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Direto de 2002: o que achamos do primeiro Volkswagen Polo 1.0

Enviado: 25 Ago 2017, 21:00
por Robô Troll
Direto de 2002: o que achamos do primeiro Volkswagen Polo 1.0
Do Auto Esporte


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Logo depois do lançamento, o 1.0 estava disponível em várias versões: básica, Plus, Comfortline e até Sportline (Foto: Oswaldo Palermo/Autoesporte)


 


O novo Volkswagen Polo está sendo apresentado aos pouquinhos e ainda não temos a confirmação oficial de todos os motores. Contudo, o modelo mais barato deve vir apenas com o 1.0 MPI aspirado de três cilindros, basicamente o mesmo propulsor que equipa o up! e outros VW. Será que ele vai repetir a história do antigo Polo 1.0, lançado em agosto de 2002?


Para quem não se lembra, o modelo 1.0 chegou depois dos 1.6 e 2.0, introduzidos no mês de maio daquele ano, mas tinha o mesmo grau de requinte e construção esmerada. Contudo, foi lançado na mesma semana em que o IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) dos carros com motores acima de 1.0 foi achatado: os 1 litro passaram a pagar 9% e os demais 16%. A diferença de preço planejada inicialmente entre o Polo popular e o 1.6 era grande - R$ 25 mil contra R$ 29 mil -, mas em pouco tempo ele era vendido por apenas R$ 600 a menos. Nem mesmo uma versão mais depenada deu conta de transformar a configuração em um sucesso.


O atual não deve repetir a mesma sina, ainda mais porque terá até opção TSI. Mesmo o aspirado promete ser mais esperto. No up!, o propulsor EA 211 gera até 82 cv e 10,4 kgfm, contra os 79 cv e 9,7 kgfm do antigo Polo 1 litro, que tinha 3 cv a mais que o EA 111 aplicado no Gol. Mesmo tendo também quatro válvulas por cilindro, o novo tricilíndrico tem atrito reduzido e também é mais esperto graças alguns recursos, exemplo do comando de válvulas variável na admissão, que o ajuda a entregar a força máxima a apenas 3.000 rpm, contra 4.500 giros do antecessor de 2002.


Isso não ajudou no desempenho do primeiro Polo popular, cujo fôlego antes dos 3.000 giros mostrava um "certo marasmo", ainda que o peso de 1.073 kg nem fosse tão elevado. O que pegava eram as relações desfavoráveis de peso/potência e peso/torque, nem as marchas extremamente curtas corrigiram a deficiência. Foram algumas das impressões do jornalista Hairton Ponciano Voz no teste publicado na edição de agosto de 2002 da Autoesporte. Confira a matéria logo abaixo.


Despojado só no desempenho



O conforto é de carro de luxo: ao acionar o controle remoto, a porta destrava-se e a luz interna acende. Quando o velocímetro chega a 20 km/h, o pino da porta desce suavemente. E, assim como desce, volta a subir no momento em que a chave é retirada da ignição.

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Inscrição 16V era o único detalhe que entregava a versão; as rodas aro 15 eram opcionais (Foto: Oswaldo Palermo/Autoesporte)


 


Se o motorista não estiver bem acomodado, pode regular não só o banco (que tem ajuste de altura), mas também o volante, em altura e profundidade. Com os faróis acesos, o painel ganha uma suave coloração azul, de bom gosto. O ar-condicionado tem painel de controle digital, e todo o interior é revestido com um material suave ao toque, normalmente encontrado só em carros de categoria superior.


Tudo, ou melhor, quase tudo nesse carro agrada. O problema é que o tempo que você levou para chegar até a esta parte do texto (cerca de 35 segundos) é menos do que o Polo 1.0 gasta para vencer os primeiros 1.000 metros, partindo da imobilidade. Você até pode apelar para leitura dinâmica e baixar este tempo, mas o Polo 'popular', não.


Ele só fecha o primeiro quilômetro em 37,9 segundos quando a largada é feita com o motor 'cheio', e com as marchas trocadas no limite de rotação do motor. Outro número que combina pouco com um carro tão bonito é o que mostra a aceleração de 0 a 100 km/h: 17 segundos, ou o tempo necessário para chegar mais ou menos à metade do primeiro parágrafo. Faça você mesmo o teste – o de leitura, digo.

