Testamos o patinete elétrico e compartilhado que a Uber quer alugar no Brasil
Enviado: 20 Out 2018, 11:43
Testamos o patinete elétrico e compartilhado que a Uber quer alugar no Brasil
Do Auto Esporte

Patinete Lime-S estreou na California no início de 2017 (Foto: Divulgação)
Logo que saí do perímetro do aeroporto internacional de Los Angeles comecei a notar vários patinetes estacionados pelas calçadas. Em alguns pontos havia meia dúzia de unidades amontoadas. Eu tinha lido sobre a novidade, mas não fazia ideia da febre que se tornou nos Estados Unidos. Havia “scooters” (como são chamadas) por todos os lados.
As pioneiras no ramo são a Bird e a Lime, fundadas no início de 2017 — ambas cotadas para vir ao Brasil em 2019. O conceito é o mesmo das startups de compartilhamento de bikes, como a Yellow, que opera em São Paulo.
O usuário baixa o aplicativo, cria uma conta pessoal, cadastra um cartão de crédito (válido) e pronto, já pode desbloquear o patinete.

Serviço é habilitado pelo celular via aplicativo (Foto: Divulgação)
Baixei o app da Lime e concluí o cadastro em instantes. A primeira corrida exige um "calção" de US$ 10 (algo como R$ 37), mas a grana fica de crédito. Custa US$ 1 para alugar e US$ 0,15 centavos o minuto.
O usuário só precisa ser maior de idade e estar conectado. O aplicativo usa a câmera para ler o código QR no guidão e destravar.
A condução é simples e só exige equilíbrio — a Lime nem pede CNH. Em poucos minutos o usuário assimila e ganha confiança. Para "ligar o motor" basta dar um primeiro impulso. Acelerador e freio ficam no guidão, são botões ou alavancas como nas bikes.
Um pequeno visor mostra o nível de bateria e a velocidade em tempo real. A máxima anunciada é de 24 km/h, mas a unidade que testei chegou a 26 km/h (parece pouco, mas é bastante!).

Patinetes na frente do hotel em Santa Monica (Foto: Diogo de Oliveira/Autoesporte)
Em 1 hora, percorri 9 km de Santa Monica até o píer de Venice, sempre pela orla. Mas mesmo à beira mar não se pode rodar com os patinetes em todos os lugares. Há regras e trechos delimitados por questões de segurança. É possível, por exemplo, circular por algumas ruas e avenidas, onde também trafegam carros e outros veículos.
Entretanto, se o usuário acessar um trecho proibido, além do risco de receber multa, o próprio patinete limita a velocidade. O equipamento é conectado e opera dentro dos parâmetros legais, sempre calculando o tempo e os créditos, que são automaticamente renovados ao se esgotarem — o débito vai direto para o cartão de crédito cadastrado.
Ao menos na California, os usuários pareceram conhecer e cumprir a rigor as regras de uso dos patinetes. A unidade que acelerei foi desenvolvida em parceria com a Segway, empresa portuguesa que criou, em 2001, aqueles rovers de duas rodas que normalmente são usados por seguranças em shopping centers pelo Brasil.

Aluguel custa US$ 1 mais US$ 0,15 por minuto (Foto: Diogo de Oliveira/Autoesporte)
E quanto duram as baterias?
No caso dos patinetes da Lime-S, as baterias de íon de lítio possuem autonomia oficial para percorrer 50 km. O aplicativo mostra a localização e a carga disponível em cada unidade. A duração, claro, depende do uso.
Em uma caminhada noturna por Santa Monica, notei que os patinetes desapareceram. É que a empresa os recolhe para fazer a recarga.
Por isso há um horário específico: entre 9 horas da manhã e 21 horas os patinetes são vistos aos montes. Esta é mais ou menos a rotina dos equipamentos compartilhados.
Uma coisa bacana (que surpreendeu de saída) é que o aplicativo da Lime já oferece versão em português. Isso não só facilitou o uso, como deu uma cara familiar à empresa.

