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Avaliação: Haojue Lindy 125 e Nex 110

Enviado: 22 Set 2017, 11:19
por Robô Troll
Avaliação: Haojue Lindy 125 e Nex 110
Do Auto Esporte


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Scooter Haojue Lindy 125 e a motoneta Nex 110 (Foto: Roberto Dutra)


 


Cerca de três meses atrás, o boato correu pelas redes sociais: a Suzuki estava prestes a sair do Brasil. Tirou de linha vários modelos, parecia estar encolhendo e a caminho do fim. Não era nada disso: a J. Toledo, representante da marca, apenas enxugou suas operações e abriu uma empresa “irmã”, a JTZ Motos, para vender nas mesmas concessionárias alguns modelos da chinesa Haojue e da taiwanesa Kymco.



Agora, avaliamos o scooter Lindy 125 e a motoneta “tipo cub” Nex 110. A Lindy ocupa o lugar deixado pelo saudoso Suzuki Burgman, que em sua última encarnação ainda era um bom produto, mas tinha preço alto. Já a Nex é uma ressurreição de um tipo de motoquinha quase extinto no país — alguém se lembra da antiga Yamaha Neo AT 115? É bem por aí.

 


Primeiro a Nex



Começamos nosso passeio justamente com a Nex, que custa R$ 5.590. As expectativas não eram boas: de longe, parecia dura e fraca. Mas bastaram uma análise visual minuciosa e alguns metros ao guidom para tudo começar a mudar.



O acabamento é bem satisfatório, com peças de plástico bem encaixadas e desenho bacana — temos farol com desenho irregular, lentes transparentes nos piscas, lanterna grande e interessantes contrastes de cor. A pintura, aliás, impressiona: é viva, brilhosa.



Seu painel é simplezinho, mas simpático. Sob o banco, cabe um capacete aberto e uma capa de chuva, assim como no baú, item de série.



O banco é largo e, apesar da espuma mais rígida que o desejável, bastante satisfatório. A posição de pilotagem não exige ginástica e os comandos são simples e intuitivos. O câmbio é do tipo rotativo — tudo para baixo ou tudo para cima —, e sem manete de embreagem. É preciso que o piloto se acostume a usá-lo.



No primeiro trecho de nosso teste, a Nex passou tranquila em corredores estreitos e espaços pequenos entre os carros. O ótimo esterço e o corpo esguio contribuem muito para essa adequada agilidade.



Importante destacar que as rodas de liga leve grandes para um veículo pequeno (aro 17" na frente e 16" atrás, iguais aos de muitas motos) somadas ao vão livre de 14 cm, a tornam menos vulnerável a buracos que os scooters.

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Na sequência, pegamos um bom trecho de pista livre. Não é muito o habitat da Nex, mas chegamos com facilidade aos 80 km/h e, com certa insistência, batemos em 110 km/h no velocímetro — com níveis de ruído e vibração abaixo do esperado. O motorzinho monocilíndrico refrigerado ar, de 6,8 cv e 0,8 kgfm surpreendeu!



O problema da Nex é o câmbio de quatro marchas: macio quando subimos a marcha, mas duro para reduzir. Nesse caso, melhor usar o contrapedal e lhe dar uma “patada” para encaixar a marcha desejada.



A ciclística é confortável e a estabilidade superou as expectativas, sem reboladas nem sustos mesmo quando aceleramos mais forte. Mas vale destacar que o conjunto é duro, e sofremos ao passar em buracos. Os freios param bem a motoneta, mas é preciso algum cuidado com o dianteiro, que é muito sensível.



No balanço geral, a Nex superou longe as expectativas iniciais: dá impressão de construção sólida, é ágil, muito fácil de pilotar e até divertido, desde que se abstraiam o banco duro e o câmbio sofrido. Custa no limite da competitividade. Por R$ 4.500, seria bem mais atraente.


A vez da Lindy



Passamos, então, ao scooter Lindy 125, com preço de R$ 6 mil. Tem tamanho mais enxuto, posição de pilotar “sentada” e desenho moderninho, mas algo genérico — farol no meio do escudo frontal e piscas lá em cima, junto ao guidom. Há baratos como as lentes transparentes e a pintura de ótima qualidade.



