EcoSport Powershift deixa a desejar
Enviado: 05 Dez 2012, 12:20
http://carros.ig.com.br/lancamentos/eco ... /5605.html
EcoSport Powershift deixa a desejar
Versão com câmbio de dupla embreagem, apesar de moderna, não agrada como o esperado
O título de “carro mais moderno do Brasil” não significa necessariamente que ele será o melhor automóvel do mercado. É o caso do novo EcoSport Powershift, que surpreende ao ser o primeiro veículo nacional equipado com câmbio de dupla embreagem, atualmente a tecnologia mais avançada no campo das transmissões. Quando conduzido, porém, o produto mostra uma fraca performance e o funcionamento da caixa de marchas, especialmente no modo automático, deixa a desejar.
O câmbio Powershift é na verdade uma caixa semi-automática, ou automatizada, como são, por exemplo, os modelos da linha I-Motion da Volkswagen e Dualogic da Fiat. A diferença na transmissão da Ford é o sistema com duas embreagens, que torna as trocas de marcha mais rápidas - 3 vezes mais que um câmbio automático, segundo a marca – e com pouca interrupção na faixa de torque, o que melhora o desempenho em aceleração e consumo de combustível, já que o motor não precisa retomar o “fôlego” ao subir as marchas. Esse equipamento é muito utilizado (e com sucesso) em carros da Audi e VW.
Apesar de todas as benesses dessa tecnologia, nota-se que o câmbio de dupla embreagem do EcoSport não possui um bom software de gerenciamento para o modo automático ao passo que a função manual é péssima de ser operada. A Ford escolheu o caminho da “economia de palito” e optou por uma alavanca de trilho fixo, o que relegou o comando da função manual para um pequeno botão no próprio manete, que o motorista opera com o dedão. Borboletas no volante então, nem pensar.
Já o modo automático parece um tanto confuso, especialmente em terrenos com muitos altos e baixos, onde o carro se confunde entre reduzir as marchas ou manter, por exemplo, a quinta marcha engata mesmo em uma subida íngreme. A transmissão nesse modo também “amarra” o motor 2.0 16V Duratec capaz de gerar até 147 cv. Apesar do bom número, essa cavalaria ainda não é o suficiente para empurrar os 1.316 kg do EcoSport Powershift com desenvoltura, ainda mais quando carregado e com o ar condicionado ligado.
Muita expectativa, pouco resultado
Como todo carro nacional, o EcoSport tem pontos positivos e outros negativos. O carro da Ford enche os olhos pelo design ousado e moderno, enfim parecido com os modelos da Ford à venda nos Estados Unidos e Europa. Ele também herdou a boa dirigibilidade dos modelos médios da marca, famosa no Brasil pela boa “pegada” do Focus, o que é mérito da rigidez da carroceria e um bom acerto de suspensão e direção.
A nova geração do jipinho também é uma lição a outras montadoras sobre o que um automóvel deve ter para oferecer segurança aos ocupantes e vai além dos triviais freios ABS e airbags. O EcoSport já vem com controles eletrônicos de estabilidade e tração, itens presentes no Brasil apenas em veículos importados e de categorias superiores. Nesse ponto a Ford está dando um baile na concorrência. Mas...
O EcoSport, porém, é um desastre na parte de acabamento interno, seja na versão S de entrada ou no top de linha Titanium. As peças da cabine são visivelmente mal encaixadas, o que resulta em diversos vãos abertos pelas portas e no painel. O plástico usado na montagem também não é dos melhores (até o cheiro incomoda) e os componentes ainda vêm com rebarbas aparentes.
O carro também sofre de um sério problema de isolamento acústico. O barulho do motor invade a cabine de forma escandalosa já em qualquer acelerada acima de 3.000 rpm e o ruído do ar condicionado em rotação média é absurdamente alto a ponta de atrapalhar uma conversa entre os ocupantes ou ouvir uma música.
A versão Powershift já está disponível no mercado nacional em duas versões: SE por R$ 63.390 e Titanium por R$ 70.890. Por conta do pacote tecnológico que traz o EcoSport é mais caro que seus concorrentes, o que é naturalmente normal. No entanto, a falta de capricho no acabamento e o funcionamento pífio do câmbio, que deveria surpreender e não desanimar, deixam a impressão de que a Ford poderia ter feito um trabalho melhor.
