Teste: Audi RS3 Sedan é um foguete de 400 cv recheado de tecnologia por todos os lados

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09 Mar 2018, 11:35

Teste: Audi RS3 Sedan é um foguete de 400 cv recheado de tecnologia por todos os lados
Do Auto Esporte


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Audi RS3 Sedan (Foto: Divulgação)


 


Parece trivial para as marcas de luxo transformar um modelo da linha em um esportivo. “Leva pro time de preparação e deixa os caras modificarem”. Mas não é bem assim que as coisas funcionam, e o novo [url=http://AUDI RS3 SEDAN DE 400 CV ESTREIA NO SALÃO DE PARIS]Audi RS3 [/url]diz muito sobre isso. Não se trata do A3 tradicional, montado atualmente na versão sedã em São José dos Pinhais, no Paraná. O modelo que carrega o emblema RS vem importado da Europa e é um foguetinho recheado de modificações por todos os lados, para entregar números à altura da proposta.

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Versão traz rodas de 19 polegadas e discos perfurados de 370 milímetros na dianteira


 


 


E neste novo RS3 que acaba de desembarcar no Brasil por R$ 329.990, o trabalho foi extenso. Pela primeira vez, a versão sedã traz o agressivo pacote da gama de supercarros da marca. O motor 2.5 turbo a gasolina foi adaptado, recebeu vários componentes novos e é simplesmente o cinco cilindros mais potente do mundo no momento, com 400 cv. Seu torque é estúpido: são 48,9 kgfm despejados nas quatro rodas entre 1.700 e 5.850 giros. Tamanha energia exigiu ajustes finos na suspensão, nos freios e nas rodas.

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Bancos do tipo concha são revestidos de couro Nappa e carregam a sigla RS em baixo-relevo nos encostos


 

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A bitola dianteira, por exemplo, foi alargada em dois centímetros, deixando o RS3 um tantinho mais encorpado de frente. Isso porque os engenheiros instalaram conjuntos de liga leve de 19 polegadas com pneus mais largos no eixo frontal, algo incomum. A alteração buscou anular possíveis patinadas e perda de tração em acelerações bruscas nas saídas de curva e manobras em alta velocidade. A suspensão foi rebaixada em 2,5 cm em relação ao A3, e o sistema de freios recebeu discos perfurados de 370 mm de diâmetro.


A Audi ainda promoveu outras melhorias. O peso, por exemplo, foi reduzido em 26 kg com aplicação de alumínio. Da mesma forma, extras “pesados” como bancos elétricos foram dispensados. Combinada ao motor de 33 cv mais forte que o anterior e ao câmbio automático de dupla embreagem e sete marchas, a dieta permitiu entregar um zero a 100 km/h em apenas 4,1 segundos, marca digna de um velocista — o A3 2.0 turbo leva 6,9 segundos. A máxima é limitada a 250 km/h, mas há um pacote opcional que libera o RS3 a 280 km/h. São números de superesportivo.

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Interior e exterior trazem elementos exclusivos de acabamento


 

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Versão exibe sigla RS nos bancos, volante e nas soleiras das portas


 

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Impressões ao volante



Meu contato com o RS3 sedã foi curto, mas suficiente para algumas ponderações. Na cidade, a versão preparada roda quase como um A3 normal, porém com alguns trunfos. A suspensão multibraços na traseira entrega excepcional equilíbrio entre rigidez e maciez, tornando o RS3 um carro aprazível no dia a dia. O isolamento acústico é caprichado e mal se ouve o ronco do cinco cilindros. A transmissão faz o motor trabalhar em baixos giros, com trocas rápidas e relações bem espaçadas.


Mas a brincadeira fica realmente divertida quando se aciona o modo dinâmico do programa de condução (Audi drive select). Os ajustes transformam o RS3 em algo mais. Os giros sobem abruptamente e, pouco acima das 1.500 rpm, as respostas ao acelerador já são brutais. Ouve-se um ronco encorpado com estalos invadir a cabine. A aceleração é estúpida, e o RS3 produz saídas explosivas, quase como um carro de corrida.


Ao mesmo tempo, o prodígio oferece controle dinâmico espetacular. A direção é extremamente direta, respondendo a cada movimento com grande precisão. A sensação é de se estar no controle absoluto da máquina, com direito a exclusividades. O volante de base reta tem encaixe perfeito, é revestido de camurça e traz paddle-shifts que realçam a pegada esportiva. O ambiente, aliás, é um convite, com bancos tipo concha cobertos de couro Nappa.


Para além do volante, o Virtual Cockpit traz os instrumentos (velocímetro, conta-giros, mapas e dados de bordo) em tela digital configurável. O sistema é facílimo de operar e, no caso do RS3, há mostradores de potência e torque em tempo real, além de indicador da Força G. Claro, há controle de largada.

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Mas nem tudo é perfeito. A bordo, o RS3 não é tão superior ao A3 no acabamento. Há pequenas molduras de fibra de carbono e muitas peças metálicas no painel de superfície emborrachada. Os pedais são de alumínio, há couro camurça nas portas e a lista de equipamentos tem recheio, com ar-condicionado de duas zonas, teto solar panorâmico, sensores de obstáculos dianteiros e traseiros, câmera de ré e chave presencial. A tela multimídia não é sensível ao toque – mexe-se pelo botão giratório no console entre os bancos.


Para compensar, o RS3 traz um poderoso sistema de som da Bang & Olufsen, com 705 watts de potência – a qualidade é notável, mesmo com os vidros abertos. Como a ideia é ir ao limite da esportividade, o modelo descarta recursos mais modernos. Não há, por exemplo, assistente de permanência em faixa e controle de cruzeiro adaptativo, capaz de acompanhar o tráfego e acelerar e frear sozinho.

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A preocupação com a estética foi maior nesse sentido. Este novo RS3 ficou sedutor e atrai olhares por onde passa. A dianteira concentra as alterações, sobretudo o para-choque, com generosas tomadas de ar e grade tipo colmeia em preto brilhante. Na traseira, as lanternas ganharam padrão de luzes mais moderno, com o destaque para os vistosos escapes ovalados. Afinal, mais que a virilidade mecânica, o RS3 é um carro de imagem.

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Audi RS3 Sedan (Foto: Divulgação)


 

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Apesar de mais comprido, sedã leva 315 litros no porta-malas, ante 335 litros do hatch


 


FiCHA TÉCNICA


Motor: Dianteiro, transversal, 5 cil. em linha, 2.5, 20V, comando duplo variável, injeção direta e indireta de gasolina, turbo.

Potência: 400 cv entre 5.850 rpm e 7.000 rpm

Torque: 48,9 kgfm entre 1.750 rpm e 5.850 rpm

Câmbio: Automático de dupla embreagem e 7 marchas, tração integral

Direção: Elétrica progressiva

Suspensão: Indep. McPherson (diant.) e multibraços (tras.)

Freios: Discos ventilados

Pneus: 255/30 R19 (diant.) e 235/35 R19 (tras.)

Dimensões: Compr.: 4,48 m; Largura: 1,80 m; Altura: 1,39 m; Entre-eixos: 2,63 m

Tanque: 55 litros

Porta-malas:315 litros (fabricante)

Peso: 1.590 kg

Central multimídia: 7 pol., não sensível ao toque

Garantia: 2 anos

 

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Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/te ... lados.html