Teste: Yamaha Crosser 150 oferece uma mistura boa
Enviado: 28 Abr 2018, 15:38
Teste: Yamaha Crosser 150 oferece uma mistura boa
Do Auto Esporte

Yamaha Crosser 150Z (Foto: Divulgação)
Lançada em 2014, a Crosser foi a investida da Yamaha para concorrer com a Honda Bros. Além da mecânica oriunda da YBR Factor, de 149,3 cm³ e 12,4 cv, a pequena trouxe o know-how da marca em modelos de uso misto. Ou seja, uma ciclística leve e competente para rodar no asfalto ou em estradinhas sem ele, além de bom nível de conforto. Porém, o design frontal – em especial o pára-lama superior “diferentão – rendeu críticas.
Deixando o gosto pessoal de lado, é fato que um pára-lama mais alto e “bicudo”, assim como “sanfonas” de proteção nas bengalas de suspensão, faziam falta para quem pegava terra. A montadora ouviu o consumidor e, no final do ano passado, revelou a versão “Z” da Crosser.
Toda parte mecânica e ciclística permanecem as mesmas, mas a Crosser recebeu os equipamentos desejados para rodar com mais tranqüilidade na terra. Já o valor subiu exatos R$ 200 – ou, R$ 11.490 sugeridos e sem frete – e acompanha as novas cores azul competição e Dakar areia. Autoesporte rodou com a Crosser e traz as impressões sobre a nova versão “lameira”.
Mistura boa
A posição de pilotagem da Crosser agrada, desde os mais baixos, até quem tem em torno de 1,80 m. O assento dista 836 mm do solo e traz bastante espuma, além de bom espaço (mais alto) para o garupa. O guidão poderia ser um pouco mais alto, mas se pilota relaxado e a moto é bastante leve de manobrar e de trocar de direção no trânsito.
Faz falta uma trava de capacete, mas o rack traseiro (com furação para baú) é amplo e permite prender bagagens com facilidade. Demais destaques ficam para o tanque de 12 litros com carenagens que “encaixam” bem nas pernas, assim como o painel completo e bem visível: é dono de conta-giros analógico grande, hodômetro parcial e indicador de marcha e relógio digitais.
Agrada o lampejador de farol, bem como os retrovisores com área de visão ampla. No entanto, esta versão pouco mais cara poderia vir com uma tampa de combustível articulável.
O desempenho é coerente com o motor pequeno: rodando só, a Crosser vai bem, mas é com um garupa que se sente certa falta de torque em giros mais baixos (rende 1,29 kgfm a 6.000 rpm). Porém, é acima de 5.000 rpm que a máquina rende melhor; mostrando que gosta de rotações mais altas para render o esperado, com os 12,4 cv máximos aparecendo a 7.500 rpm.

Yamaha Crosser 150Z (Foto: Divulgação)
Em relação à nova dianteira, o novo pára-lama resistiu bem aos resíduos de uma chuva forte, enquanto os protetores das bengalas – sabiamente instalados na furação do pára-lama baixo da versão Standard – cumprem sua função estetica e funcional.
Dotada dos mesmos aros raiados da versão “S”, com 19 polegadas na frente e 17 polegadas atrás, calçados em competentes pneus de uso misto, a Crosser rende conforto no asfalto ruim, tão comum por aí. Suspensões com longo curso, junto da balança traseira ligada a um link, garantem progressividade e ação bem modulada. Muito embora, o link traseiro pudesse receber um “bico” para engraxar o sistema que, a longo prazo, pede desmontagem para aplicar graxa – e sanar possíveis ruídos. De qualquer forma, a Crosser se mostra firme em curvas, e suave na buraqueira.
Os freios, com disco dianteiro e tambor traseiro, são eficientes diante de seus leves 131 kg.
Dona de uma ciclística até acima de seu desempenho, a Crosser “Z” se revelou uma versão bem-vinda para quem está começando a guiar. Especialmente para quem encara terra, ou mesmo os que gostam de um design mais “terreiro”.
Mas, fica um certo “quero mais” por uma versão com motor maior – da mesma forma que a Honda fez ao lançar a “big Bros” XRE 190– algo que seria uma opção interessante para a Yamaha.
saiba mais
Ficha Técnica – Yamaha Crosser 150 “Z”
Preço sugerido: R$ 11.490
Motor: Monocilíndrico, a gasolina, 149,3 cm³, cabeçote SOHC, duas válvulas,
refrigeração a ar
Potência: 12,2 cv (G), 12,4 cv (E), a 7.500 rpm
Torque: 1,28 kgfm (G), 1,29 kgfm (E), a 6.500 rpm
Transmissão: cinco marchas, por corrente
Suspensão: dianteira com garfos telescópicos, 180 mm de curso; traseira com link
e balança monoamortecida, 180 mm de curso
Pneus: Metzeler Tourance, 90/90 R19 dianteiro, 110/90 R17 traseiro
Freios: dianteiro com disco de 230 mm, traseiro com tambor de 130 mm
Dimensões: 2.050 mm (comprimento), 1140 mm (altura), 825 mm (largura), 1.350 mm (entre-eixos), 836 mm (altura do assento)
Tanque: 12 litros
Peso: 131 kg (ordem de marcha)
Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/te ... a-boa.html
Do Auto Esporte

