Como o cheirinho de carro novo mexe com a sua cabeça

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Robô Troll
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24 Jan 2018, 12:57

Como o cheirinho de carro novo mexe com a sua cabeça
Do Auto Esporte

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Comprar um carro seminovo pode até ser um bom negócio, mas a sensação de entrar em um 0 km recém-comprado é inexplicável. A não ser para a neurociência. Segundo Vanessa Clarizia, professora e especialista em neurociência aplicada ao mercado, “a estratégia dos últimos dez anos foi apostar no marketing sensorial”, ou seja, estimular o consumidor por meio de experiências envolvendo os sentidos: visão, tato, audição, paladar e olfato. Quando se trata de carro, as montadoras podem facilmente apelar para os dois primeiros, já que design e conforto são decisivos na hora da compra. No entanto, as marcas também investem pesado no olfato. Por isso mesmo, não fique chocado ao saber que o famoso cheirinho de carro novo é uma mentira. Ou melhor, é fabricado sob medida, como um perfume.


Mas não foi sempre assim. Os carros antigos realmente tinham aquele cheiro característico ao deixar as linhas de montagem, proveniente de couro, plástico e borrachas. Com o tempo, descobriu-se que inalar esses aromas era tóxico, e os carros deixaram de ter esse “perfume de novo”. Isso até as empresas decidirem usar o cheiro para diferenciar seus produtos no mercado. Cada marca começou a produzir fragrâncias que imitavam o cheiro de novo e borrifá-las nos bancos. Assim, o consumidor ficava satisfeito com o famoso cheirinho sem ter sua saúde prejudicada.


Mas, afinal, por que gostamos desse cheiro? “Em uma analogia, você sente o cheiro de carro novo, lembra inconscientemente da ideia de limpeza e pode associar até a limpeza da casa da sua mãe”, explica Vanessa Clarizia. Isso acontece porque o sistema olfativo é o mais primitivo que existe no corpo humano, dessa forma, a maior parte das nossas memórias é formada pelo cheiro e não pelo visual, como pensamos.


“O sistema olfatório é o único que possui uma conexão direta com o sistema límbico do cérebro, a área das emoções e memória, sem passar pelo córtex pré-frontal, que é a área do julgamento, mais racional”, explica a especialista.
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Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... abeca.html