Honda confirma que 11 se feriram com airbags defeituosos, mas Ministério da Justiça desconhece os casos
Enviado: 13 Set 2018, 19:03
Honda confirma que 11 se feriram com airbags defeituosos, mas Ministério da Justiça desconhece os casos
Do Auto Esporte

Honda confirma que 11 se feriram com airbags defeituosos, mas Ministério da Justiça desconhece os casos (Foto: Thinkstock)
A Honda do Brasil confirmou que 28 cápsulas de airbags já se romperam no país, ferindo 11 pessoas. No entanto, o Ministério da Justiça, responsável por monitorar recalls no país, afirma não ter sido informado sobre nenhum caso e abriu uma investigação. A montadora já foi notificada.
O número de feridos e a investigação vieram à tona depois que Autoesporte revelou ocaso do policial militar Tiago Ferreira, que se feriu após a deflagração de airbag defeituoso de um Honda Civic.
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Em nota, o Ministério da Justiça alegou o seguinte:
"Até o momento, não há nenhum acidente registrado no Brasil decorrente da falha nos componentes Takata. A partir da matéria publicada pela Autoesporte, o DPDC [Departamento de Defesa e Proteção do Consumidor] passará a investigar o ocorrido".
O órgão informou que "expediu notificação à Honda para que preste esclarecimentos sobre os fatos publicados pela Autoesporte".
Casos já haviam sido registrados pela montadora
Já a Honda afirma que tem registros de 28 airbags que se romperam em seus carros vendidos no Brasil. No total, esses rompimentos feriram 11 pessoas e ainda não consideram o caso do policial baiano, revelado por Autoesporte.
Também em nota, a empresa informou que "apesar dos esforços para ampliar a comunicação com os proprietários dos 870 mil automóveis convocados, a Honda Automóveis do Brasil tem o registro de 28 ocorrências de deflagração do airbag com rompimento do insuflador, em diferentes modelos da marca. Em 11 desses casos, confirmaram-se lesões não fatais aos ocupantes dos veículos". Nos outros casos, não houve feridos. A empresa afirma ter prestado assistência aos envolvidos.
A montadora também afirmou que o Honda Civic envolvido no caso revelado por Autoesporte havia sido convocado para recall por SMS e e-mails entre 2017 e 2018.
No entanto, a empresa afirma não possuir em seu banco de dados as informações sobre o atual proprietário do carro.
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Apesar da dificuldade para entrar em contato com os atuais donos dos carros afetados pela falha, a responsabilidade pelo recall continua sendo da montadora. "Ainda que tenha havido chamamento, a empresa continua responsável pela qualidade e segurança dos produtos por ela comercializados e pode ser penalizada por descumprir essa determinação do Código de Defesa do Consumidor", diz Ana Carolina Caram, diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor.
Principais trechos da nota encaminhada à AUTOESPORTE pelo Ministério da Justiça
O recall é o instituto por meio do qual o fornecedor busca retirar, ainda que tardiamente, um risco colocado por ele no mercado de consumo. Um dos aspectos fundamentais do recall é a comunicação com consumidor. Essa é uma obrigação da empresa, que deve fazer chegar ao consumidor a informação clara e precisa sobre os riscos, bem como a identificação do produto, os canais de atendimento e as medidas para solucionar o problema.
O Coordenador-Geral de Consultoria Técnica do DPDC, responsável pelo acompanhamento dos procedimentos de recall, esclarece que “é importante ressaltar a necessidade de o consumidor atender ao recall. Ao comprar um veículo usado, a orientação é de que o consumidor sempre confira se há recalls pendentes daquele veículo. A consulta é gratuita e imediata no site do Denatran, como também nos sites das marcas de automóveis. O consumidor é parte essencial do recall, sendo sua responsabilidade atender ao chamado”.
Principais trechos da nota encaminhada à AUTOESPORTE pela Honda Automóveis do Brasil
“Apesar dos esforços para ampliar a comunicação com os proprietários dos 870 mil automóveis convocados, a Honda Automóveis do Brasil tem o registro de 28 ocorrências de deflagração do airbag com rompimento do insuflador, em diferentes modelos da marca. Em 11 desses casos, confirmaram-se lesões não fatais aos ocupantes dos veículos, sendo que as demais ocorrências sem registro de qualquer tipo de lesão.
Vale notar que, no Brasil, a troca de veículos se dá, em média, a cada três anos. Portanto, é comum que com o passar do tempo os carros mudem de donos, que nem sempre retornam às concessionárias para realizar as revisões e eventuais reparos periódicos, dificultando a atualização dos dados do proprietário.
