Ribanceira abaixo, confiança acima
Enviado: 11 Abr 2017, 05:43
Ribanceira abaixo, confiança acima
Do Auto Esporte

Playground de Jeep: (Foto: Chico Barbosa)
Quando cheguei ao topo do morro e o instrutor me disse para eu olhar a ribanceira abaixo, tirar o pé do acelerador (obviamente, pensei comigo) e do freio (do freio também???) e deixar o carro descer sozinho, foi inevitavelmente lembrar de uma avaliação que havia feito meses atrás. Foi praticamente a mesma situação. Recordo aqui:
O meu orientador-navegador pediu para eu parar de uma vez o carro.
Olhei para baixo, uma ribanceira com uma trilha em ziguezague se desenhava, toda rodeada por vegetação, sem que se pudesse enxergar o fim. Diante do que via (melhor dizendo, do que não via), logo pensei que o meu companheiro de aventura iria me sugerir dar meia volta e voltar. Que nada. Do banco do passageiro, ele indicou para eu apertar um botão no console e, na sequência, dar outros dois toques em um controle na direção.
— Pronto — disse ele, com toda calma do mundo. E continuou a ditar os próximos passos, com um sorrisinho contido:
— Agora você tira os pés do acelerador e do freio e deixa que o próprio carro vai controlar a descida.
Evidentemente meu pé, por instinto, estava longe do acelerador. Mas será que eu deveria deixar o pedal do freio também livre, leve e solto?
O fato é que deu. Fiquei apenas no comando da direção, enquanto o veículo ditava o ritmo morro abaixo — literalmente. No começo estava receoso — os mais maldosos vão dizer que até temeroso. Bastou jogar parte da responsabilidade nas mãos do meu colega motorizado — e ele corresponder —, que eu relaxei e curti a experiência.
Voltamos aos dias de hoje. Quando ouvi do instrutor a mesma sequência, pare, tire os pés do comando, deixe o carro ir sozinho que ele sabe o que faz, não tive dúvida. Ainda brinquei:
— E eu eu acelerasse?
Ao que ele, receoso se eu estava brincando ou falando sério, foi categórico:
— Nem pensar!
Sorri e fiz meu caminho, ouvindo as gracinhas de um amigo-jornalista que estava no banco traseiro e já havia feito o mesmo percurso. Estávamos em um grupo comemorando o Dia do 4x4, fazendo provas off-road, descendo valas, subindo montanhas, mergulhando em água. Colocando as rodas na terra e na lama, “pegando o touro pelo chifre”, como se diz.
Enquanto ia fazendo os exercícios, pensava comigo como o motorista off road pode se condicionar rapidamente às novas situações. Se naquela minha primeira experiência eu fui guiado pela cautela, nesta segunda estava sendo dirigido pela tranquilidade e, em alguns aspectos, até pela coragem. O desafio era terminar a aventura sem converter essa tal coragem em imprudência.
Desta vez, passei no teste.
*Viagem feita a convite da Jeep do Brasil
Siga o Car & Fun pelas redes sociais de Chico Barbosa:
Facebook: @chico.barbosa.oficial
Instagram: @chico.barbosa
Twitter: @chico_barbosa
Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Blo ... acima.html
Do Auto Esporte

Playground de Jeep: (Foto: Chico Barbosa)
Quando cheguei ao topo do morro e o instrutor me disse para eu olhar a ribanceira abaixo, tirar o pé do acelerador (obviamente, pensei comigo) e do freio (do freio também???) e deixar o carro descer sozinho, foi inevitavelmente lembrar de uma avaliação que havia feito meses atrás. Foi praticamente a mesma situação. Recordo aqui:
O meu orientador-navegador pediu para eu parar de uma vez o carro.
Olhei para baixo, uma ribanceira com uma trilha em ziguezague se desenhava, toda rodeada por vegetação, sem que se pudesse enxergar o fim. Diante do que via (melhor dizendo, do que não via), logo pensei que o meu companheiro de aventura iria me sugerir dar meia volta e voltar. Que nada. Do banco do passageiro, ele indicou para eu apertar um botão no console e, na sequência, dar outros dois toques em um controle na direção.
— Pronto — disse ele, com toda calma do mundo. E continuou a ditar os próximos passos, com um sorrisinho contido:
— Agora você tira os pés do acelerador e do freio e deixa que o próprio carro vai controlar a descida.
Evidentemente meu pé, por instinto, estava longe do acelerador. Mas será que eu deveria deixar o pedal do freio também livre, leve e solto?
O fato é que deu. Fiquei apenas no comando da direção, enquanto o veículo ditava o ritmo morro abaixo — literalmente. No começo estava receoso — os mais maldosos vão dizer que até temeroso. Bastou jogar parte da responsabilidade nas mãos do meu colega motorizado — e ele corresponder —, que eu relaxei e curti a experiência.
Voltamos aos dias de hoje. Quando ouvi do instrutor a mesma sequência, pare, tire os pés do comando, deixe o carro ir sozinho que ele sabe o que faz, não tive dúvida. Ainda brinquei:
— E eu eu acelerasse?
Ao que ele, receoso se eu estava brincando ou falando sério, foi categórico:
— Nem pensar!
Sorri e fiz meu caminho, ouvindo as gracinhas de um amigo-jornalista que estava no banco traseiro e já havia feito o mesmo percurso. Estávamos em um grupo comemorando o Dia do 4x4, fazendo provas off-road, descendo valas, subindo montanhas, mergulhando em água. Colocando as rodas na terra e na lama, “pegando o touro pelo chifre”, como se diz.
Enquanto ia fazendo os exercícios, pensava comigo como o motorista off road pode se condicionar rapidamente às novas situações. Se naquela minha primeira experiência eu fui guiado pela cautela, nesta segunda estava sendo dirigido pela tranquilidade e, em alguns aspectos, até pela coragem. O desafio era terminar a aventura sem converter essa tal coragem em imprudência.
Desta vez, passei no teste.
*Viagem feita a convite da Jeep do Brasil
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Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Blo ... acima.html