Avaliação: Chevrolet Montana Sport

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Robô Troll
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30 Set 2016, 13:55

Avaliação: Chevrolet Montana Sport
Do Auto Esporte


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Chevrolet Montana 2017 (Foto: Divulgação)


 


É provável que você, seu vizinho e toda a torcida do Corinthians concorde que o falecido Chevrolet Agile tinha visual (muito) polêmico, só que a Montana também sofre com outras “heranças” – como a plataforma do Corsa que chegou ao Brasil em 1994, mas que foi inaugurada na década de 1980. A marca até fez algumas mudanças sob o capô há pouco tempo, mas será que foi o suficiente para uma picape de projeto tão desatualizado?

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Chevrolet Montana 2017 (Foto: Divulgação)


 


Impressões ao volante



Dizem que só conhecemos os defeitos de alguma coisa depois da convivência, então não seu preocupe, porque o que não falta à Montana é sinceridade. Logo de cara, o modelo deixa bem claro que tem volante torto, pedais desalinhados, acabamento espartano e ergonomia de tanque de guerra. Ainda assim, a capacidade de carga de 758 kg merece elogios.


A direção é hidráulica – ao contrário dos primos Onix e Prisma, que têm assistência elétrica –, o que aumenta o peso nas manobras e também o consumo de combustível, mas isso é apenas um daqueles detalhes com os quais você se acostuma após algum tempo. Problema mesmo é o câmbio manual de cinco marchas, que tem acionamento duro e faz você duvidar que a marcha realmente engatou.

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Além da redução de "apetite", as mudanças no motor 1.4 flex de até 99 cv e 13 kgfm aumentaram a eficiência em 13,2%, segundo a marca. O pacote incluiu óleo de baixa viscosidade 0W20, novos pistões, bielas, alternador e ventilador de menor atrito, além de freios de baixo arrasto e pneus “verdes” com baixa resistência à rolagem. A Chevrolet também diz que o zero a 100 km/h ficou 1 segundo mais rápido, com 10,4 s.


O conjunto mecânico é praticamente igual àquele que já era utilizado pela primeira geração do Prisma (sim, o sedã derivado do Celta), mas agora batizado com o sobrenome Eco. Mesmo assim, o fôlego no dia a dia e nas retomadas com a carroceria vazia impressionam – sem, necessariamente, pesar no consumo, que tem médias divulgadas de 7,9 km/l na cidade e 9,2 km/l na estrada com etanol.


Mesmo sem o subchassi da geração anterior, que foi vendida no Brasil entre 2003 e 2010, o comportamento da picape não ficou tão comprometido graças à suspensão bem ajustada, que mantém a carroceria sob o controle sem pecar no conforto. O resultado fica pouco atrás da Volkswagen Saveiro, que é a atual referência no quesito entre as picapes pequenas.


Apesar de ficar um pouco torto na hora de dirigir, o motorista consegue ajustar a altura do banco, da coluna de direção e do cinto de segurança, o que até disfarça os sérios problemas de ergonomia da cabine. Só que, dependendo da altura do condutor, será difícil evitar batidas do joelho direito contra a quina do suporte de sistema de som no console central.

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Chevrolet Montana 2017 (Foto: Divulgação)


 


Custo x benefício



A Chevrolet é líder do mercado brasileiro, o que pesa a favor da Montana se levarmos em consideração que o segmento de comerciais leves é muito racional, mas Fiat e Volkswagen não são “elefantes brancos” para que isso seja um fator decisivo na hora de assinar o cheque. Além disso, o preço é praticamente igual ao da concorrência, que se manteve mais atualizada, ainda que a Strada tenha projeto dos anos 1990.

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Agora, vamos ao que interessa: a caçamba. A capota marítima e o protetor plástico vêm de série em todas as versões, assim como as alças de ancoragem e o degrau nas laterais, que facilita o acesso ao compartimento de carga, mas a tampa traseira não pode ser removida e esconde a placa quando está aberta – pelo menos há fechadura com chave.


Levando em consideração apenas os números, é a opção de entrada LS, de R$ 45.550, que realmente merece mais atenção, só que a situação fica complicada quando comparamos à Saveiro Robust 1.6 de R$ 44.490 e à Strada Working 1.4 de R$ 45.240. Para piorar a situação, a Montana é a única que não oferece as opções de carroceria com cabine estendida e dupla.

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Chevrolet Montana (Foto: Divulgação)


 


Vale a pena?



Não. Além do projeto antigo, a picape da Chevrolet já não tem preço ou atributos que justifiquem a compra. Ainda que haja uma pequena vantagem no que diz respeito à capacidade de carga, a Montana está ultrapassada em todos os aspectos pela concorrência. Prova disso, é que foram emplacadas apenas 8.013 unidades no acumulado de 2016 até o mês de agosto, contra 40.845 da Strada e 37.043 da Saveiro no mesmo período, de acordo com números da Fenabrave, associação dos concessionários


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Chevrolet Montana 2017 (Foto: Divulgação)


 


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Ana ... sport.html

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A_Gaspar
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30 Set 2016, 19:01

PA gusta.

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AlvoErrado2
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01 Out 2016, 10:13

PA discorda de você reportagem.

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Kicksilver
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03 Out 2016, 03:33

Velharia :ogw:

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