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O desenho dessa geração do Polo perduraria até 2015 com algumas alterações (Foto: Oswaldo Palermo/Autoesporte)


 


O desempenho proporcionado pelo motor 1.0 de 16 válvulas e 79 cavalos (a novidade deste Polo) é, no fim, o que menos agrada no simpático hatch, previsto para chegar às lojas em meados de agosto. Não por falta de potência, mas sim porque o carro é pesado, resultado do bom nível de acabamento e equipamentos. O Polo 1.0 pesa 1.073 kg, o que resulta numa relação peso/potência de 13,6 kg/cv. Não é tão ruim (o Mille Fire, de 805 kg e 55 cv, tem relação pior, de 14,6 kg), mas a sensação é que o Polo se arrasta mais. Por quê? Porque o motor de 16 válvulas mostra certo marasmo abaixo de 3 mil rpm, mesmo com as adaptações feitas exclusivamente para o Polo.


Quem não quiser ficar nervoso ao volante do carro (como eu) tem de trocar marchas sempre na faixa de 4 mil giros (o torque máximo, de 9,7 kgfm, aparece a 4.500 rpm), e não pode ter preguiça de reduzir. O ruído aumenta um pouco, mas aí pelo menos o Polo deslancha.

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Painel tinha acabamento macio e nível de construção de carro de luxo (Foto: Oswaldo Palermo/Autoesporte)


 


Outro sintoma do carro é que a 120 km/h em quinta marcha, por exemplo, o conta-giros aponta para cerca de 4.500 rpm, rotação já relativamente alta para uma velocidade de cruzeiro. Isso é o resultado da adoção de relações mais curtas, solução dada pela engenharia para melhorar as reações do carro.


A Volkswagen quis fazer um carro 1.0 mais sofisticado, e não um veículo 'pelado'. Caso contrário, ele poderia tirar mercado não só de Fiesta, Palio e Corsa, mas também do Gol. Para evitar a briga interna, a montadora fez um carro com o mesmo padrão de equipamentos do Polo com motorização superior (1.6 e 2.0). A única diferença é a inscrição '16V' na traseira. Assim, não espere preço baixo. Embora a montadora não tenha tocado em assunto tão espinhoso até o final de julho, estima-se que o Polo 1.0 não vá custar muito abaixo de R$ 25 mil.

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Porta-copos retrátil era um toque refinado do interior do Polo (Foto: Oswaldo Palermo/Autoesporte)


 


O motor é o do Gol, mas com algumas mudanças. Além das alterações para instalá-lo na transversal (no Gol ele é longitudinal), o coletor de admissão cresceu em diâmetro e comprimento, e o corpo da borboleta também ficou maior. Além disso, o propulsor alcança maior rotação, o que também favorece o aumento de potência. No Polo 1.0, a potência máxima aparece a 6.500 rpm (6.000 no Gol). Com todas as mexidas, o motor EA 111 foi de 76 cv no Gol para 79 cv no Polo. Ainda assim, insuficiente para deixar a gente muito feliz ao volante.


A unidade testada por Autoesporte veio até com freios ABS, mas o sistema andou dando uns sustos: quando se freia sobre piso irregular, o dispositivo libera pressão de frenagem se a roda pára de girar (o que ocorre quando está saltitando sobre alguma imperfeição). E a sensação de pisar no freio e o carro continuar andando não é das melhores. Discos e tambores têm o mesmo diâmetro dos do Polo 1.6. A suspensão agrada: levemente firme, transmite sensação de segurança nas curvas, e é confortável.

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Ar-condicionado digital e rádio CD player integrados ao painel davam requinte (Foto: Oswaldo Palermo/Autoesporte)


 


Se não empolga tanto no acelerador, o Polo tem outros atrativos. O primeiro é mesmo visual: por fora e por dentro, o carro tem estilo agradável e simpático. É bem mais sóbrio que Corsa e Fiesta, porém muito mais elegante. Não há como não associar o conjunto de faróis e lanternas, ovalados, à frente dos Mercedes.


Por dentro o carro também agrada bastante. Como nas outras versões de motorização, o volante de quatro raios é belo. A direção eletro-hidráulica, precisa, é item de série, e o modelo veio com dois airbags (opcionais). Dependendo da versão de acabamento, o Polo 16V pode vir com iluminação nos espelhos dos quebra-sóis e computador de bordo. Há ainda porta-copos no painel e no console central, uma gaveta sob o banco do motorista e um porta-objetos até sobre o painel.

