Carros-conceito do Passado - Ford GT90
Enviado: 02 Mar 2012, 17:49
Carros-conceito do Passado
Os antigos projetos que tentaram prever o futuro do automóvel

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação
[font=Verdana]Ford GT90:
supercarro com 12 cilindros
e 720 cv para ultrapassar 400 km/h[/font]
[font=Comic Sans Ms]Nos anos 60, o
carro de corridas GT40
"lavou a alma" da Ford na 24 Horas de Le Mans [/font]
[font=Comic Sans Ms]— prova que ele
venceu por três edições — depois que Enzo Ferrari recusou a
proposta de compra de sua fábrica pelos norte-americanos. Três
décadas mais tarde, para o Salão de Detroit de 1995, a Ford
buscou reinterpretar aquele mito das pistas com o carro-conceito
GT90.

Não se tratava de um modelo de estilo retrô, pois suas formas
esbanjavam modernidade. Do GT40 restava apenas uma inspiração em
termos de proporções. Embora o oval de seu emblema fosse o tema
preferido da Ford para modelos de produção da época, como
Taurus, Mondeo e Fiesta,
no GT90 o triângulo era o elemento mais marcante, bem percebido
nas tomadas de ar laterais, em itens da traseira (como o
conjunto de saídas de escapamento) e no interior. De certa
forma, a combinação de curvas e arestas foi transmitida mais
tarde a carros de série como os primeiros Ka e Focus.

O conceito usava um chassi monocoque de alumínio e carroceria
com painéis de fibra de carbono, com soluções como portas que se
abriam para cima e um aerofólio traseiro integrado ao estilo,
mas apto a se destacar em alta velocidade. A cabine bastante
avançada evidenciava a posição central-traseira do grande motor.

Mesmo o GT90 não tendo surgido com a intenção de ser fabricado
em série, a empresa queria um conceito funcional. Assim, o motor
escolhido — um V12 de 5,9 litros com quatro válvulas por
cilindro e quatro turbocompressores
— derivava de componentes de produção. O bloco partia de dois
motores V8 da divisão Lincoln, com redução de quatro cilindros,
e os resultados eram potência de 720 cv a 6.600 rpm e torque de
91,3 m.kgf a 4.750 rpm para lidar com o peso de 1.450 kg.

Tanto a transmissão, com câmbio manual de cinco marchas, quanto
a suspensão (independente por braços sobrepostos à frente e
atrás) foram aproveitados do Jaguar XJ220, supercarro de
produção reduzida que a marca inglesa, então pertencente à Ford,
lançara em 1992. As rodas dianteiras eram de 18 pol, com pneus
275/35, e as traseiras de 19 pol com imensos 335/30. E os pneus
traziam um charme impensado em um carro de série: o nome GT90 no
desenho das bandas de rodagem.

Pelos dados informados pela Ford, uma versão de produção teria
antecipado o patamar de desempenho que o
Bugatti Veyron atingiria
10 anos depois: máxima de 407 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h
em 3,1 segundos. O GT90 foi usado em uma turnê de salões no ano
de estreia, tendo aparecido em Frankfurt e mesmo em Tóquio.[/font]
Fonte: Best Cars Web Site
Os antigos projetos que tentaram prever o futuro do automóvel

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação
[font=Verdana]Ford GT90:
supercarro com 12 cilindros
e 720 cv para ultrapassar 400 km/h[/font]
[font=Comic Sans Ms]Nos anos 60, o
carro de corridas GT40
"lavou a alma" da Ford na 24 Horas de Le Mans [/font]
[font=Comic Sans Ms]— prova que ele
venceu por três edições — depois que Enzo Ferrari recusou a
proposta de compra de sua fábrica pelos norte-americanos. Três
décadas mais tarde, para o Salão de Detroit de 1995, a Ford
buscou reinterpretar aquele mito das pistas com o carro-conceito
GT90.

Não se tratava de um modelo de estilo retrô, pois suas formas
esbanjavam modernidade. Do GT40 restava apenas uma inspiração em
termos de proporções. Embora o oval de seu emblema fosse o tema
preferido da Ford para modelos de produção da época, como
Taurus, Mondeo e Fiesta,
no GT90 o triângulo era o elemento mais marcante, bem percebido
nas tomadas de ar laterais, em itens da traseira (como o
conjunto de saídas de escapamento) e no interior. De certa
forma, a combinação de curvas e arestas foi transmitida mais
tarde a carros de série como os primeiros Ka e Focus.

O conceito usava um chassi monocoque de alumínio e carroceria
com painéis de fibra de carbono, com soluções como portas que se
abriam para cima e um aerofólio traseiro integrado ao estilo,
mas apto a se destacar em alta velocidade. A cabine bastante
avançada evidenciava a posição central-traseira do grande motor.

Mesmo o GT90 não tendo surgido com a intenção de ser fabricado
em série, a empresa queria um conceito funcional. Assim, o motor
escolhido — um V12 de 5,9 litros com quatro válvulas por
cilindro e quatro turbocompressores
— derivava de componentes de produção. O bloco partia de dois
motores V8 da divisão Lincoln, com redução de quatro cilindros,
e os resultados eram potência de 720 cv a 6.600 rpm e torque de
91,3 m.kgf a 4.750 rpm para lidar com o peso de 1.450 kg.

Tanto a transmissão, com câmbio manual de cinco marchas, quanto
a suspensão (independente por braços sobrepostos à frente e
atrás) foram aproveitados do Jaguar XJ220, supercarro de
produção reduzida que a marca inglesa, então pertencente à Ford,
lançara em 1992. As rodas dianteiras eram de 18 pol, com pneus
275/35, e as traseiras de 19 pol com imensos 335/30. E os pneus
traziam um charme impensado em um carro de série: o nome GT90 no
desenho das bandas de rodagem.

Pelos dados informados pela Ford, uma versão de produção teria
antecipado o patamar de desempenho que o
Bugatti Veyron atingiria
10 anos depois: máxima de 407 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h
em 3,1 segundos. O GT90 foi usado em uma turnê de salões no ano
de estreia, tendo aparecido em Frankfurt e mesmo em Tóquio.[/font]
Fonte: Best Cars Web Site