Para "ligar" o patinete, basta dar um impulso e acelerar (Foto: Divulgação)
Para se ter ideia do sucesso desses patinetes, em 14 meses a Lime — que também aluga bicicletas — chegou à marca de 10 milhões de corridas só com os scooters.
O primeiro ano de balanço da empresa movimentou US$ 467 milhões, o que chamou a atenção da Uber, que já aplicou US$ 335 milhões em uma rodada de investimentos.
A Uber pretende se associar à Lime e integrar os serviços à sua plataforma de corridas de carro. A ideia é concentrar no aplicativo todas as opções de mobilidade urbana disponíveis, unindo carros, patinetes e bikes convencionais e elétricas. É dessa forma que os patinetes Lime-S e as bikes elétricas devem chegar ao Brasil em 2019, via Uber.

Circulação é liberada nas ruas, mas há restrições (Foto: Divulgação)
Uma das vantagens dos patinetes da Lime e da Bird, startup rival que também chegará ao Brasil, é a facilidade de localização dos veículos. Tal como as bikes da Yellow, os scooters não possuem estações específicas para retirar e devolver após o uso. Há locais proibidos e alguns pontos fixos (preferenciais) que são exibidos no próprio app do celular.
No meu rápido (e divertido) passeio de patinete elétrico, ficou a sensação de que esses modelos têm enorme potencial no Brasil. Em São Paulo, a infra-estrutura deve limitar sua oferta a lugares mais planos e que possuem ciclofaixas, como as regiões das avenidas Faria Lima e Paulista. Já nas cidades grandes do litoral, como Rio de janeiro e Florianópolis, os scooters podem levar alguma vantagem nesse sentido.
Haverá ainda a necessidade de se ajustar algumas regras de trânsito e delimitar áreas onde esses veículos poderão ser utilizados. Mas não resta dúvidas de que os patinetes elétricos irão revolucionar a mobilidade. Eles são baratos de alugar, fáceis de pilotar, rápidos e ocupam menos espaço que as bikes nas ruas e calçadas.
Em 1 hora consumi todo o crédito na Lime, mas foi o dinheiro mais bem gasto da viagem.
saiba mais
Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/te ... rasil.html
Do Auto Esporte

Patinete Lime-S estreou na California no início de 2017 (Foto: Divulgação)
Logo que saí do perímetro do aeroporto internacional de Los Angeles comecei a notar vários patinetes estacionados pelas calçadas. Em alguns pontos havia meia dúzia de unidades amontoadas. Eu tinha lido sobre a novidade, mas não fazia ideia da febre que se tornou nos Estados Unidos. Havia “scooters” (como são chamadas) por todos os lados.
As pioneiras no ramo são a Bird e a Lime, fundadas no início de 2017 — ambas cotadas para vir ao Brasil em 2019. O conceito é o mesmo das startups de compartilhamento de bikes, como a Yellow, que opera em São Paulo.
O usuário baixa o aplicativo, cria uma conta pessoal, cadastra um cartão de crédito (válido) e pronto, já pode desbloquear o patinete.

Serviço é habilitado pelo celular via aplicativo (Foto: Divulgação)
Baixei o app da Lime e concluí o cadastro em instantes. A primeira corrida exige um "calção" de US$ 10 (algo como R$ 37), mas a grana fica de crédito. Custa US$ 1 para alugar e US$ 0,15 centavos o minuto.
O usuário só precisa ser maior de idade e estar conectado. O aplicativo usa a câmera para ler o código QR no guidão e destravar.
A condução é simples e só exige equilíbrio — a Lime nem pede CNH. Em poucos minutos o usuário assimila e ganha confiança. Para "ligar o motor" basta dar um primeiro impulso. Acelerador e freio ficam no guidão, são botões ou alavancas como nas bikes.
Um pequeno visor mostra o nível de bateria e a velocidade em tempo real. A máxima anunciada é de 24 km/h, mas a unidade que testei chegou a 26 km/h (parece pouco, mas é bastante!).
Patinetes na frente do hotel em Santa Monica (Foto: Diogo de Oliveira/Autoesporte)
Em 1 hora, percorri 9 km de Santa Monica até o píer de Venice, sempre pela orla. Mas mesmo à beira mar não se pode rodar com os patinetes em todos os lugares. Há regras e trechos delimitados por questões de segurança. É possível, por exemplo, circular por algumas ruas e avenidas, onde também trafegam carros e outros veículos.
Entretanto, se o usuário acessar um trecho proibido, além do risco de receber multa, o próprio patinete limita a velocidade. O equipamento é conectado e opera dentro dos parâmetros legais, sempre calculando o tempo e os créditos, que são automaticamente renovados ao se esgotarem — o débito vai direto para o cartão de crédito cadastrado.
Ao menos na California, os usuários pareceram conhecer e cumprir a rigor as regras de uso dos patinetes. A unidade que acelerei foi desenvolvida em parceria com a Segway, empresa portuguesa que criou, em 2001, aqueles rovers de duas rodas que normalmente são usados por seguranças em shopping centers pelo Brasil.

