prova? Por iniciais R$ 111.700, esta é a única picape média com motor flex e câmbio automático no mercado brasileiro atualmente. Mais urbana, impossível.
Impressões ao dirigir
O câmbio de seis velocidades é superior ao anterior, de quatro marchas, mas o motor continua o mesmo. O 2.7 flex de 163 cv e 25 kgfm só foi retrabalhado para consumir menos combustível, mas na prática a Hilux segue beberrona. Ponto negativo exatamente para os motoristas urbanos. Nos nossos testes, rodou 3,9 km/l na cidade e 6,9 km/l na estrada, com etanol. No ranking do Inmetro, ela recebeu nota C na categoria (4,8 km/l na cidade e 5,6 km/l na estrada), bem pior do que a líder Chevrolet S10 (vendida só com câmbio manual), que conquistou A na comparação do segmento. Nos nossos testes, a picape GM registrou 5,3 km/l na cidade e 8,5 km/l na estrada; segundo o Inmetro são 5,6 km/l e 6,4 km/l, respectivamente e sempre com etanol.
saiba mais
O alento fica por conta do desempenho geral na pista de testes: aceleração, retomada e frenagem melhoraram. A Hilux chegou a 100 km/h em 12,5 segundos, 1,5 s a menos do que antes; e as retomadas de 40 km/h a 80 km/h (5,7 s) e de 60 km/h a 100 km/h (7,6 s) também deixaram a linha atual mais ligeira. Destaque positivo também para todas as provas de frenagem, que melhoraram em relação às anteriores.
A transmissão é competente e faz trocas suaves, mas segura as marchas e o desempenho do motor. No fim das contas, a Hilux passa a sensação de ser pesada, especialmente nas arrancadas, mas em velocidade o peso parece ser aliviado e a picape vai bem. Na estrada, o giro estabiliza em 2.500 rpm, mas sobe para perto dos 4 mil rpm à menor pisada mais forte no acelerador. O sistema tende a trocar para marchas mais econômicas rapidamente, o que joga contra a agilidade da picape. O modo Eco deixa o comportamento anestesiado e dificilmente vai ser usado no dia a dia. No Sport, fica mais esperto e ganha um ligeiro vigor. Na cidade, a picape não nega suas origens quando a caçamba vazia pula ao passar por irregularidades. Alta, ela bem que merecia estribos laterais de série.

Toyota Hilux SR flex (Foto: Divulgação)
saiba mais
Apesar de mais urbana e diferentemente das principais rivais, a Hilux ainda tem interior com amplo uso de plástico rígido e visual simples. No entanto, algumas peças simulam outros materiais, como couro com costuras. Nesta versão básica, os bancos são de tecido. A tela multimídia conta com GPS e exibe imagens da câmera de ré, mas a sensibilidade não é das melhores e o sistema é pouco intuitivo.
Quem viaja atrás tem bom espaço para cabeça e pernas, mas o encosto do banco é bastante vertical e pode incomodar um pouco em viagens mais longas. O conforto acústico é bom e as suspensões filtram bem as irregularidades. A capacidade de carga é de 850 kg e a caçamba comporta 1.036 litros.
O quadro de instrumentos tem visual moderno e tela central simples com informações do computador de bordo. O ar-condicionado e os ajustes dos bancos são manuais. Apesar disso, a ergonomia é boa e facilita encontrar a melhor posição ao volante. Ar digital e ajustes elétricos são exclusividade das versões mais equipadas, assim como quadro de instrumentos com tela central colorida.

Toyota apresenta Hilux com motor flex no Brasil (Foto: Divulgação)
saiba mais
Custo-benefício
Esta versão básica peca por abrir mão de importantes itens, sejam de conforto, visual ou segurança. A começar por fora, o visual é mais simples do que o das versões mais caras pela ausência das luzes diurnas de led, retrovisores pintados de preto e estribos laterais. Ar digital, saídas de ar para o banco traseiro, retrovisores rebatíveis eletricamente e ajustes dos bancos elétricos são exclusividade das versões mais caras. Até o sistema de amortecimento do porta-luvas, presente nas outras configurações, foi ignorado pela Hilux flex básica.
A versão básica desaponta por não ser equipada de série com controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa e de reboque. Para uma picape que pode ser dar o luxo de ostentar cinco estrelas no teste de colisão do Latin NCAP, não faz sentido cobrar a mais por itens básicos de segurança. Eles são oferecidos na versão seguinte, SRV, de R$ 120.800. Ao menos os três airbags seguem sendo sempre oferecidos.
Vale a compra?
Não. O grande problema desse modelo fica no custo-benefício. Para poder se equiparar em valor com algumas rivais, a Hilux abre mão de diversos itens de série importantes. Além disso, o custo para manter a picape com o tanque cheio vai pesar no bolso, já que ela bebe mais do que as outras. O ponto positivo fica para o fato de ser a única picape média flex que oferece trocas automáticas.

