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Teste: Mini Countryman John Cooper Works

Enviado: 18 Set 2017, 16:05
por Robô Troll
Teste: Mini Countryman John Cooper Works
Do Auto Esporte


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Testado rapidamente no autódromo de Interlagos, Countryman justifica a sigla JCW (Foto: Divulgação)


 


John Cooper foi o cara que colocou o seu sobrenome nos Mini, após transformar o simpático modelo original de 1959 em um ganhador de ralis. Atualmente, a fama de bom preparador do falecido piloto vive na linha John Cooper Works, que acaba de aumentar com a chegada do Countryman JCW. Mais forte e exclusivo, o modelo ficará acima do Cooper S, cotado a R$ 193.950, com preço previsto por fontes da rede em torno de R$ 220 mil.


Essa diferença é justificada pelo nível de preparação e pelos itens extras. Seu 2.0 turbo é bem mais forte, são 231 cv e 35,6 kgfm de torque, contra 192 cv e 28,6 kgfm do Countryman Cooper S. É um patamar de força superior ao do 1.6 turbo de 218 cv usado pelo antigo JCW. Para aturar o tranco, o motor tem pistões novos e refrigeração mais eficiente, o que inclui um radiador adicional.

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Grade do tipo colmeia e para-choque repleto de entradas de ar são exclusivos do JCW (Foto: Divulgação)


 


Embora lá fora tenha opção manual de seis marchas, no Brasil a caixa é sempre a automática de oito velocidades e a tração 4X4 permanente vem de série, associada ao controle de largada. A força extra o leva de zero a 100 km/h em 6,5 segundos, 0,7 s a menos, e à velocidade máxima de 234 km/h. O sistema All4 só não faz bonito também nas trilhas por conta da altura reduzida do solo e dos pneus alérgicos a buracos. 


Por fora, o JCW é diferenciado pela grade tipo colmeia e pelo para-choque fendido por entradas de ar nas extremidades. O ar mais assentado no chão é reforçado pela altura de rodagem menor. Ao entrar, o nível de acabamento mais refinado salta aos olhos. Bancos envolventes revestidos por camurça têm abas laterais mais pronunciadas. Emblemas JCW por toda a parte e apliques vermelhos lembram do quanto a versão é especial. Há várias opções de cores, das clássicas branco, preto, vermelho e verde britânico de corrida, aos tons especiais, que incluem dois cinza, azul e verde. O teto pode vir em preto ou vermelho. 

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As laterais se destacam pelos adesivos e pelas rodas aro 19 calçadas em pneus baixos (Foto: Divulgação)


 


Impressões ao dirigir



Embora rápido, o primeiro contato não poderia ter sido em lugar melhor ou com melhor clima: o autódromo de Interlagos sob chuva. O Countryman não é tão ágil quanto o hatch JCW, de tração dianteira e entre-eixos curtinho, contudo, sua tração integral o deixou livre para despejar toda a sua potência sem medo de escapadas. A força é despejada normalmente na dianteira, mas o eixo traseiro é engatado por um sistema de múltiplas embreagens em uma fração de segundo. 


É só aproveitar e curtir o rugido mais grave e entremeado de pipocos nas passagens de marcha. As saídas de curva são entusiasmantes e as retomadas foram curtíssimas mesmo nos trechos mais travadinhos do Pinheirinho e Bico de pato. O 2.0 turbo tem força a todo momento, o torque máximo já é entregue aos 1.400 rpm e o platô vai até 5.000 giros, quando a potência entra com tudo.

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O visual quadradinho ficou mais claro na nova geração do Countryman (Foto: Divulgação)


 


Há três modos de ajuste da suspensão, direção, motor e transmissão: Green, mais eficiente, Mid, equilibrado entre performance e conforto, e Sport, que atrasa as trocas de marcha e deixa as respostas ao acelerador instantâneas. O equilibrado Mini foi o único modelo disponível no dia que pode ser dirigido nos modos mais brabos sem medo de ser feliz.


Sem falar que os pneus Pirelli PZero 225/45 calçados em rodas aro 19 ampliam ainda mais a aderência, o Countryman JCW aponta rápido e se mantém neutro o tempo inteiro, enquanto a suspensão mais esportiva (McPherson e multilink) com ajuste eletrônico não deixa a carroceria rolar. Mesmo frenagens pesadas antes dos cotovelos foram curtíssimas, mérito dos freios a disco ventilados nas quatro rodas projetados em conjunto com a italiana Brembo. Nem parece que ele é feito sobre uma versão maior da plataforma do hatch (UKL2).

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Painel tem detalhes em vermelho e seções macias ao toque (Foto: Divulgação)


 


Ter uma arquitetura compartilhada com o BMW X1 transformou o Countryman em um carro bem mais prático. Ele tem 4,29 metros de comprimento e 2,67 m de entre-eixos, ou seja, porte próximo dos crossovers compactos nacionais, mas é um latifúndio na terra dos Mini. É possível levar quatro adultos altos com relativo conforto, além de uma criança pequena. Os assentos traseiros estão instalados sobre trilhos, então você pode deslocá-los em até 13 centímetros para ampliar o vão para as pernas ou o espaço para bagagens - na posição normal, há 450 litros de volume no porta-malas.  


Custo-benefício e itens de série



Diante do preço elevado, a Mini realmente não poderia bobear no nível de acabamento e de equipamentos. Revestimentos em alcantara nos bancos, forros e volante colaboram para dar um ar mais sofisticado e esportivo. Afora isso, o JCW traz de série ar-condicionado com duas zonas, faróis de leds direcionais, tela multimídia de 8,8 polegadas sensível ao toque, câmera de ré, som Harman Kardon, teto solar panorâmico, head-up display e controle de cruzeiro com frenagem automática. O refinamento geral é elevado, o painel e laterais das portas são macios ao toque.

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Bancos envolventes e revestimento acamurçado em Alcantara diferenciam o JCW (Foto: Divulgação)


 


O único opcional listado é o assistente de estacionamento automático, que adiciona também os sensores de estacionamento dianteiros. Só estranhei a ausência de ajustes elétricos para os bancos dianteiros. É uma falha em um carro que cresceu ao ponto de enfrentar rivais premium como o Mercedes-Benz GLA. Contudo, o fato é que poucos oferecerão o nível de performance e de ajuste dinâmico que o Countryman JCW entrega.

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Central multimídia não ocupa todo o círculo que a contorna (iluminado por leds em várias cores) (Foto: Divulgação)


 


Ficha técnica - Mini Countryman JCW



Motor: Dianteiro, transversal, 4 cilindros em linha, 2.0, 16V, comando duplo com variação de fase, turbocompressor, injeção direta de gasolina

Potência: 231 cv entre 5.000 e 6.200 rpm

Torque: 35,6 kgfm entre 1.450 e 4.500 rpm

Câmbio: Automático de oito marchas; tração integral

Direção: Elétrica

Suspensão: Indep. McPherson (diant.) e Multilink (tras.)

Freios: Discos ventilados

Pneus: 225/45 R19

Dimensões: Comprimento 4,29 m; Largura 1,82 m; Altura 1,55 m; Entre-eixos 2,67 m

Tanque: 51 litros

Porta-malas: 450 litros (fabricante)

Peso: 1.555 kg

Garantia: 2 anos

saiba mais

 


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Ana ... works.html