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Quebra-sol é equipado com espelho iluminado (Foto: Oswaldo Palermo/Autoesporte)


 


A Volkswagen preferiu enfatizar que desde o início de desenvolvimento do Polo 1.0 (há cerca de 18 meses, ou bem antes da chegada das versões 1.6 e 2.0 ao mercado), a idéia era oferecer o mesmo nível de equipamentos dos modelos de maior cilindrada (daí o maior peso; daí o desempenho morninho).


Esse objetivo certamente foi conseguido. Para se ter uma idéia, até aquela prosaica vareta que segura o capô mesmo em veículos bem mais caros foi substituída por um amortecedor, que levanta sozinho a tampa do motor. Pena que os engenheiros não aproveitaram a facilidade para instalar também uma turbina…

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Motor 1.0 era pouco mais potente do que o mesmo utilizado no Gol e as marchas mais curtas que no Polo 1.6 (Foto: Oswaldo Palermo/Autoesporte)


 


Ficha técnica



Motor: Dianteiro, transversal, 4 cil. em linha, 1.0, 16V, comando duplo, injeção eletrônica de gasolina

Potência: 79 cv a 6.500 rpm

Torque: 9,7 kgfm a 4.500 rpm

Câmbio: Manual de cinco velocidades, tração dianteira

Direção: Eletro-hidráulica

Suspensão: Independente, McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira

Freios: Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira

Pneus: 185/60 R 14

Comprimento: 3,89 m

Largura: 1,65 m

Altura: 1,48 m

Entre-eixos: 2,46 m

Capacidade do tanque: 45 litros

Peso: 1.073 kg

Porta-malas: 270 litros

saiba mais

 


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... lo-10.html

Re: Direto de 2002: o que achamos do primeiro Volkswagen Polo 1.0

Enviado: 26 Ago 2017, 03:28
por p_h
"O conforto é de carro de luxo: ao acionar o controle remoto, a porta destrava-se e a luz interna acende. "

HAHAHAHAHA

Re: Direto de 2002: o que achamos do primeiro Volkswagen Polo 1.0

Enviado: 26 Ago 2017, 07:09
por Pablo
É auto esporte. :fodase:

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Re: Direto de 2002: o que achamos do primeiro Volkswagen Polo 1.0

Enviado: 26 Ago 2017, 09:09
por Johnnie Walker
O Polo 1.0 fez tanto sucesso que é mais fácil você achar dente de galinha do que Polo 1.0 pra vender.

Re: Direto de 2002: o que achamos do primeiro Volkswagen Polo 1.0

Enviado: 26 Ago 2017, 14:29
por K.D.R
Existiu 1.0 dessa geração??? Nao sabia. :fodase:

Re: Direto de 2002: o que achamos do primeiro Volkswagen Polo 1.0

Enviado: 26 Ago 2017, 16:08
por Johnnie Walker
Outro número que combina pouco com um carro tão bonito é o que mostra a aceleração de 0 a 100 km/h: 17 segundos, ou o tempo necessário para chegar mais ou menos à metade do primeiro parágrafo. Faça você mesmo o teste – o de leitura, digo.
Bonito? :lol: :areyou:

17 segundos pra atingir 100 km/h... :hateogw:

Re: Direto de 2002: o que achamos do primeiro Volkswagen Polo 1.0

Enviado: 28 Ago 2017, 08:57
por Kicksilver
17s :hateogw:

Mas pior que sempre fui simpático ao Polo

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Re: Direto de 2002: o que achamos do primeiro Volkswagen Polo 1.0

Enviado: 28 Ago 2017, 20:38
por RockMaan
Pior que não tá muito diferente de muito 1.0 de até uns 2 anos atrás :lol: :hateogw:

Re: Direto de 2002: o que achamos do primeiro Volkswagen Polo 1.0

Enviado: 30 Ago 2017, 17:29
por Buzz
Muito à frente do seu tempo.
Tanto tempo depois ainda deu uma surra na maioria dos compactos nacionais:

https://youtu.be/Kn8CfaW7KTI

:ogy:

Re: Direto de 2002: o que achamos do primeiro Volkswagen Polo 1.0

Enviado: 04 Set 2017, 22:55
por Kicksilver
Polo sempre passou imagem de carro superior aos seg B daqui. Não tinha concorrente.

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