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Teste: Fiat Uno Way 1.0 Firefly

Enviado: 06 Mar 2017, 14:21
por Robô Troll
Teste: Fiat Uno Way 1.0 Firefly
Do Auto Esporte


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Fiat Uno Way (Foto: Divulgação)


 


Os aventureiros urbanos já não vivem a fama de antes, quando o Volkswagen CrossFox – principal representante da categoria – era figura popular nas ruas. Ainda assim, os compactos com estilo “robusto” podem ser uma boa opção para quem prefere um carro alto e não quer (ou não pode) levar um utilitário para casa. Pois é justamente essa proposta do Fiat Uno Way, que parte de R$ 43.830 quando equipado com motor 1.0 de três cilindros.

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Fiat Uno Way (Foto: Divulgação)


 


Impressões ao volante



Segundo o Inmetro, o hatch feito em Betim (MG) pode ser considerado um SUV compacto, mas seria inocência acreditar nisso. E quem disse que ser aventureiro é ruim? Pelo contrário, já que os 3,82 metros de carroceria facilitam a vida na cidade, enquanto a suspensão elevada em 1,8 cm em relação ao Uno tradicional (são 18 cm de distância total do solo) enfrenta com valentia obstáculos do “rali urbano”, como lombadas e buracos.


É verdade que parte das melhorias vieram em 2014, quando o carro recebeu interior mais requintado, só que o golpe de mestre chegou no fim do ano passado: os novos motores 1.0 de três cilindros e 1.3 8V (disponível por R$ 48.590 no Way e R$ 50.330 no Sporting). Não bastasse, o hatch ainda ganhou direção com assistência elétrica e função City, controle de estabilidade (ESP) e até sistema start-stop nas configurações mais potentes.

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Fiat Uno Way (Foto: Divulgação)


 


Com até 77 cv a 6.250 rpm e 10,9 kgfm a 3.250 rpm, o compacto chega a animar o motorista graças à esperteza do novo três cilindros, ainda que o câmbio molenga e de engates longos dificulte a boa convivência. A suspensão isola com eficiência a cabine dos buracos e ainda segura bem a carroceria nas curvas – já o ESP atua cedo para evitar qualquer abuso de quem estiver ao volante.


Equipado com apenas duas válvulas por cilindro (são seis, no total), o novo conjunto mecânico privilegia o torque em baixas rotações e dá sensação de agilidade no trânsito urbano, principalmente nas arrancadas e saídas de semáforos. Só não espere por milagres, pois quando o carro está cheio de pessageiros e recheado de bagagens no porta-malas, as respostas ficam mais lentas – ainda assim, muito mais esperto que o 1.0 de antes.


Segundo os testes de consumo do Inmetro, o aventureiro obteve médias de 9,2 km/l na cidade e 10,4 na estrada com etanol – abastecido com gasolina, aumentam para 13,1 km/l e 15,1 km/l, respectivamente. Os números são suficientes para obter a classificação geral "A", a máxima possível. De acordo com a Fiat, são necessários 12,2 segundos para chegar aos 100 km/h com etanol (sobe para 12,6 s com o derivado de petróleo).

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Fiat Uno Way (Foto: Divulgação)


 


Os assentos no “andar de cima” garantem uma visão privilegiada (que é beneficiada pela ampla área envidraçada), enquanto o jeito quadradão livra os passageiros de rasparem a cabeça no teto. Se sobra espaço no pé direito duplo, o mesmo não pode ser dito para os ombros. Quinto ocupante? Só crianças, pois o túnel central dificulta a vida no meio – atrás, pessoas com até 1,78 m (como eu) não espremem o joelho, apesar dos 2,37 m de entre-eixos.


É provável que a carroceria diminuta tenha encorajado o fabricante a deixar de lado o sensor de estacionamento, indisponível até mesmo como opcional. Boa notícia é que a função City, acionada por meio de um botão no painel, vem de série e reduz o esforço da direção em manobras a até 50 km/h – quando totalmente equipado, o Uno Way até se mantém parado por alguns segundos em ladeiras para facilitar a vida do motorista na hora de acelerar.

