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Teste instrumentado Renault Kwid Zen 1.0 – Receita pop

Enviado: 17 Ago 2017, 19:05
por Robô Troll
Teste instrumentado Renault Kwid Zen 1.0 – Receita pop
Do CarPlace | Publicado em Thu, 17 Aug 2017 15:44:02 +0000

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Renault Kwid Zen

A Renault sabe que o Brasil não é a Índia. Então não leve muito em consideração críticas infundadas dizendo que o novo Kwid é simplesmente um projeto indiano de baixo custo “empurrado” para nosso mercado. O carrinho, que virou sinônimo de insegurança ao zerar o teste de impacto do Global NCAP, estreou por aqui amplamente modificado e cercado de expectativa. Da imprensa, dos consumidores e também das marcas rivais. Afinal, o subcompacto fez sucesso logo na pré-venda – ao contrário de seus pares, VW up! e Fiat Mobi.
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A proposta da Renault é agressiva. Por preço realmente atrativo, a partir de R$ 29.990, ela entrega um hatch com ares e altura livre do solo de SUV (18 cm), e com desenho robusto e simpático. Em relação ao modelo original indiano, o Kwid nacional trouxe uma série de mudanças estruturais (que lhe renderam cerca de 140 kg extras), além de airbags laterais como item de série, somando 4 bolsas infláveis (incluindo as frontais obrigatórias). Somente o banco do motorista tem 9 kg extras, para se ter ideia da diferença entre os carros.

A receita para custar pouco fica evidente nos detalhes: as rodas aro 14″ são presas por apenas três parafusos, o limpador do para-brisa é de peça única, os botões dos vidros elétricos dianteiros ficam no painel e o quadro de instrumentos da versão intermediária Zen, como a testada aqui, não possui nem conta-giros. Economia, sim, mas nada que seja realmente incômodo no dia a dia. Por R$ 34.990, o Kwid Zen já vem de série com ar-condicionado e direção elétrica, além dos vidros elétricos na dianteira e abertura interna do tanque e do porta-malas (com rádio, passa a R$ 35.390). É um valor que, comparado à concorrência, deixa o modelo da Renault em evidência.

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Vejamos: o Fiat Mobi Like, ainda com o velho motor 1.0 Fire de 4 cilindros, é tabelado a R$ 39.780. Vem com ar e direção assistida de série, mas tem sistema hidráulico (em oposição ao elétrico do Kwid). Para levar um Mobi mais equivalente ao Renault, é preciso desembolsar R$ 41.260 pela versão Drive, aí sim com motor 1.0 de 3 cilindros e direção elétrica. Passando ao VW up!, o preço inicial de R$ 37.990 é praticamente uma pegadinha, pois para ter ar-condicionado e direção elétrica o modelo já pula para R$ 43.240.

Temos então uma diferença de R$ 4.790 para o Fiat e de R$ 8.250 para o VW. Por isso, a nossa ideia inicial de fazer um comparativo entre os três terminou nesta análise. É muita distância para um carro de entrada, que mira orçamentos apertados. Na prática, o único rival em preço do Kwid Zen seria o Chery QQ, que parte de R$ 25.990 e chega a R$ 31.490. Mas a gente testou o carro chinês faz pouco tempo e podemos dizer: ele ainda está num estágio evolutivo anterior ao do pequeno Renault.
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E aí volto à afirmação do começo do texto: o Kwid brasileiro não é o indiano. É um carrinho pequeno e simples, mas que nunca transmite sensação de baixa qualidade ou fragilidade. O acabamento é obviamente todo de plástico rígido cinza, no padrão Sandero, mas com peças bem montadas e sem rebarbas. O banco é fino e tem o encosto integrado ao apoio de cabeça, mas não maltrata o corpo mesmo depois de horas ao volante. E o banco traseiro já vem de série com fixação Isofix para cadeirinhas infantis.

