Teste: Volkswagen Tiguan 1.4 TSI
Enviado: 10 Jan 2017, 18:52
Teste: Volkswagen Tiguan 1.4 TSI
Do Auto Esporte

Volkswagen Tiguan 1.4 TSI (Foto: Divulgação)
Apresentada em 2015, a nova geração do Volkswagen Tiguan ainda é um sonho por aqui – que deve se tornar realidade ainda neste ano –, só que, para suprir essa "carência", a marca lançou em setembro uma versão do SUV atual com motor 1.4 turbo, vendida a R$ 125.990. Mas será que vale a pena ficar com o “antigo” ou é melhor esperar pela verdadeira novidade?
saiba mais

Volkswagen Tiguan 1.4 TSI (Foto: Divulgação)
Custo-benefício
Após quase oito anos de mercado brasileiro (e uma leve reeestilização), o Tiguan já não atrai olhares como no início de 2009, só que ainda oferece qualidades difíceis de encontrar em outros modelos do segmento. Hoje, os principais destaques do SUV ficam por conta do acabamento interno e da qualidade de construção, digno de ser comparado aos modelos da Audi. Detalhes como painel e portas feitos de material emborrachado, forro do teto estofado e comandos com fácil acesso contam a favor do Volkswagen.
Apesar da altura em relação ao solo mais elevada do que nos carros de passeio, o comportamento ao volante lembra o Golf, por exemplo, graças ao bom ajuste da direção elétrica e à suspensão firme - com McPherson na dianteira e multilink na traseira. Ele poderia ser ainda melhor, porém, a plataforma PQ35 está uma geração atrás da mais leve e rígida MQB, usada pelo Golf e pela nova encarnação do Tiguan.
Os mimos se estendem à segunda fileira, que conta com saídas de ar e corre sobre trilhos para liberar mais espaço no porta-malas – que, em posição normal, oferece 470 litros. O modelo avaliado também era equipado com mesinhas retráteis, que poderiam vir de série, entretanto, são oferecidas apenas como opcional no kit Elegance, que acrescenta R$ 5.242 à conta final.
A lista de itens traz seis airbags, freio de mão elétrico com função Auto-Hold e controles de tração e de estabilidade. Porém, ar-condicionado digital de duas zonas, sensor de chuva, acendimento automático dos faróis, chave presencial, central multimídia com GPS são opcionais (e vêm no mesmo pacote das mesinhas). Também é preciso pagar a mais para levar o teto de vidro panorâmico, que custa R$ 6.099.

Volkswagen Tiguan 1.4 TSI (Foto: Divulgação)
Impressões ao volante
Ambos os bancos dianteiros têm regulagem de altura, mas falta inclinação ao assento e parece que o quadril pode escorregar em qualquer frenagem. Isso não é capaz de comprometer a ótima dirigibilidade do Tiguan, que, apesar do motor mais fraco – são 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque, contra 200 cv e 28,5 kgfm do 2.0 turbo –, é ágil como um hatch médio graças aos 84 kg a menos em comparação à versão topo de linha.
Segundo o fabricante, são necessários 9,2 segundos para levar os 1.501 kg aos 100 km/h, enquanto a máxima é de 195 km/h (contra 8,5 s e 207 km/h, respectivamente, da opção topo de linha de R$ 153.440). Toda a força está disponível a partir de baixas 1.500 rpm, no que também ajuda a transmissão automatizada de dupla embreagem com seis velocidades - no mais caro, o câmbio é automático com o mesmo número de marchas.
Por se tratar de um SUV, a suspensão chega a ter uma pitada de esportividade, pois controla bem a carroceria nas curvas – ainda que a configuração de entrada seja oferecida apenas com tração dianteira. A direção direta e com aumento de peso progressivo também é um convite para quem gosta de acelerar, só que faltam borboletas para trocas de marchas de série.

Volkswagen Tiguan 1.4 TSI (Foto: Divulgação)
Vale a pena?
Não. Apesar da ótima construção e do comportamento de carro de passeio, o Tiguan ainda é caro para um modelo que já está no fim do ciclo de vida (e que já foi aposentado em outros mercados). O motor 1.4 turbo surpreende pelo fôlego e o acabamento interno é comparável ao de modelos de luxo, porém, faltam itens de série que justifiquem a escolha. Talvez seria uma boa escolha se já trouxesse os itens do pacote Elegance de série, mas não é esse o caso.
Ficha técnica
Motor: Dianteiro, transversal, 4 cil. em linha, 16V, turbo, comando duplo, injeção direta de gasolina
Cilindrada: 1.395 cm³
Potência: 150 cv a 5.000 rpm
Torque: 25,5 kgfm a 1.500 rpm
Câmbio: Automatizado de 6 marchas e dupla embreagem, tração dianteira
Direção: Elétrica
Suspensão: Independente McPherson (diant.) e multilink (tras.)
Freios: Discos ventilados (diant.) e discos sólidos (tras.)
Pneus: 235/55 R17
Comprimento: 4,42 m
Largura: 1,80 m
Altura: 1,66 m
Entre-eixos: 2,60 m
Tanque: 63,5 litros
Porta-malas: 470 litros (fabricante)
Peso: 1.501 kg
Veja a galeria da nova geração do Volkswagen Tiguan

