Novo regime automotivo não garante aumento do conteúdo nacional
Enviado: 09 Abr 2012, 16:11
E não me venham de mimi que nem está tão tijolo assim :crlguy:
Carsale, de São Paulo - O anúncio do novo regime automotivo, divulgado Governo Federal, não garante o aumento do índice de nacionalização dos veículos comercializados no país, segundo a consultoria IHS Automotive: há a necessidade de uma maior regulamentação do setor.
“Mesmo com a formulação das novas regras, ainda não há uma certeza de que teremos um índice de nacionalização dos produtos que evidencie uma proteção à indústria nacional. Por meio da quantidade de acordos bilaterais com outros países e da fragilidade das regras do decreto, não há uma certeza de que a bandeira levantada pelo governo seja atendida em curto prazo”, afirmou o diretor da IHS, Paulo Cardamone.
Ainda segundo o executivo, há diversos outros pontos que devem ser discutidos. “Podemos dizer que o novo regime seja um começo, mas ainda há diversas outras questões que precisam ser abordadas. Atualmente, temos uma alta carga tributária, um alto custo de produção, não há nada em andamento para o incentivo da exportação e ainda somos embrionários em questões como o incentivo à produção de carros elétricos”, disse Cadarmone.
Na questão das tecnologias dos veículos elétricos e híbridos, o diretor da IHS é mais contundente. “Se observarmos esse assunto como um todo, veremos uma grande distância da realidade. Primeiro devemos aumentar os investimentos em uma política eficaz de eficiência energética. Precisamos de motores mais modernos e com um foco maior na sustentabilidade. Já quanto à utilização real de carros elétricos, acredito em algo muito distante. Talvez um movimento maior a partir de 2025, mas ainda sem produção em larga escala”, concluiu.
Brasil no cenário global
Segundo números divulgados pela consultoria durante o III Fórum da Indústria Automobilística, o mercado global de automóveis deverá crescer 50% até 2020, atingindo os 115 milhões de veículos comercializados. Nesse cenário, o Brasil terá um grande papel, já que os BRICs (grupo de países em desenvolvimento, que inclui Brasil, Rússia, Índia e China, entre outros) representarão 42% desses números.
“Não é a toa que todos estão voltando os olhos para o Brasil. Esse é mais um motivo para avançarmos em políticas públicas, que não só protejam a indústria local, mas que garantam um mercado local mais competitivo, mais organizado e mais regulamentado. Deste modo, para que todos os que queiram investir por aqui saiam ganhando, assim como os consumidores nacionais”, afirmou Paulo Cadarmone.
http://carsale.uol.com.br/novosite/revi ... ticia=9192
Carsale, de São Paulo - O anúncio do novo regime automotivo, divulgado Governo Federal, não garante o aumento do índice de nacionalização dos veículos comercializados no país, segundo a consultoria IHS Automotive: há a necessidade de uma maior regulamentação do setor.
“Mesmo com a formulação das novas regras, ainda não há uma certeza de que teremos um índice de nacionalização dos produtos que evidencie uma proteção à indústria nacional. Por meio da quantidade de acordos bilaterais com outros países e da fragilidade das regras do decreto, não há uma certeza de que a bandeira levantada pelo governo seja atendida em curto prazo”, afirmou o diretor da IHS, Paulo Cardamone.
Ainda segundo o executivo, há diversos outros pontos que devem ser discutidos. “Podemos dizer que o novo regime seja um começo, mas ainda há diversas outras questões que precisam ser abordadas. Atualmente, temos uma alta carga tributária, um alto custo de produção, não há nada em andamento para o incentivo da exportação e ainda somos embrionários em questões como o incentivo à produção de carros elétricos”, disse Cadarmone.
Na questão das tecnologias dos veículos elétricos e híbridos, o diretor da IHS é mais contundente. “Se observarmos esse assunto como um todo, veremos uma grande distância da realidade. Primeiro devemos aumentar os investimentos em uma política eficaz de eficiência energética. Precisamos de motores mais modernos e com um foco maior na sustentabilidade. Já quanto à utilização real de carros elétricos, acredito em algo muito distante. Talvez um movimento maior a partir de 2025, mas ainda sem produção em larga escala”, concluiu.
Brasil no cenário global
Segundo números divulgados pela consultoria durante o III Fórum da Indústria Automobilística, o mercado global de automóveis deverá crescer 50% até 2020, atingindo os 115 milhões de veículos comercializados. Nesse cenário, o Brasil terá um grande papel, já que os BRICs (grupo de países em desenvolvimento, que inclui Brasil, Rússia, Índia e China, entre outros) representarão 42% desses números.
“Não é a toa que todos estão voltando os olhos para o Brasil. Esse é mais um motivo para avançarmos em políticas públicas, que não só protejam a indústria local, mas que garantam um mercado local mais competitivo, mais organizado e mais regulamentado. Deste modo, para que todos os que queiram investir por aqui saiam ganhando, assim como os consumidores nacionais”, afirmou Paulo Cadarmone.
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