Fotos: Toyota Hilux e SW4 ganham motor flex no Brasil
Números de teste
Aceleração
0 - 100 km/h: 12,5 s
0 - 400 m: 18,5 s
0 - 1.000 m: 34,2 s
Vel. a 1.000 m: 151,3 km/h
Vel. real a 100 km/h: 93 km/h
Retomada
40-80 km/h (Drive): 5,7 s
60-100 km/h (D): 7,6 s
80-120 km/h (D): 10,6 s
Frenagem
100 - 0 km/h: 44,6 m
80 - 0 km/h: 28 m
60 - 0 km/h: 15,8 m
Consumo
Urbano: 3,9 km/l
Rodoviário: 6,9 km/l
Média: 5,4 km/l
Autonomia em estrada: 552 km
Dados da montadora
Motor: Dianteiro, longitudinal, 4 cil. em linha, 16V, comando duplo, injeção direta, flex
Cilindrada: 2.694 cm³
Potência: 163 cv a 5.000 rpm
Torque: 25 kgfm a 4.000 rpm
Câmbio: Automático de 6 marchas, tração traseira
Direção: Hidráulica
Suspensão: Indep. McPherson (diant.) e eixo rígido (tras.)
Freios: Discos ventilados (diant.) e tambores (tras.)
Pneus: 265/65 R17
Dimensões
Compr.: 5,33 m
Largura: 1,85 m
Altura: 1,81 m
Entre-eixos: 3,08 m
Tanque: 80 litros
Carga
850 kg (fabricante)
1.036 litros (fabricante)
Peso
1.860 kg
Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... -flex.html
Do Auto Esporte

Toyota Hilux SR flex (Foto: Divulgação)
saiba mais
Quando foi lançada no Brasil no fim do ano passado, a nova geração da Hiluxnão escondia que queria ser um pouco mais urbana. O visual moderno e itens de conforto não nos deixam mentir. Agora, com a chegada das versões com motor flex, não dá para negar: a Toyotaquer ser queridinha dos que fazem questão de uma picape, mesmo sem carregar muita carga ou se aventurar por trechos fora de estrada intensos. Quer mais uma prova? Por iniciais R$ 111.700, esta é a única picape média com motor flex e câmbio automático no mercado brasileiro atualmente. Mais urbana, impossível.
Impressões ao dirigir
O câmbio de seis velocidades é superior ao anterior, de quatro marchas, mas o motor continua o mesmo. O 2.7 flex de 163 cv e 25 kgfm só foi retrabalhado para consumir menos combustível, mas na prática a Hilux segue beberrona. Ponto negativo exatamente para os motoristas urbanos. Nos nossos testes, rodou 3,9 km/l na cidade e 6,9 km/l na estrada, com etanol. No ranking do Inmetro, ela recebeu nota C na categoria (4,8 km/l na cidade e 5,6 km/l na estrada), bem pior do que a líder Chevrolet S10 (vendida só com câmbio manual), que conquistou A na comparação do segmento. Nos nossos testes, a picape GM registrou 5,3 km/l na cidade e 8,5 km/l na estrada; segundo o Inmetro são 5,6 km/l e 6,4 km/l, respectivamente e sempre com etanol.
saiba mais
O alento fica por conta do desempenho geral na pista de testes: aceleração, retomada e frenagem melhoraram. A Hilux chegou a 100 km/h em 12,5 segundos, 1,5 s a menos do que antes; e as retomadas de 40 km/h a 80 km/h (5,7 s) e de 60 km/h a 100 km/h (7,6 s) também deixaram a linha atual mais ligeira. Destaque positivo também para todas as provas de frenagem, que melhoraram em relação às anteriores.
A transmissão é competente e faz trocas suaves, mas segura as marchas e o desempenho do motor. No fim das contas, a Hilux passa a sensação de ser pesada, especialmente nas arrancadas, mas em velocidade o peso parece ser aliviado e a picape vai bem. Na estrada, o giro estabiliza em 2.500 rpm, mas sobe para perto dos 4 mil rpm à menor pisada mais forte no acelerador. O sistema tende a trocar para marchas mais econômicas rapidamente, o que joga contra a agilidade da picape. O modo Eco deixa o comportamento anestesiado e dificilmente vai ser usado no dia a dia. No Sport, fica mais esperto e ganha um ligeiro vigor. Na cidade, a picape não nega suas origens quando a caçamba vazia pula ao passar por irregularidades. Alta, ela bem que merecia estribos laterais de série.

