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Teste: Nova Yamaha Fazer 250

Enviado: 27 Nov 2017, 08:43
por Robô Troll
Teste: Nova Yamaha Fazer 250
Do Auto Esporte


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Yamaha Fazer 250 (Foto: Stephan Solon / Divulgação )


 




A estrela da Yamaha no Salão Duas Rodas 2017 foi a novíssima Fazer 250, modelo 2018, que chega às lojas por R$ 14.990. E já andamos na moto para conferir suas mudanças.


Da antiga Fazer, a nova só manteve o motor. Continua lá o monocilíndrico flex de 249cm³, que rende até 21,5cv de potência e 2,1kgfm de torque. A única diferença é um ínfimo aumento de potência (0,6cv), fruto do novo filtro de ar: a caixa que o abriga dobrou de tamanho.


O chassi é todo novo. Antes com berço duplo inferior, agora é do tipo diamond, com o motor fazendo parte da estrutura (ou seja, é aberto embaixo). Mais leve, o novo quadro ajudou a moto a perder 4kg de peso — junto com o novo escape, redimensionado, e o tanque, que ficou menor (perdeu 4 litros, mas a Yamaha diz que a moto ainda tem autonomia superior a 400km, o suficiente para a categoria).


A roda traseira também mudou. Tem uma “tala” mais larga e agora calça pneu 140/70 (antes, era 130/70). E mais: a suspensão traseira perdeu o link e ganhou um amortecedor mais progressivo, para compensar.

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Yamaha Fazer 250 (Foto: Stephan Solon / Divulgação )


 


Posição mais esportiva



A ciclística também mudou um bocado: as pedaleiras do piloto foram recuadas, o guidom ficou mais alto e largo e as pedaleiras traseiras agora são fixadas diretamente no chassi — com isso, as pernas ficam menos dobradas (antes, eram posicionadas no bacalhau do chassi). Por fim, o ângulo do cáster e a medida do “trail” da moto diminuíram, o que, resumidamente, a deixam mais “curta” e bem mais ágil.


E há outros detalhes, como a nova posição do sistema ABS (para melhorar a centralização de pesos e massas), um radiador de óleo com quatro fileiras (antes eram duas) e a coroa da roda traseira maior, com 46 dentes — antes eram 45 dentes.


As novidades não são puramente cosméticas, mas o visual também passou por um pente-fino: do farol à rabeta, tudo é novo — abas laterais, banco, alças de garupa etc. A Fazer ficou moderna, agressiva e até parece uma moto maior.


Para completar, dois novos baratos importantes: a Fazer passa a a ser a primeira moto brasileira com quatro anos de garantia (as da Honda, por enquanto, têm três anos) e suas revisões passam a ter preço fixo. E, falando em preço, o modelo da Yamaha também passa a ser vendido em uma única versão, com ABS de série, por R$ 15 mil (só R$ 1 mil a mais do que antes).


Com tudo isso, a marca pretende reforçar a participação da Fazer no segmento, onde encara principalmente a Honda Twister 250 (de R$ 15.640 com ABS) e a Dafra Next 250 (que atualmente custa R$ 15 mil, sem ABS, mas vai mudar — a marca mostrou no salão a Next 300, que certamente chegará às lojas com um preço mais alto). Feitas as devidas apresentações, é hora de acelerar para ver os resultados de todo esse trabalho.

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Yamaha Fazer 250 (Foto: Stephan Solon / Divulgação )


 


Impressões ao dirigir



Nosso trajeto teve cerca de 100km por estradinhas secundárias em torno de Campos do Jordão, passando por lugares como Sapucaí-Mirim. Claro sinal de que a Yamaha bota fé na nova Fazer, pois havia trechos muitíssimo sinuosos e com subidas bem fortes. E a moto surpreendeu.


Já em posição, descobri um perfeito encaixe do corpo na moto. As pernas ficam mais dobradas mais do que eu gosto, mas é questão de costume — afinal, sou piloto habitual de motos custom. O encaixe dos joelhos no tanque é perfeito. Mas não curti a posição do guidom, mais alta do que antes. Parece que não casa com o resto.


Já nos primeiros quilômetros, vi que os espelhos são péssimos — e o próprio pessoal da Yamaha admitiu isso, culpando a eterna briga de engenharia e marketing (com hastes maiores seriam melhores, porém mais “feios”). O painel proporciona visibilidade razoável sob o sol — fica mais legível à noite, com os display brilhando. A novidade de ter consumos instantâneo e médio é ótima (em tempo: fizemos uma média de 32,5km/l na estrada, andando em ritmo animado).


As curvas vieram em número cada vez maior, umas mais fechadas e outras menos, quase sempre alternando de lado, e a moto se comportou de maneira excepcional: é muito segura, tem maneabilidade excelente e é ótima de curva. Pode deitar o cabelo que ela demora para raspar a pedaleira e jamais transmite insegurança. Por duas vezes cheguei a sair da trajetória ideal, mas a Fazer me permitiu a rápidas correções sem sustos.


E olha que os freios — mesmo com ABS — não mostraram respostas lá muito convincentes: pararam a moto, sim, mas com pequenas travadas e mais vibração que o desejável.

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Yamaha Fazer 250 (Foto: Stephan Solon / Divulgação )


 


Cheio de vontade



O motor, por outro lado, responde muitíssimo bem. A simples troca da coroa na roda traseira, com um dente a mais, contribui para que o torque apareça já em baixas rotações e para que o motor se mantenha “cheio” o tempo todo. Eventualmente é preciso reduzir uma marcha para estimulá-lo, mas é raro que dê aquelas “soluçadas”. Apesar desse apetite, os níveis de ruídos e vibrações foram razoavelmente baixos.


Depois de algum tempo ali em cima, o banco muito duro (como sempre, dona Yamaha...) e as suspensões bastante rígidas e com curso curto cobraram seu preço no meu condicionamento físico de de atleta de dominó. Uma parada no meio do percurso foi providencial para esticar o esqueleto e poder continuar sem pedir arrego. E tome curvas e algumas retas, nas quais foi possível esticar e ver que a moto se mantém no trilho mesmo sobre asfalto malhado.

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Yamaha Fazer 250 (Foto: Stephan Solon / Divulgação )


 


Melhor de três



Ao fim de nosso test-ride, ficou a certeza de que a Fazer de fato se tornou um produto muito aprimorado e é, neste momento, entre as três principais do segmento (junto com Twister e Next), a de melhor relação custo/benefício.


Não é por acaso que a Yamaha pretende aumentar sua produção (e também as vendas) em 30%, de 800 para 1.200 unidades por mês. Já é um passinho à frente para um dia, quem sabe, conseguir alcançar as 2.400/mês, em média, da Twister.

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Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/tes ... r-250.html