Yamaha Crosser 150Z (Foto: Divulgação)
Lançada em 2014, a Crosser foi a investida da Yamaha para concorrer com a Honda Bros. Além da mecânica oriunda da YBR Factor, de 149,3 cm³ e 12,4 cv, a pequena trouxe o know-how da marca em modelos de uso misto. Ou seja, uma ciclística leve e competente para rodar no asfalto ou em estradinhas sem ele, além de bom nível de conforto. Porém, o design frontal – em especial o pára-lama superior “diferentão – rendeu críticas.
Deixando o gosto pessoal de lado, é fato que um pára-lama mais alto e “bicudo”, assim como “sanfonas” de proteção nas bengalas de suspensão, faziam falta para quem pegava terra. A montadora ouviu o consumidor e, no final do ano passado, revelou a versão “Z” da Crosser.
Toda parte mecânica e ciclística permanecem as mesmas, mas a Crosser recebeu os equipamentos desejados para rodar com mais tranqüilidade na terra. Já o valor subiu exatos R$ 200 – ou, R$ 11.490 sugeridos e sem frete – e acompanha as novas cores azul competição e Dakar areia. Autoesporte rodou com a Crosser e traz as impressões sobre a nova versão “lameira”.
Mistura boa
A posição de pilotagem da Crosser agrada, desde os mais baixos, até quem tem em torno de 1,80 m. O assento dista 836 mm do solo e traz bastante espuma, além de bom espaço (mais alto) para o garupa. O guidão poderia ser um pouco mais alto, mas se pilota relaxado e a moto é bastante leve de manobrar e de trocar de direção no trânsito.
Faz falta uma trava de capacete, mas o rack traseiro (com furação para baú) é amplo e permite prender bagagens com facilidade. Demais destaques ficam para o tanque de 12 litros com carenagens que “encaixam” bem nas pernas, assim como o painel completo e bem visível: é dono de conta-giros analógico grande, hodômetro parcial e indicador de marcha e relógio digitais.
Agrada o lampejador de farol, bem como os retrovisores com área de visão ampla. No entanto, esta versão pouco mais cara poderia vir com uma tampa de combustível articulável.
O desempenho é coerente com o motor pequeno: rodando só, a Crosser vai bem, mas é com um garupa que se sente certa falta de torque em giros mais baixos (rende 1,29 kgfm a 6.000 rpm). Porém, é acima de 5.000 rpm que a máquina rende melhor; mostrando que gosta de rotações mais altas para render o esperado, com os 12,4 cv máximos aparecendo a 7.500 rpm.

Yamaha Crosser 150Z (Foto: Divulgação)
Em relação à nova dianteira, o novo pára-lama resistiu bem aos resíduos de uma chuva forte, enquanto os protetores das bengalas – sabiamente instalados na furação do pára-lama baixo da versão Standard – cumprem sua função estetica e funcional.
Dotada dos mesmos aros raiados da versão “S”, com 19 polegadas na frente e 17 polegadas atrás, calçados em competentes pneus de uso misto, a Crosser rende conforto no asfalto ruim, tão comum por aí. Suspensões com longo curso, junto da balança traseira ligada a um link, garantem progressividade e ação bem modulada. Muito embora, o link traseiro pudesse receber um “bico” para engraxar o sistema que, a longo prazo, pede desmontagem para aplicar graxa – e sanar possíveis ruídos. De qualquer forma, a Crosser se mostra firme em curvas, e suave na buraqueira.
Os freios, com disco dianteiro e tambor traseiro, são eficientes diante de seus leves 131 kg.
Dona de uma ciclística até acima de seu desempenho, a Crosser “Z” se revelou uma versão bem-vinda para quem está começando a guiar. Especialmente para quem encara terra, ou mesmo os que gostam de um design mais “terreiro”.
Mas, fica um certo “quero mais” por uma versão com motor maior – da mesma forma que a Honda fez ao lançar a “big Bros” XRE 190– algo que seria uma opção interessante para a Yamaha.
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Ficha Técnica – Yamaha Crosser 150 “Z”
Preço sugerido: R$ 11.490
Motor: Monocilíndrico, a gasolina, 149,3 cm³, cabeçote SOHC, duas válvulas,
refrigeração a ar
Potência: 12,2 cv (G), 12,4 cv (E), a 7.500 rpm
Torque: 1,28 kgfm (G), 1,29 kgfm (E), a 6.500 rpm
Transmissão: cinco marchas, por corrente
Suspensão: dianteira com garfos telescópicos, 180 mm de curso; traseira com link
e balança monoamortecida, 180 mm de curso
Pneus: Metzeler Tourance, 90/90 R19 dianteiro, 110/90 R17 traseiro
Freios: dianteiro com disco de 230 mm, traseiro com tambor de 130 mm
Dimensões: 2.050 mm (comprimento), 1140 mm (altura), 825 mm (largura), 1.350 mm (entre-eixos), 836 mm (altura do assento)
Tanque: 12 litros
Peso: 131 kg (ordem de marcha)
Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/te ... a-boa.html