Toyota Hilux SR flex (Foto: Divulgação)
saiba mais
Apesar de mais urbana e diferentemente das principais rivais, a Hilux ainda tem interior com amplo uso de plástico rígido e visual simples. No entanto, algumas peças simulam outros materiais, como couro com costuras. Nesta versão básica, os bancos são de tecido. A tela multimídia conta com GPS e exibe imagens da câmera de ré, mas a sensibilidade não é das melhores e o sistema é pouco intuitivo.
Quem viaja atrás tem bom espaço para cabeça e pernas, mas o encosto do banco é bastante vertical e pode incomodar um pouco em viagens mais longas. O conforto acústico é bom e as suspensões filtram bem as irregularidades. A capacidade de carga é de 850 kg e a caçamba comporta 1.036 litros.
O quadro de instrumentos tem visual moderno e tela central simples com informações do computador de bordo. O ar-condicionado e os ajustes dos bancos são manuais. Apesar disso, a ergonomia é boa e facilita encontrar a melhor posição ao volante. Ar digital e ajustes elétricos são exclusividade das versões mais equipadas, assim como quadro de instrumentos com tela central colorida.

Toyota apresenta Hilux com motor flex no Brasil (Foto: Divulgação)
saiba mais
Custo-benefício
Esta versão básica peca por abrir mão de importantes itens, sejam de conforto, visual ou segurança. A começar por fora, o visual é mais simples do que o das versões mais caras pela ausência das luzes diurnas de led, retrovisores pintados de preto e estribos laterais. Ar digital, saídas de ar para o banco traseiro, retrovisores rebatíveis eletricamente e ajustes dos bancos elétricos são exclusividade das versões mais caras. Até o sistema de amortecimento do porta-luvas, presente nas outras configurações, foi ignorado pela Hilux flex básica.
A versão básica desaponta por não ser equipada de série com controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa e de reboque. Para uma picape que pode ser dar o luxo de ostentar cinco estrelas no teste de colisão do Latin NCAP, não faz sentido cobrar a mais por itens básicos de segurança. Eles são oferecidos na versão seguinte, SRV, de R$ 120.800. Ao menos os três airbags seguem sendo sempre oferecidos.
Vale a compra?
Não. O grande problema desse modelo fica no custo-benefício. Para poder se equiparar em valor com algumas rivais, a Hilux abre mão de diversos itens de série importantes. Além disso, o custo para manter a picape com o tanque cheio vai pesar no bolso, já que ela bebe mais do que as outras. O ponto positivo fica para o fato de ser a única picape média flex que oferece trocas automáticas.

Fotos: Toyota Hilux e SW4 ganham motor flex no Brasil
Números de teste
Aceleração
0 - 100 km/h: 12,5 s
0 - 400 m: 18,5 s
0 - 1.000 m: 34,2 s
Vel. a 1.000 m: 151,3 km/h
Vel. real a 100 km/h: 93 km/h
Retomada
40-80 km/h (Drive): 5,7 s
60-100 km/h (D): 7,6 s
80-120 km/h (D): 10,6 s
Frenagem
100 - 0 km/h: 44,6 m
80 - 0 km/h: 28 m
60 - 0 km/h: 15,8 m
Consumo
Urbano: 3,9 km/l
Rodoviário: 6,9 km/l
Média: 5,4 km/l
Autonomia em estrada: 552 km
Dados da montadora
Motor: Dianteiro, longitudinal, 4 cil. em linha, 16V, comando duplo, injeção direta, flex
Cilindrada: 2.694 cm³
Potência: 163 cv a 5.000 rpm
Torque: 25 kgfm a 4.000 rpm
Câmbio: Automático de 6 marchas, tração traseira
Direção: Hidráulica
Suspensão: Indep. McPherson (diant.) e eixo rígido (tras.)
Freios: Discos ventilados (diant.) e tambores (tras.)
Pneus: 265/65 R17
Dimensões
Compr.: 5,33 m
Largura: 1,85 m
Altura: 1,81 m
Entre-eixos: 3,08 m
Tanque: 80 litros
Carga
850 kg (fabricante)
1.036 litros (fabricante)
Peso
1.860 kg
Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... -flex.html