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Fiat Uno Way (Foto: Divulgação)


 


Custo-benefício



A lista de equipamentos é correta, com ar-condicionado, travas e vidros dianteiros elétricos, computador de bordo, faróis de neblina e ajustes de altura da direção. Porém, há um pacote opcional que vale a pena considerar: por R$ 3.398, o Kit Tech adiciona ESP com assistente de partida em rampa, chave canivete, rádio com Bluetooth e comandos no volante, vidros traseiros e retrovisores elétricos com rebatimento automático para ajudar em balizas.


A unidade testada por Autoesporte também trazia o Kit Comfort (R$ 1.323), que acrescenta itens como cinto de três pontos e apoio de cabeça para o quinto ocupante, abertura interna do porta-malas e da tampa de combustível, apoio de braço central para motorista, porta-óculos, console porta-objetos no teto e apoio de pé ao lado do pedal de embreagem. Só não vale investir R$ 204 pela “central multimídia” Live On (com ela, o Kit Tech custa R$ 3.602).

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Fiat Uno Way (Foto: Divulgação)


 


Se você fez as contas, percebeu que o modelo chegou aos R$ 48.551, valor que sobe R$ 1.342 caso o comprador opte por uma das seis cores metálicas disponíveis. Nas devidas proporções, um Uno Way totalmente equipado custa metade do que é pedido pelo Jeep Renegade Limited, vendido a R$ 97.900. Concordo que porte e requinte dos dois nem se comparam, porém, o primo humilde não decepciona pela dirigibilidade e menos ainda pelo conteúdo.


Os R$ 4.760 cobrados pela configuração aventureira com motor 1.3 garantem mais fôlego graças aos 109 cv de potência e 14,2 kgfm de torque, que levam 10,1 segundos para chegar ao 100 km/h, segundo a Fiat. Contudo, vale lembrar que a etiqueta atinge R$ 54.073 quando equipado com os dois pacotes opcionais do carro que avaliamos, o que amplia o leque a modelos mais modernos como o Hyundai HB20 Comfort Plus 1.6 16V, vendido a R$ 52.380.

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Fiat Uno Way (Foto: Divulgação)


 


Vale a pena?



Sim. A não ser que você esteja com o dinheiro contado, vale a pena investir nos dois pacotes opcionais, que garantem equipamentos raros até em modelos mais caros, como é o caso do controle de estabilidade e do assistente de partida em rampa. A suspensão elevada garante vida mansa na cidade e o motor esperto (com o carro vazio) também é amigável com o bolso graças ao bom consumo. De quebra, o acabamento é bom e a visibilidade também. Atualmente, o único concorrente direto é o Volkswagen up! Track, de R$ 46.903.


Ficha técnica



Motor: Dianteiro, transversal, 3 cilindros em linha, 1.0, 6V, comando simples, flex

Potência: 77/72 cv a 6.250/6.000 rpm

Torque: 10,9/10,4 kgfm a 3.250 rpm

Câmbio: Manual de 5 marchas, tração dianteira

Direção: Elétrica

Suspensão: Independente McPherson (dianteira) e eixo de torção (traseira)

Freios: Discos ventilados (dianteira) e tambores (traseira)

Pneus: 175/65 R14

Comprimento: 3,82 m

Largura: 1,65 m

Altura: 1,54 m

Entre-eixos: 2,37 m

Tanque: 48 litros

Porta-malas: 290/272 litros (fabricante/Autoesporte)

Peso: 1.025 kg

Central multimídia: base para celular, disponível no Kit Tech Live On (R$ 3.602)

Garantia: 3 anos

Cesta de peças: R$ 4.635,18*

Seguro: R$ 1.828**

Revisões 10 mil km: R$ 236

Revisões 20 mil km: R$ 444

Revisões 30 mil km: R$ 404


*Cesta de peças consiste de: Retrovisor direito, farol direito, parachoque dianteiro, lanterna traseira direita, filtro de ar (elemento), filtro de ar do motor, jogo de quatro amortecedores, pastilhas de freio dianteiras, filtro de óleo do motor e filtro de combustível.


**Seguro: as cotações foram feitas pela Saucedo Seguros (11 2506-9242) com base no perfil de um homem de 40 anos, casado, morador da zona sul de São Paulo, sem bônus.

saiba mais

 


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/tes ... refly.html

Re: Teste: Fiat Uno Way 1.0 Firefly

Enviado: 09 Mar 2017, 16:37
por Kicksilver
Queria entender a metodologia desses testes de consumo.

2km/l de diferença entre cidade e estrada. :lol:

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