No interior do escudo, há uma prática alça para pendurar bolsas, um porta-trecos limitado por ser muito estreito e uma bem-vinda tomadinha 12 v. O espaço sob o banco é maior que na Nex: cabe um capacete fechado e/ou pequenos objetos. E o baú traseiro também é de série.



A potência de 8,4 cv é superior à da Nex, mas o torque de 0,9 kgfm é igual. A entrega da força é diferente, mais linear e sem solavancos, já que aqui o câmbio é CVT.



Mas o desempenho não é superior. Há sempre aquela “patinada” típica dos scooters, enquanto que na Nex a marcha engata e a resposta é imediata. É um veículo para um condução mais dócil — inclusive porque suas rodinhas de 10 polegadas são bem vulneráveis a buracos. Pelo menos os pneus são de perfil alto, o que atenua certos impactos.



O banco, no entanto, é mais macio que o da Nex. O acabamento é um tantinho melhor e a condução, mais confortável — porém menos divertida. As suspensões são igualmente duras, e os freios dão conta do recado, mas não estancam como os da Nex. A proteção dada pelo escudo dianteiro é um diferencial. O Lindy é leve, ágil, prático, silencioso e bonitinho. O preço é bem competitivo: o Lindy custa menos que o antecessor Suzuki Burgman 125i (que era vendido por R$ 7 mil). Entre os rivais, o retrô Dafra Fiddle III 125 custa R$ 10 mil, enquanto os Honda PCX 150 e SH 150 saem por R$ 10 mil e R$ 12 mil. Já os Yamaha Neo 125 e partem de R$ 8 mil e R$ 11.700, respectivamente.

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Scooter Haojue Lindy 125 e a motoneta Nex 110 (Foto: Roberto Dutra)


 


Fichas técnicas



Haojue Nex 110



Preço: R$ 5.590

Origem: China / Brasil

Motor: a gasolina, monocilíndrico, 107cm³

Potência: 6,8cv (a 7.500rpm)

Torque: 0,8kgfm (a 4.500rpm)

Transmissão: câmbio rotativo com quatro marchas

Suspensões: garfos na frente e bichoque atrás

Freios: a disco na frente e a tambor atrás

Pneus: 60/100 R17 na frente e 90/80 R16 atrás

Dimensões: 1,90m (c), 122m (e.e.) e 75,5cm (altura do banco)

Peso: 103kg (seco)

Bagageiros: 7,8 litros (banco) e 26 litros (baú)

Consumo: 59km/l (Haojue)



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Haojue Lindy 125



Preço: R$ 5.990

Origem: China /Brasil

Motor: a gasolina, monocilíndrico, 124cm³

Potência: 8,4cv (a 7.000rpm)

Torque: 0,9kgfm (a 6.000rpm)

Transmissão: do tipo CVT

Suspensões: garfos na frente e monochoque atrás

Freios: a disco na frente e a tambor atrás

Pneus: 90/90 R10 na frente e 100/90 R10 atrás

Dimensões: 1,78m (c), 1,23m (e.e.), 73cm (altura do banco)

Peso: 106kg (seco)

Bagageiros: 11 litros (banco) e 26 litros (baú)

Tanque: 5,5 litros

Consumo: 35km/l (Haojue)

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Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... x-110.html

Re: <t>Avaliação: Haojue Lindy 125 e Nex 110</t>

Enviado: 25 Set 2017, 06:26
por Ramiel
Matéria paga? Sim ou com certeza?

Re: <t>Avaliação: Haojue Lindy 125 e Nex 110</t>

Enviado: 25 Set 2017, 10:07
por AlvoErrado2
Ramiel escreveu:
25 Set 2017, 06:26
Matéria paga? Sim ou com certeza?
Que nada, só uma matéria séria e bem executada!! :flametroll:

Tão bem feita a matéria, que nem fotos das motos separadas fizeram. :flametroll:

Re: <t>Avaliação: Haojue Lindy 125 e Nex 110</t>

Enviado: 25 Set 2017, 11:00
por Ramiel
:hateogwbaby: