Até agora, as montadoras estão praticamente livres de metas de consumo e emissão, diferente do que ocorre nos EUA, Europa ou Japão, por exemplo.
Mas esse panorama deve mudar com o novo regime automotivo, que promete acelerar o processo de aumento da eficiência dos motores nacionais.
Sem essa política, as montadoras não investem em novas tecnologias para redução de consumo e emissões. Atualmente, o Brasil é o único grande mercado de automóveis que não possui regras para redução de consumo e emissão.
Metas deverão ser criadas pelo governo para reduzir gradativamente o consumo e a emissão de CO2 dos veículos nacionais, incluindo etiquetagem e benefícios fiscais para quem gastar menos. No entanto, penalidades deverão ser impostas aos que descumprirem as regras.
Já passou da hora do mercado nacional ter metas de consumo e emissão, visto que sem isso, os carros feitos aqui dificilmente serão aprovados em mercados maduros. Ou seja, o Brasil exportaria apenas para mercados em desenvolvimento, onde não existem tais regras.
Além disso, as restrições obrigariam as montadoras a desenvolverem novos motores, mais modernos e com menor emissão de CO2 e consumo.
Algumas montadoras já estão investindo para trazer motores mais modernos ao mercado nacional, talvez já se antecipando a uma possível política ambiental e visando também ganhar novos mercados no exterior.
Motores menores, turbocompressores, comandos de válvulas variáveis, freios regenerativos, Start&Stop e injeção direta, estão entre algumas das tecnologias que poderão surgir dessa forma no país.



