Audi é investigada (de novo) por fraude em emissões e interrompe entregas de A6 e A7
Enviado: 08 Mai 2018, 21:39
Audi é investigada (de novo) por fraude em emissões e interrompe entregas de A6 e A7
Do Auto Esporte

Audi A7 (Foto: Divulgação)
A autoridade de veículos automotivos da Alemanha, a KBA, convocou a Audi para uma audiência sobre a possibilidade dos modelos A6 e A7 diesel apontarem para novas "irregularidades" em emissões de combustível. A informação foi confirmada pelo Ministério dos Transportes da Alemanha nesta terça-feira (8).
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De acordo com o órgão, cerca de 60 mil veículos em todo o mundo foram equipados com os motores V6TDI suspeitos. Dessas, cerca de 30 mil unidades foram vendidas na Alemanha. A montadora decidiu então se pronunciar e afirmou ter realmente detectado "irregularidades" nos controles de emissões dos modelos recentes A6 e A7, abrindo uma nova etapa do escândalo "dieselgate", de sua empresa Volkswagen.
De acordo com a revista Der Spiegel, os carros têm softwares que deliberadamente desaceleram o uso de um fluido especial neutralizador de poluição nos últimos 2.400 km de sua vida útil, para evitar que os condutores tenham que reabastecer o chamado líquido AdBlue entre as atualizações regulares de serviço.
Mas a redução do funcionamento do AdBlue também diminui drasticamente sua efetividade na neutralização das emissões poluentes de óxidos de nitrogênio do motor, tornando os carros a diesel muito mais poluentes nesse período.
Esse é o último escândalo relacionado ao diesel no grupo Volkswagen, ainda se recuperando da acusação, na semana passada, do ex-CEO Martin Winterkorn nos Estados Unidos por seu papel no "dieselgate" - escândalo que abala o grupo desde 2015.
A crise do dieselgate
A Audi, subsidiária da VW, disse em nota que ela própria tinha relatado as irregularidades para as autoridades assim que foram detectadas em testes de rotina e "interrompeu imediatamente as entregas" dos modelos A6 e A7.
O CEO da Audi, Rupert Stadler, disse que a empresa agiu rapidamente "porque a revelação completa é do nosso maior interesse". Os consumidores serão notificados e poderão receber uma atualização de softwares, afirmou a Audi.
Ele acrescentou que cooperaria com os inquéritos lançados pela autoridade de transporte KBA, que anteriormente disse ter solicitado esclarecimentos à Audi.
Não é a primeira vez que a indústria automobilística alemã é acusada de adulteração de AdBlue. Daimler e Volkswagen enfrentaram a ameaça de recalls por acusações semelhantes em fevereiro.
O alegado esquema fraudulento do AdBlue é diferente do que provocou a crise do "dieselgate" da Volkswagen, que envolveu um software instalado em cerca de 11 milhões de carros a diesel no mundo, que poderiam detectar quando um veículo estava passando por testes de poluição e reduzir as emissões neste momento.
Fora do laboratório, no entanto, os carros eram muito mais poluentes, expelindo até 40 vezes mais gases tóxicos do que o permitido legalmente. O escândalo, que envolveu os carros da marca VW, mas também os da Audi, Porsche, Skoda e Seat, custou ao grupo mais de 25 bilhões de euros em recompras, multas e indenizações.
Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/No ... -e-a7.html
Do Auto Esporte

Audi A7 (Foto: Divulgação)
A autoridade de veículos automotivos da Alemanha, a KBA, convocou a Audi para uma audiência sobre a possibilidade dos modelos A6 e A7 diesel apontarem para novas "irregularidades" em emissões de combustível. A informação foi confirmada pelo Ministério dos Transportes da Alemanha nesta terça-feira (8).
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De acordo com o órgão, cerca de 60 mil veículos em todo o mundo foram equipados com os motores V6TDI suspeitos. Dessas, cerca de 30 mil unidades foram vendidas na Alemanha. A montadora decidiu então se pronunciar e afirmou ter realmente detectado "irregularidades" nos controles de emissões dos modelos recentes A6 e A7, abrindo uma nova etapa do escândalo "dieselgate", de sua empresa Volkswagen.
De acordo com a revista Der Spiegel, os carros têm softwares que deliberadamente desaceleram o uso de um fluido especial neutralizador de poluição nos últimos 2.400 km de sua vida útil, para evitar que os condutores tenham que reabastecer o chamado líquido AdBlue entre as atualizações regulares de serviço.
Mas a redução do funcionamento do AdBlue também diminui drasticamente sua efetividade na neutralização das emissões poluentes de óxidos de nitrogênio do motor, tornando os carros a diesel muito mais poluentes nesse período.
Esse é o último escândalo relacionado ao diesel no grupo Volkswagen, ainda se recuperando da acusação, na semana passada, do ex-CEO Martin Winterkorn nos Estados Unidos por seu papel no "dieselgate" - escândalo que abala o grupo desde 2015.
A crise do dieselgate
A Audi, subsidiária da VW, disse em nota que ela própria tinha relatado as irregularidades para as autoridades assim que foram detectadas em testes de rotina e "interrompeu imediatamente as entregas" dos modelos A6 e A7.
O CEO da Audi, Rupert Stadler, disse que a empresa agiu rapidamente "porque a revelação completa é do nosso maior interesse". Os consumidores serão notificados e poderão receber uma atualização de softwares, afirmou a Audi.
Ele acrescentou que cooperaria com os inquéritos lançados pela autoridade de transporte KBA, que anteriormente disse ter solicitado esclarecimentos à Audi.
Não é a primeira vez que a indústria automobilística alemã é acusada de adulteração de AdBlue. Daimler e Volkswagen enfrentaram a ameaça de recalls por acusações semelhantes em fevereiro.
O alegado esquema fraudulento do AdBlue é diferente do que provocou a crise do "dieselgate" da Volkswagen, que envolveu um software instalado em cerca de 11 milhões de carros a diesel no mundo, que poderiam detectar quando um veículo estava passando por testes de poluição e reduzir as emissões neste momento.
Fora do laboratório, no entanto, os carros eram muito mais poluentes, expelindo até 40 vezes mais gases tóxicos do que o permitido legalmente. O escândalo, que envolveu os carros da marca VW, mas também os da Audi, Porsche, Skoda e Seat, custou ao grupo mais de 25 bilhões de euros em recompras, multas e indenizações.
Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/No ... -e-a7.html