O que pega é o espaço interno, principalmente devido à cabine estreita. Você dirige com o ombro encostando na porta e fica com o passageiro ao lado muito próximo. No banco traseiro é a mesma coisa – nem pense em três adultos ali. Mas o espaço para a cabeça e para as pernas é bom, tanto na frente quanto atrás. Já o porta-malas surpreende positivamente: com 290 litros, é mais comprido que o do up! (285 litros) e bem mais que o do Mobi (215 litros).

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A posição de dirigir, ao menos para mim, não foi tão fácil de achar. Isso porque o pequeno volante não ajusta em altura nem profundidade, e falta um local definido para apoiar o pé esquerdo. Em compensação, a direção elétrica e o câmbio (ambos exclusivos do Kwid) são melhores que os do Sandero. A direção é bem leve e não muito direta, para deixar o carro fácil de manobrar e confortável na cidade. Já a transmissão tem engates mais curtos e macios que os do irmão maior – eu diria até que é o melhor engate dos Renault manuais que já testei -, enquanto a embreagem é leve e fácil de modular.

A suspensão robusta e elevada trabalha muito bem nas judiadas ruas brasileiras, passando tranquilo por toda sorte de obstáculos urbanos (lombadas, valetas, quebra-molas e buracos). O Kwid tem bom curso de molas e amortecedores, sem, no entanto, deixar a carroceria muito solta. Não dá sustos nas curvas, inclinando de forma moderada, embora seja preciso levar em conta que os pneus são estreitos (165/70) e não demoram a desgarrar.
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Uma das sacadas do carrinho é seu baixo peso, que não exige muito do motor. Assim, a Renault pôde economizar mais um pouco tirando o variador de fase dos comandos do propulsor 1.0 3 cilindros SCe. O Kwid conta com 66/70 cv de potência e 9,4/9,8 kgfm de torque, contra 79/82 cv e 10,2/10,5 kgfm da dupla Sandero/Logan. Os números são modestos se comparados aos da nova safra de tricilíndricos do mercado, mas têm de impulsionar apenas 779 kg – para efeito de comparação, o Sandero 1.0 pesa 1.011 kg.

O resultado é um carrinho de saídas ágeis e boa força para encarar as ladeiras, especialmente na cidade. Prova disso foi que ele cravou 13,9 segundos na aceleração de 0 a 100 km/h em nossas medições, ou 0,6 s a menos que o Sandero. Também foi mais rápido que o Mobi Drive (14,5 s) e o up! (14,8 s). Deslancha sem problemas em vias rápidas e encara pequenas viagens sem sufoco. Mas, na estrada, as limitações do Kwid ficam mais evidentes. Falta potência para desenvolver velocidade, a direção fica “boba” demais e, o pior, o carro treme todo a partir dos 120 km/h. Por fim, o pedal do freio tem tato um tanto borrachudo. Mas as frenagens ocorreram em curtos espaço, novamente beneficiadas pelo peso pluma do hatch.
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O que também sai ganhando com o carro leve é a economia de combustível: com médias de 10,2 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada (com etanol), o Kwid teve resultado muito próximo do Mobi 3 cilindros, nosso recordista de consumo. Pena o tanque ter apenas 38 litros, o que proporciona autonomia inferior à dos rivais – o do Mobi tem 47 litros e o up!, 50 litros. E desconfie da precisão do mercador de combustível: abasteci quando ele marcava meio tanque e entraram 25 litros! Mas isso é problema desde os primeiros Sandero.