E agora, fordlovers, qual vai ser a desculpa???
EcoSport Powershift deixa a desejar
Versão com câmbio de dupla embreagem, apesar de moderna, não agrada como o esperado
O título de “carro mais moderno do Brasil” não significa necessariamente que ele será o melhor automóvel do mercado. É o caso do novo EcoSport Powershift, que surpreende ao ser o primeiro veículo nacional equipado com câmbio de dupla embreagem, atualmente a tecnologia mais avançada no campo das transmissões. Quando conduzido, porém, o produto mostra uma fraca performance e o funcionamento da caixa de marchas, especialmente no modo automático, deixa a desejar.
O câmbio Powershift é na verdade uma caixa semi-automática, ou automatizada, como são, por exemplo, os modelos da linha I-Motion da Volkswagen e Dualogic da Fiat. A diferença na transmissão da Ford é o sistema com duas embreagens, que torna as trocas de marcha mais rápidas - 3 vezes mais que um câmbio automático, segundo a marca – e com pouca interrupção na faixa de torque, o que melhora o desempenho em aceleração e consumo de combustível, já que o motor não precisa retomar o “fôlego” ao subir as marchas. Esse equipamento é muito utilizado (e com sucesso) em carros da Audi e VW.
Apesar de todas as benesses dessa tecnologia, nota-se que o câmbio de dupla embreagem do EcoSport não possui um bom software de gerenciamento para o modo automático ao passo que a função manual é péssima de ser operada. A Ford escolheu o caminho da “economia de palito” e optou por uma alavanca de trilho fixo, o que relegou o comando da função manual para um pequeno botão no próprio manete, que o motorista opera com o dedão. Borboletas no volante então, nem pensar.
Já o modo automático parece um tanto confuso, especialmente em terrenos com muitos altos e baixos, onde o carro se confunde entre reduzir as marchas ou manter, por exemplo, a quinta marcha engata mesmo em uma subida íngreme. A transmissão nesse modo também “amarra” o motor 2.0 16V Duratec capaz de gerar até 147 cv. Apesar do bom número, essa cavalaria ainda não é o suficiente para empurrar os 1.316 kg do EcoSport Powershift com desenvoltura, ainda mais quando carregado e com o ar condicionado ligado.
Muita expectativa, pouco resultado
Como todo carro nacional, o EcoSport tem pontos positivos e outros negativos. O carro da Ford enche os olhos pelo design ousado e moderno, enfim parecido com os modelos da Ford à venda nos Estados Unidos e Europa. Ele também herdou a boa dirigibilidade dos modelos médios da marca, famosa no Brasil pela boa “pegada” do Focus, o que é mérito da rigidez da carroceria e um bom acerto de suspensão e direção.
A nova geração do jipinho também é uma lição a outras montadoras sobre o que um automóvel deve ter para oferecer segurança aos ocupantes e vai além dos triviais freios ABS e airbags. O EcoSport já vem com controles eletrônicos de estabilidade e tração, itens presentes no Brasil apenas em veículos importados e de categorias superiores. Nesse ponto a Ford está dando um baile na concorrência. Mas...
O EcoSport, porém, é um desastre na parte de acabamento interno, seja na versão S de entrada ou no top de linha Titanium. As peças da cabine são visivelmente mal encaixadas, o que resulta em diversos vãos abertos pelas portas e no painel. O plástico usado na montagem também não é dos melhores (até o cheiro incomoda) e os componentes ainda vêm com rebarbas aparentes.
O carro também sofre de um sério problema de isolamento acústico. O barulho do motor invade a cabine de forma escandalosa já em qualquer acelerada acima de 3.000 rpm e o ruído do ar condicionado em rotação média é absurdamente alto a ponta de atrapalhar uma conversa entre os ocupantes ou ouvir uma música.
A versão Powershift já está disponível no mercado nacional em duas versões: SE por R$ 63.390 e Titanium por R$ 70.890. Por conta do pacote tecnológico que traz o EcoSport é mais caro que seus concorrentes, o que é naturalmente normal. No entanto, a falta de capricho no acabamento e o funcionamento pífio do câmbio, que deveria surpreender e não desanimar, deixam a impressão de que a Ford poderia ter feito um trabalho melhor.
E agora, fordlovers, qual vai ser a desculpa???



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