Aluguel custa US$ 1 mais US$ 0,15 por minuto (Foto: Diogo de Oliveira/Autoesporte)
E quanto duram as baterias?
No caso dos patinetes da Lime-S, as baterias de íon de lítio possuem autonomia oficial para percorrer 50 km. O aplicativo mostra a localização e a carga disponível em cada unidade. A duração, claro, depende do uso.
Em uma caminhada noturna por Santa Monica, notei que os patinetes desapareceram. É que a empresa os recolhe para fazer a recarga.
Por isso há um horário específico: entre 9 horas da manhã e 21 horas os patinetes são vistos aos montes. Esta é mais ou menos a rotina dos equipamentos compartilhados.
Uma coisa bacana (que surpreendeu de saída) é que o aplicativo da Lime já oferece versão em português. Isso não só facilitou o uso, como deu uma cara familiar à empresa.

Para "ligar" o patinete, basta dar um impulso e acelerar (Foto: Divulgação)
Para se ter ideia do sucesso desses patinetes, em 14 meses a Lime — que também aluga bicicletas — chegou à marca de 10 milhões de corridas só com os scooters.
O primeiro ano de balanço da empresa movimentou US$ 467 milhões, o que chamou a atenção da Uber, que já aplicou US$ 335 milhões em uma rodada de investimentos.
A Uber pretende se associar à Lime e integrar os serviços à sua plataforma de corridas de carro. A ideia é concentrar no aplicativo todas as opções de mobilidade urbana disponíveis, unindo carros, patinetes e bikes convencionais e elétricas. É dessa forma que os patinetes Lime-S e as bikes elétricas devem chegar ao Brasil em 2019, via Uber.

Circulação é liberada nas ruas, mas há restrições (Foto: Divulgação)
Uma das vantagens dos patinetes da Lime e da Bird, startup rival que também chegará ao Brasil, é a facilidade de localização dos veículos. Tal como as bikes da Yellow, os scooters não possuem estações específicas para retirar e devolver após o uso. Há locais proibidos e alguns pontos fixos (preferenciais) que são exibidos no próprio app do celular.
No meu rápido (e divertido) passeio de patinete elétrico, ficou a sensação de que esses modelos têm enorme potencial no Brasil. Em São Paulo, a infra-estrutura deve limitar sua oferta a lugares mais planos e que possuem ciclofaixas, como as regiões das avenidas Faria Lima e Paulista. Já nas cidades grandes do litoral, como Rio de janeiro e Florianópolis, os scooters podem levar alguma vantagem nesse sentido.
Haverá ainda a necessidade de se ajustar algumas regras de trânsito e delimitar áreas onde esses veículos poderão ser utilizados. Mas não resta dúvidas de que os patinetes elétricos irão revolucionar a mobilidade. Eles são baratos de alugar, fáceis de pilotar, rápidos e ocupam menos espaço que as bikes nas ruas e calçadas.
Em 1 hora consumi todo o crédito na Lime, mas foi o dinheiro mais bem gasto da viagem.
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Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/te ... rasil.html