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Nissan México não exportará mais para o país; Nissan Brasil nega
Segundo agência de notícias, executivo mexicano afirmou que está insatisfeito com as taxas e cotas impostas pelo governo brasileiro; por aqui, subsidiária afirma que ocorreu confusão nas informações
Autor: Leonardo Faria, com agências internacionais/Foto: Divulgação / Leonardo Faria
A agência de notícias Dow Jones publicou nesta quinta-feira (12) que a Nissan não exportará mais veículos para o Brasil. De acordo com a publicação, o presidente da subsidiária da montadora no país norte-americano, Jose Luis Valls (foto), afirmou durante uma coletiva de imprensa que não está disposto a pagar as taxas de importação impostas pelo governo brasileiro.

A Dow Jones afirmou ainda que o México é um centro de produção estratégico para a Nissan, já que exporta veículos para mais de cem países. Para contornar o problema em relação aos impostos no Brasil, a Nissan vem planejando a abertura de uma fábrica no país, com previsão para 2014.
Entenda os caso
Em março deste ano, Brasil e México foram alvo de uma difícil renegociação do acordo bilateral que existia desde 2002. Na ocasião, o governo brasileiro alegava uma desigualdade na balança comercial entre os dois países. Após diversas reuniões, foram estabelecidas cotas de importação, além de um limite temporário de três anos para as exportações de veículos leves, sem tarifas alfandegárias, das montadoras mexicanas para o mercado brasileiro.

Dados divulgados pelos argentinos apontam que o documento do jeito que está levaram o país vizinho a déficit de US$ 995 milhões (mais de R$ 2 bilhões) em 2011. Em 2010, a diferença desfavorável aos argentinos - importaram mais carros do México do que exportaram - havia sido de US$ 380 milhões (quase R$ 790 milhões).
México é estratégico
Caso ocorra a interrupção das exportações da Nissan entre México e Brasil, os consumidores seriam pegos de surpresa e a montadora estaria dando um "tiro no pé". Atualmente, os modelos de volume da Nissan, o compacto March (foto abaixo) eo sedã Versa são importados do México, beneficiados pelo acordo. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), apontam também que a montadora japonesa é que mais possui cotas de exportação, definidas após a revisão dos termos entre os dois países.









