Testamos a nova BMW G 310 GS

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17 Mar 2018, 14:31

Testamos a nova BMW G 310 GS
Do Auto Esporte


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BMW G 310 GS (Foto: Divulgação)


 


Após lançar sua roadster de entrada, a G 310 R, a BMW passa a trazer a versão de uso misto, a G 310 GS. Instantaneamente apelidada de “GSzinha” ou mesmo “baby GS”, a moto de uso misto foi avaliada durante 180 km entre São Paulo e Itu, com direito a 20 km de terra.

Ao valor de R$ 24.900 (R$ 3 mil a mais que irmã de uso street), a moto com motor de um cilindro e 34 cv acompanha freios com ABS e traz dois anos de garantia.


Pequena notável


Além da evidente grife que acompanha a G 310 GS, a moto revelou adjetivos que a tornam interessante para o uso diário e também viagens. A moto compartilha boa parte dos componentes em relação à versão street, mas suspensão, por exemplo, é toda reforçada e tem curso mais longo, com 18 cm em ambos os eixos.

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BMW G 310 GS (Foto: Divulgação)


 


Freios, assento, painel e até mesmo a iluminação e escapamento, são os mesmos, assim como o bem estruturado chassi tubular. A “baby GS” chamou atenção de cara pela ergonomia bem acertada, junto de um bom acabamento. O guidão largo esterça bastante, embora não seja alto a ponto de passar por cima dos retrovisores dos carros. O banco, a elevados  835 mm do solo, é destaque. Bastante confortável e amplo, traz até um apoio lombar para o piloto. Porém, é bem apertado para o garupa. Agrada o rack traseiro amplo, já com furação e encaixes para instalar baú.


Painel de cristal líquido, completo, indica consumo médio, relógio e a luz do ABS, que fica acesa quando o sistema antitravamento está desligado.



O desempenho do motor, feito em parceria com a indiana TVS, não deixou a desejar. Com um cilindro, cabeçote de duplo comando para oito válvulas e refrigeração a líquido, a máquina de 313 cm³ se mostrou “elástica” desde as rotações mais baixas e fica esperta mesmo acima de 5.000 rpm.

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BMW G 310 GS (Foto: Divulgação)


 






Junto da transmissão de seis marchas com relações curtas – a 100 km se está a pouco mais de 6.000 rpm – a pequena GS se sai bem em estradas rápidas e gosta de giros mais altos,  com a potência máxima de 34 cv aparecendo a elevadas 9.200 RPM.



Porém, a transmissão poderia ser mais precisa nos engates, enquanto que o motor de um cilindro revela certa vibração em rotações mais altas. Acabamento em geral é bem cuidado, a  exemplo da capa de três peças que cobre o tanque – mesmo modelo pequeno da irmã roadster, de apenas 11 litros – e dos flexíveis de freio cobertos com malha de aço. Chamado de “aerokip”, este acabamento ajuda a manter as frenagens precisas após o uso constante, com o sistema quente.Equipada com roda dianteira de 19, maior que a da “irmã”, a GS tem pneu de sobra, uma maneira de tornar a moto mais encorpada: 110/90 na frente e um exagerado 150/70 R 17 atrás.

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BMW G 310 GS (Foto: Divulgação)


 






Enquanto no asfalto o conjunto ajuda a obter uma estabilidade acima da média, com agilidade em desvios rápidos de trajetória, na terra a GS é satisfatória.

Isso porque o conjunto de rodagem largo acaba prejudicando a direção ao passar por erosõese obstáculos. De resto, a suspensão se rev ela bem acertada e, ao derrapar a traseira, os contra-esterços ao largo guidão são fáceis.



Inclusive, neste tipo de uso se pode retirar a borracha que cobre as pedaleiras, deixando os cravos à mostr a para melhor aderência ao calçado. Outros cuidados da marca para o fora-de-estrada são o ABS que pode ser desligado por botão no punho esquerdo, e o painel inclinado, de maneira a se poder visualizá-lo ao pilotar de pé. Os manetes, inclusive, tem pequenas “fraturas” para “quebra programada” perto das pontas, em caso de queda.



Ao fim do teste, com direito a um temporal chegando à capital, a pequena BMW se mostrou esperta e divertida de guiar; com freios a disco bem modulados e sistema ABS de intervenção precisa.



Embora não seja de fato uma trail “raiz”, cumpre bem seu papel de aventureira; que é o de entregar conforto em qualquer tipo de piso, com bom desempenho e consumo – o qual ficou em torno de 26 km/litro.



Poderia custar menos, isso é bem verdade. Seu valor é parelho com a Honda CB 500X de 50,4 cv (R$ 25.900), e também a nova Kawasaki Versys 300 (R$ 24.000 e 40 cv), modelos com uma pegada mais urbana e motores de dois cilindros.



Vendida em três opções de cores (branco, preto ou vermelho), a G 310 GS tem dois anos de garantia, além de um plano de consórcio.

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BMW G 310 GS (Foto: Divulgação)


 






Ficha técnica – BMW G 310 GS



Preço sugerido: R$ 24.900

Motor: Monocilíndrico, a gasolina, 313 cm³, cabeçote de 8V com duplo comando, refrigeração a líquido

Potência: 34 cv de potência a 9.500 rpm

Torque: 2,85 kgfm a 7.500 rpm

Transmissão: Seis marchas, por corrente

Suspensão: dianteira com bengalas invertidas, 41 mm de diâmetro; traseira monoamortecida com ajuste de pré-carga da mola, 180 mm de curso nos dois eixos

Pneus: Metzeler Tourance, 110/90 R19 dianteiro, 150/70 R19 traseiro

Freios: a disco, dianteiro de 300 mm, traseiro de 240 mm, sistema ABS Bosch comutável

Dimensões: 2.075 mm (comprimento), 880 mm (altura), 1.420 mm (entre-eixos)

Tanque: 11 litros

Peso: 169,5 kg


Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/te ... 10-gs.html