Após uns dias com o Kwid, vemos que suas economias realmente não incomodam. O limpador único tem boa área de varredura, os comandos dos vidros no painel ficam próximos (na porta ficariam espremidos por conta da cabine estreita) e o conta-giros é de certa forma substituído pelo alerta de troca de marcha, que ajuda a dirigir gastando menos. Além dela, há um visor na parte debaixo do quadro de instrumentos que varia de cor, de verde a vermelho, para indicar condução econômica ou não. Pena que o motor moderno ainda tenha o velho tanquinho de gasolina da partida a frio…
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Barato de comprar, barato de rodar e… barato de manter. A Renault prevê gasto de R$ 2.449 de revisões durante 60 mil km. Para cobrir os 3 anos de garantia, são três revisões de R$ 388, uma a cada 10 mil km. E quem optar por financiar o Kwid pelo Banco Renault “ganha” mais dois anos de garantia, chegando a 5 no total. Por fim, o seguro para nosso perfil (homem casado, 35 anos, morador da zona sul de São Paulo) ficou na média de R$ 2.250, sendo a cotação mais baixa por R$ 1.830.

Ao fim do teste, não me restaram dúvidas de que o Kwid chega como a melhor opção de compra na faixa dos R$ 35 mil. Tanto é que esta versão intermediária Zen deverá responder por cerca de 60% das vendas. Já se a conversa for para a seara dos R$ 40 mil, como na versão de topo Intense, aí o próprio Sandero se revela uma opção mais “completa” de compacto, oferecendo maior espaço, potência e aptidão para viagens.

Fotos: Rafael Munhoz
Renault Kwid 1.0 Zen 2018




MOTOR
dianteiro, transversal, 3 cilindros, 12 válvulas, 999 cm3, comando duplo sem variador, flex


POTÊNCIA/TORQUE
66/70 cv a 5.500 rpm / 9,4/9,8 kgfm a 4.250 rpm


TRANSMISSÃO
manual de cinco marchas; tração dianteira


SUSPENSÃO
independente McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira


RODAS E PNEUS
aço com calotas, aro 14″, pneus 165/70 R14


FREIOS
discos sólidos na dianteira e tambores na traseira, com ABS e EBD


PESO
779 kg em ordem de marcha


DIMENSÕES
comprimento 3.680 mm, largura 1.579 mm, altura 1.474 mm, entre-eixos 2.423 mm


CAPACIDADES
tanque 38 litros; porta-malas 290 litros


PREÇO
R$ 34.990








MEDIÇÕES MOTOR1







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Aceleração




0 a 60 km/h
5,5 s



0 a 80 km/h
9,2 s



0 a 100 km/h
13,9 s


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Retomada




40 a 100 km/h em 3a
12,9 s



80 a 120 km/h em 4a
15,5 s


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Frenagem




100 km/h a 0
40,8 m



80 km/h a 0
25,2 m



60 km/h a 0
14,1 m


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Consumo (etanol)




Ciclo cidade
10,2 km/l



Ciclo estrada
14,3 km/l




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Ver a notícia Teste instrumentado Renault Kwid Zen 1.0 – Receita pop diretamente no site CARPLACE.


Fonte: https://br.motor1.com/reviews/176600/te ... e-campeao/

Re: Teste instrumentado Renault Kwid Zen 1.0 – Receita pop

Enviado: 17 Ago 2017, 20:42
por RockMaan
Sem conta-giros :hateogw: (ok, o Up! de 43k também não tem)

Re: Teste instrumentado Renault Kwid Zen 1.0 – Receita pop

Enviado: 18 Ago 2017, 05:17
por rlaranjo
Vocês estão esquecendo que estamos falando do carro mais barato fabricado no Brasil. É só o essencial.

Re: Teste instrumentado Renault Kwid Zen 1.0 – Receita pop

Enviado: 18 Ago 2017, 05:52
por Ramiel
Esse parece pobre sem ser escroto. Honesto pelo menos...

Re: Teste instrumentado Renault Kwid Zen 1.0 – Receita pop

Enviado: 18 Ago 2017, 15:16
por Clands
Está com cara do Novo Uno da Renault. E o Novo Uno é bizarro demais.

Re: Teste instrumentado Renault Kwid Zen 1.0 – Receita pop

Enviado: 18 Ago 2017, 16:30
por AlvoErrado2
Essa bosta pesa 232 kg a menos que o Sandero e mesmo assim só consegue ser 0,6s mais rápido?