Fotos: Conheça o novo Volkswagen Tiguan
Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Ana ... 4-tsi.html
Do Auto Esporte

Volkswagen Tiguan 1.4 TSI (Foto: Divulgação)
Apresentada em 2015, a nova geração do Volkswagen Tiguan ainda é um sonho por aqui – que deve se tornar realidade ainda neste ano –, só que, para suprir essa "carência", a marca lançou em setembro uma versão do SUV atual com motor 1.4 turbo, vendida a R$ 125.990. Mas será que vale a pena ficar com o “antigo” ou é melhor esperar pela verdadeira novidade?
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Volkswagen Tiguan 1.4 TSI (Foto: Divulgação)
Custo-benefício
Após quase oito anos de mercado brasileiro (e uma leve reeestilização), o Tiguan já não atrai olhares como no início de 2009, só que ainda oferece qualidades difíceis de encontrar em outros modelos do segmento. Hoje, os principais destaques do SUV ficam por conta do acabamento interno e da qualidade de construção, digno de ser comparado aos modelos da Audi. Detalhes como painel e portas feitos de material emborrachado, forro do teto estofado e comandos com fácil acesso contam a favor do Volkswagen.
Apesar da altura em relação ao solo mais elevada do que nos carros de passeio, o comportamento ao volante lembra o Golf, por exemplo, graças ao bom ajuste da direção elétrica e à suspensão firme - com McPherson na dianteira e multilink na traseira. Ele poderia ser ainda melhor, porém, a plataforma PQ35 está uma geração atrás da mais leve e rígida MQB, usada pelo Golf e pela nova encarnação do Tiguan.
Os mimos se estendem à segunda fileira, que conta com saídas de ar e corre sobre trilhos para liberar mais espaço no porta-malas – que, em posição normal, oferece 470 litros. O modelo avaliado também era equipado com mesinhas retráteis, que poderiam vir de série, entretanto, são oferecidas apenas como opcional no kit Elegance, que acrescenta R$ 5.242 à conta final.
A lista de itens traz seis airbags, freio de mão elétrico com função Auto-Hold e controles de tração e de estabilidade. Porém, ar-condicionado digital de duas zonas, sensor de chuva, acendimento automático dos faróis, chave presencial, central multimídia com GPS são opcionais (e vêm no mesmo pacote das mesinhas). Também é preciso pagar a mais para levar o teto de vidro panorâmico, que custa R$ 6.099.

Volkswagen Tiguan 1.4 TSI (Foto: Divulgação)
Impressões ao volante
Ambos os bancos dianteiros têm regulagem de altura, mas falta inclinação ao assento e parece que o quadril pode escorregar em qualquer frenagem. Isso não é capaz de comprometer a ótima dirigibilidade do Tiguan, que, apesar do motor mais fraco – são 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque, contra 200 cv e 28,5 kgfm do 2.0 turbo –, é ágil como um hatch médio graças aos 84 kg a menos em comparação à versão topo de linha.
Segundo o fabricante, são necessários 9,2 segundos para levar os 1.501 kg aos 100 km/h, enquanto a máxima é de 195 km/h (contra 8,5 s e 207 km/h, respectivamente, da opção topo de linha de R$ 153.440). Toda a força está disponível a partir de baixas 1.500 rpm, no que também ajuda a transmissão automatizada de dupla embreagem com seis velocidades - no mais caro, o câmbio é automático com o mesmo número de marchas.
Por se tratar de um SUV, a suspensão chega a ter uma pitada de esportividade, pois controla bem a carroceria nas curvas – ainda que a configuração de entrada seja oferecida apenas com tração dianteira. A direção direta e com aumento de peso progressivo também é um convite para quem gosta de acelerar, só que faltam borboletas para trocas de marchas de série.

Volkswagen Tiguan 1.4 TSI (Foto: Divulgação)
Vale a pena?
Não. Apesar da ótima construção e do comportamento de carro de passeio, o Tiguan ainda é caro para um modelo que já está no fim do ciclo de vida (e que já foi aposentado em outros mercados). O motor 1.4 turbo surpreende pelo fôlego e o acabamento interno é comparável ao de modelos de luxo, porém, faltam itens de série que justifiquem a escolha. Talvez seria uma boa escolha se já trouxesse os itens do pacote Elegance de série, mas não é esse o caso.
Ficha técnica
Motor: Dianteiro, transversal, 4 cil. em linha, 16V, turbo, comando duplo, injeção direta de gasolina
Cilindrada: 1.395 cm³
Potência: 150 cv a 5.000 rpm
Torque: 25,5 kgfm a 1.500 rpm
Câmbio: Automatizado de 6 marchas e dupla embreagem, tração dianteira
Direção: Elétrica
Suspensão: Independente McPherson (diant.) e multilink (tras.)
Freios: Discos ventilados (diant.) e discos sólidos (tras.)
Pneus: 235/55 R17
Comprimento: 4,42 m
Largura: 1,80 m
Altura: 1,66 m
Entre-eixos: 2,60 m
Tanque: 63,5 litros
Porta-malas: 470 litros (fabricante)
Peso: 1.501 kg
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Fotos: Conheça o novo Volkswagen Tiguan
Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Ana ... 4-tsi.html
