Do Auto Esporte

Fiat Strada Hard Working (Foto: Divulgação)
Faz 18 anos que a Fiat Strada é a picape mais vendida do seu segmento. O mais impressionante? A montadora produz o utilitário há 20 anos e nunca trocou de geração, muito menos de plataforma. Para você ter uma ideia, a plataforma é a mesma do Palio de primeira geração, apenas com algumas modificações para levar mais carga. Por que ela é a mais vendida então? Avaliamos a versão Hard Working cabine simples para descobrir os pontos fortes e fracos da picape queridinha.
Espaço
No total, existem seis versões da Strada, que vão de R$ 50 mil a R$ 80 mil. A configuração avaliada é a cabine simples, mas ainda há na linha a cabine estendida, que tem espaço para colocar objetos atrás dos bancos, e a cabine dupla, que tem a segunda fileira para comportar mais duas pessoas com a terceira porta (lado direito) tipo suicida, com abertura invertida.
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Quem escolher pela configuração Hard Working Cabine Simples vai pagar mais barato, mas não vai poder carregar muita coisa dentro do carro e só conseguirá levar um carona. A configuração testada por Autoesporte é voltada para quem precisa de bastante espaço para carga, já que ela tem capacidade para 705 kg e 1.220 litros.
Vale dizer que a tampa da caçamba é pesada e falta um sistema de amortecimento. Apesar disso, a picape vem equipada de fábrica com protetor de caçamba e ganchos para amarração de carga. Pena a capota marítima ser vendida apenas como acessório, a R$ 500.

Fiat Strada Hard Working (Foto: Divulgação)
Acabamento
O interior é praticamente igual em todas as versões. Não dá para negar que o visual é bem antigo — algumas peças são, inclusive, mal encaixadas. Os botões também não foram modernizados. Como a Strada nunca mudou de geração, ela envelheceu em muitos pontos. O conforto e a ergonomia são quesitos que poderiam melhorar: o banco não tem regulagem de altura e o volante não tem ajuste de profundidade.

Fiat Strada Hard Working (Foto: Divulgação)
Itens de série
A versão Hard Working Cabine Simples custa cerca de R$ 60 mil, é a segunda mais barata da gama, e vem equipada com ar, computador de bordo, tomada 12V, predisposição para som (com 2 alto-falantes e antena) e rodas de aço de 14 polegadas. A direção é hidráulica e os retrovisores são manuais (não tem ajuste elétrico nem como opcional na configuração). Vale dizer que a Fiat tem dado bons descontos na Strada, já que a nova geração chega em 2020.
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Falando neles, a picape tem dois pacotes de equipamentos que custam R$ 1.300 e acrescentam vidros e travas elétricas, abertura interna da tampa do combustível e a barra de proteção do vidro traseiro. Existe outro mais completo de R$ 3 mil que acrescenta a capota marítima e a central multimídia. Agora, se você faz questão da tela touchscreen, esqueça. O sistema possui apenas USB, MP3, entrada auxiliar e Bluetooth.
Ao volante
O motor da versão Hard Working é um 1.4 flex de até 88 cv e 12,5 kgfm, e o câmbio só pode ser o manual de 5 velocidades. A única configuração que tem motor 1.8 é a topo de linha Adventure cabine dupla, que custa R$ 80 mil. A Strada precisa de um motor mais potente, Falta fôlego com a caçamba cheia. Em nossos testes, a picape foi de 0 a 100 km/h em 14,1 segundos, sem carga. Pelo Inmetro, os consumos são de 7,4 km/l (cidade) e 8,5 km/l (estrada).

Fiat Strada Hard Working (Foto: Divulgação)
O câmbio é macio e de curso longo, mas poderia ter um pouco mais de precisão. Se o desempenho não é tão bom, um dos destaques é a suspensão traseira com eixo rígido e feixe de molas. Esse é um dos principais pontos positivos da picape, adorada por quem tem que levar muita carga e não pode abrir mão da robustez.
Por ter uma plataforma antiga, falta segurança: a Strada só tem os obrigatórios ABS e airbag duplo e falta controle de tração e estabilidade e reforços na carroceria. Para estacionar, iria muito bem uma direção elétrica. Vale dizer que a Strada foi favorecida pela concorrência: Chevrolet Montana e Volkswagen Saveiro também não se modernizaram.
Pontos fortes e pontos fracos
Não dá pra negar que a Fiat sabe vender picapes. A Strada e a Toro vão muito bem e estão sempre no topo do ranking de vendas. Apesar de ter uma arquitetura antiga, a Fiat conseguiu inovar com a Strada e criou três tipos de cabine para atender diversos públicos. Essa foi a estratégia da montadora para continuar na liderança, sem precisar gastar muito e aumentar o valor da picape. Mas não dá pra negar, o carro é ultrapassado: não entrega conforto, bom desempenho e nem segurança, apesar de ser robusta para o trabalho. Mas isso deve ser resolvido na nova geração que chega no ano que vem.
Ficha Técnica
Motor: 1.4, dianteiro, transversal, 4 cilindros em linha, 8V, flex
Potência: 88/85 cv a 5.750 rpm
Torque: 12,5/12,4 kgfm a 3.500 rpm
Câmbio: Manual, 5 marchas, tração dianteira
Direção: Mecânica com pinhão e cremalheira
Suspensão: Independente McPherson (dianteira) e eixo rígido (traseira)
Freios: Discos ventilados (dianteira) e tambores (traseira)
Pneus: 175/70 R14
Comprimento: 4,43 m
Largura: 1,66 m
Altura: 1,59 m
Entre-eixos: 2,71 m
Tanque de combustível: 58 litros
Caçamba: 1.220 litros
Peso: 1.113 kg
Fonte: https://revistaautoesporte.globo.com/An ... cesso.html