No caso do chassi mencionado na matéria, a última passagem do veículo por uma concessionária Honda ocorreu em 2013 e, no banco de dados da montadora, não constam informações do atual proprietário do carro.”
Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/No ... casos.html
Do Auto Esporte

Honda confirma que 11 se feriram com airbags defeituosos, mas Ministério da Justiça desconhece os casos (Foto: Thinkstock)
A Honda do Brasil confirmou que 28 cápsulas de airbags já se romperam no país, ferindo 11 pessoas. No entanto, o Ministério da Justiça, responsável por monitorar recalls no país, afirma não ter sido informado sobre nenhum caso e abriu uma investigação. A montadora já foi notificada.
O número de feridos e a investigação vieram à tona depois que Autoesporte revelou ocaso do policial militar Tiago Ferreira, que se feriu após a deflagração de airbag defeituoso de um Honda Civic.
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Em nota, o Ministério da Justiça alegou o seguinte:
"Até o momento, não há nenhum acidente registrado no Brasil decorrente da falha nos componentes Takata. A partir da matéria publicada pela Autoesporte, o DPDC [Departamento de Defesa e Proteção do Consumidor] passará a investigar o ocorrido".
O órgão informou que "expediu notificação à Honda para que preste esclarecimentos sobre os fatos publicados pela Autoesporte".
Casos já haviam sido registrados pela montadora
Já a Honda afirma que tem registros de 28 airbags que se romperam em seus carros vendidos no Brasil. No total, esses rompimentos feriram 11 pessoas e ainda não consideram o caso do policial baiano, revelado por Autoesporte.
Também em nota, a empresa informou que "apesar dos esforços para ampliar a comunicação com os proprietários dos 870 mil automóveis convocados, a Honda Automóveis do Brasil tem o registro de 28 ocorrências de deflagração do airbag com rompimento do insuflador, em diferentes modelos da marca. Em 11 desses casos, confirmaram-se lesões não fatais aos ocupantes dos veículos". Nos outros casos, não houve feridos. A empresa afirma ter prestado assistência aos envolvidos.
A montadora também afirmou que o Honda Civic envolvido no caso revelado por Autoesporte havia sido convocado para recall por SMS e e-mails entre 2017 e 2018.
No entanto, a empresa afirma não possuir em seu banco de dados as informações sobre o atual proprietário do carro.
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Apesar da dificuldade para entrar em contato com os atuais donos dos carros afetados pela falha, a responsabilidade pelo recall continua sendo da montadora. "Ainda que tenha havido chamamento, a empresa continua responsável pela qualidade e segurança dos produtos por ela comercializados e pode ser penalizada por descumprir essa determinação do Código de Defesa do Consumidor", diz Ana Carolina Caram, diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor.
Principais trechos da nota encaminhada à AUTOESPORTE pelo Ministério da Justiça
O recall é o instituto por meio do qual o fornecedor busca retirar, ainda que tardiamente, um risco colocado por ele no mercado de consumo. Um dos aspectos fundamentais do recall é a comunicação com consumidor. Essa é uma obrigação da empresa, que deve fazer chegar ao consumidor a informação clara e precisa sobre os riscos, bem como a identificação do produto, os canais de atendimento e as medidas para solucionar o problema.
O Coordenador-Geral de Consultoria Técnica do DPDC, responsável pelo acompanhamento dos procedimentos de recall, esclarece que “é importante ressaltar a necessidade de o consumidor atender ao recall. Ao comprar um veículo usado, a orientação é de que o consumidor sempre confira se há recalls pendentes daquele veículo. A consulta é gratuita e imediata no site do Denatran, como também nos sites das marcas de automóveis. O consumidor é parte essencial do recall, sendo sua responsabilidade atender ao chamado”.
Principais trechos da nota encaminhada à AUTOESPORTE pela Honda Automóveis do Brasil
“Apesar dos esforços para ampliar a comunicação com os proprietários dos 870 mil automóveis convocados, a Honda Automóveis do Brasil tem o registro de 28 ocorrências de deflagração do airbag com rompimento do insuflador, em diferentes modelos da marca. Em 11 desses casos, confirmaram-se lesões não fatais aos ocupantes dos veículos, sendo que as demais ocorrências sem registro de qualquer tipo de lesão.
Vale notar que, no Brasil, a troca de veículos se dá, em média, a cada três anos. Portanto, é comum que com o passar do tempo os carros mudem de donos, que nem sempre retornam às concessionárias para realizar as revisões e eventuais reparos periódicos, dificultando a atualização dos dados do proprietário.
No caso do chassi mencionado na matéria, a última passagem do veículo por uma concessionária Honda ocorreu em 2013 e, no banco de dados da montadora, não constam informações do atual proprietário do carro.”
Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/No ... casos.html