Nova York estuda reduzir o número de motoristas da Uber e Lyft nas ruas
Enviado: 30 Jul 2018, 19:47
Nova York estuda reduzir o número de motoristas da Uber e Lyft nas ruas
Do Auto Esporte

Lyft, concorrente da Uber (Foto: Divulgação)
As autoridades de Nova York (EUA) estão estudando a possibilidade de restringir o número de motoristas de aplicativos como Uber e Lyft na cidade. A medida teria como objetivo conter a indústria de aluguel de veículos e, consequentemente, reduzir os congestionamentos. Os serviços de transporte por aplicativos têm sido responsabilizados pelo aumento do trânsito, que já era caótico na cidade. A Prefeitura também estuda estabelecer um salário fixo para os motoristas, que têm recebido cada vez menos.
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A proposta atual, apoiada pelo presidente da Câmara Municipal local, Corey Johnson, suspenderia a emissão de novas licenças de carros para locação, com exceção dos veículos para pessoas com dificiência. Os estudos são realizados há quase um ano e a Câmara Municipal poderá votar nas medidas a partir de 8 de agosto.
A nova legislação pode tornar Nova York, atualmente o maior mercado da Uber dos EUA, a primeira grande cidade a estabelecer um salário mínimo para os profissionais, mas também a primeira a limitar o número de carros por aplicativo nas ruas. E essa não seria a primeira vez que as autoridades tentam algo do gênero.
Em 2015, o prefeito Bill de Blasio fez uma tentativa frustrada de reduzir o número de motoristas de aplicativos. Só que, desde então, esse número aumentou ainda mais: dos 63 mil da época para os mais de 100 mil de hoje.
De Blasio, Corey Johnson e outras autoridades também estão preocupados com as condições de trabalho dos motoristas de táxis. Nos últimos meses seis motoristas profissionais cometeram suicídio, três deles de táxi.
A Uber, no entanto, discorda completamente de tais medidas. “A restrição do Conselho da Cidade deixará os cidadãos presos, sem fazer nada para melhorar os congestionamentos, reparar o metrô e ajudar os proprietários de medalhão de táxi [plaquinha de metal localizada no capô do táxi que é a licença da prefeitura de Nova York]”, afirma Josh Gold, porta-voz da empresa, ao The New York Times.
Há também o embate entre a prefeitura e a Uber sobre as pessoas terem abandonado o transporte público por causa dos aplicativos de carona, ou se apenas encontraram uma solução mais atraente frente às péssimas condições do transporte público.
Inclusive, a Uber criou um vídeo em que afirma que, se a medida for aprovada, as pessoas voltarão a ter dificuldades em chamar um táxi. Agora só resta aguardar até a data da votação para saber o que acontecerá em seguida.
Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/No ... -ruas.html
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Lyft, concorrente da Uber (Foto: Divulgação)
As autoridades de Nova York (EUA) estão estudando a possibilidade de restringir o número de motoristas de aplicativos como Uber e Lyft na cidade. A medida teria como objetivo conter a indústria de aluguel de veículos e, consequentemente, reduzir os congestionamentos. Os serviços de transporte por aplicativos têm sido responsabilizados pelo aumento do trânsito, que já era caótico na cidade. A Prefeitura também estuda estabelecer um salário fixo para os motoristas, que têm recebido cada vez menos.
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A proposta atual, apoiada pelo presidente da Câmara Municipal local, Corey Johnson, suspenderia a emissão de novas licenças de carros para locação, com exceção dos veículos para pessoas com dificiência. Os estudos são realizados há quase um ano e a Câmara Municipal poderá votar nas medidas a partir de 8 de agosto.
A nova legislação pode tornar Nova York, atualmente o maior mercado da Uber dos EUA, a primeira grande cidade a estabelecer um salário mínimo para os profissionais, mas também a primeira a limitar o número de carros por aplicativo nas ruas. E essa não seria a primeira vez que as autoridades tentam algo do gênero.
Em 2015, o prefeito Bill de Blasio fez uma tentativa frustrada de reduzir o número de motoristas de aplicativos. Só que, desde então, esse número aumentou ainda mais: dos 63 mil da época para os mais de 100 mil de hoje.
De Blasio, Corey Johnson e outras autoridades também estão preocupados com as condições de trabalho dos motoristas de táxis. Nos últimos meses seis motoristas profissionais cometeram suicídio, três deles de táxi.
A Uber, no entanto, discorda completamente de tais medidas. “A restrição do Conselho da Cidade deixará os cidadãos presos, sem fazer nada para melhorar os congestionamentos, reparar o metrô e ajudar os proprietários de medalhão de táxi [plaquinha de metal localizada no capô do táxi que é a licença da prefeitura de Nova York]”, afirma Josh Gold, porta-voz da empresa, ao The New York Times.
Há também o embate entre a prefeitura e a Uber sobre as pessoas terem abandonado o transporte público por causa dos aplicativos de carona, ou se apenas encontraram uma solução mais atraente frente às péssimas condições do transporte público.
Inclusive, a Uber criou um vídeo em que afirma que, se a medida for aprovada, as pessoas voltarão a ter dificuldades em chamar um táxi. Agora só resta aguardar até a data da votação para saber o que acontecerá em seguida.
Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/No ... -ruas.html