Isso deve virar pasta de metal num crash test igual o Mille. :trollbanguela:

Re: Teste instrumentado Renault Kwid Zen 1.0 – Receita pop

Enviado: 18 Ago 2017, 19:51
por EHIDEKI
devo dizer que a renault, pela primeira vez na historia, me parece estar dando uma bola dentro!!! esse kwid tem tudo para arregaçar lindo com a concorrência.

Re: Teste instrumentado Renault Kwid Zen 1.0 – Receita pop

Enviado: 18 Ago 2017, 21:15
por K.D.R
EHIDEKI escreveu:devo dizer que a renault, pela primeira vez na historia, me parece estar dando uma bola dentro!!! esse kwid tem tudo para arregaçar lindo com a concorrência.
vc está usando drogas?

Re: Teste instrumentado Renault Kwid Zen 1.0 – Receita pop

Enviado: 18 Ago 2017, 21:53
por Johnnie Walker
Meu maior problema com esse carro são as rodas de Corcel com três parafusos.

Re: Teste instrumentado Renault Kwid Zen 1.0 – Receita pop

Enviado: 21 Ago 2017, 09:27
por Kicksilver
Pelo que vi, espaço interno desse Kwid é ridículo.

Enviado de meu Nexus 5 usando Tapatalk

Re: Teste instrumentado Renault Kwid Zen 1.0 – Receita pop

Enviado: 21 Ago 2017, 18:00
por RockMaan
Kicksilver escreveu:Pelo que vi, espaço interno desse Kwid é ridículo.

Enviado de meu Nexus 5 usando Tapatalk
True

Naquele vídeo dos 2 caras da 4 Rodas mostrando o ele e o Up, no Kwid eles ficaram quase com os ombros grudados :lol:

É consideravelmente mais apertado que o Up

Re: Teste instrumentado Renault Kwid Zen 1.0 – Receita pop

Enviado: 21 Ago 2017, 18:45
por EHIDEKI
levando em consideração que é um carro para uso predominantemente urbano (e, portanto, muitas vezes vai somente com o motorista), eu acho que está totalmente dentro da proposta.
não existe almoço grátis! ainda que o kwid tem 4ab, o que é uma primazia no segmento.
enfim, eu acho o kwid um carro honesto pelo preço (diferente do mobi, que é um lixo e ainda custa caro, ou o up!, que até pode ser melhor construído, mas o preço está longe de justificar).

Re: Teste instrumentado Renault Kwid Zen 1.0 – Receita pop

Enviado: 30 Ago 2017, 16:09
por Buzz
Ramiel escreveu:Esse parece pobre sem ser escroto. Honesto pelo menos...
Quer dizer que ele é escroto, mas como é bontinho você ignora? :flametroll:

Re: Teste instrumentado Renault Kwid Zen 1.0 – Receita pop

Enviado: 31 Ago 2017, 13:41
por Ramiel
Buzz escreveu:
Ramiel escreveu:Esse parece pobre sem ser escroto. Honesto pelo menos...
Quer dizer que ele é escroto, mas como é bontinho você ignora? :flametroll:
Disse q é pobre, não q é escroto

Re: Teste instrumentado Renault Kwid Zen 1.0 – Receita pop

Enviado: 31 Ago 2017, 23:53
por Doutor Givago
EHIDEKI escreveu:levando em consideração que é um carro para uso predominantemente urbano (e, portanto, muitas vezes vai somente com o motorista), eu acho que está totalmente dentro da proposta.
não existe almoço grátis! ainda que o kwid tem 4ab, o que é uma primazia no segmento.
enfim, eu acho o kwid um carro honesto pelo preço (diferente do mobi, que é um lixo e ainda custa caro, ou o up!, que até pode ser melhor construído, mas o preço está longe de justificar).
Concordo, a proposta do carro me parece ser pé de boi mesmo e com o preço "de acordo". A diferença é que a Renault deixa isso bem claro.