Teste: Triumph Street Triple 675 e Daytona 675R
Enviado: 24 Mai 2013, 11:24
Teste: Triumph Street Triple 675 e Daytona 675R
24/05/2013 08:10 - Fotos: Eduardo Rocha/Carta Z Notícias

Sucesso estimula a Triumph a ampliar sua oferta no Brasil com as médias Street Triple e Daytona
por Eduardo Rocha
Auto Press
A inglesa Triumph se aclimatou muito bem aos trópicos. A marca desembarcou por aqui no final de 2012 com planos de montar três modelos em Manaus, importar outros três e emplacar 2 mil motos este ano. Passou longe. A montadora vem sendo apertada pela demanda. Apenas no primeiro quadrimestre, já emplacou perto de 650 unidades, ou 15% das vendas de motocicletas acima de 450 cc. Isso com apenas três concessionárias – número que deve pular para 12 até dezembro. Por isso, as 2 mil já viraram 2.500 unidades e para 2014 a meta já passou a ser 3.500. E corre o risco de errar a previsão novamente. Em junho, a marca entrega à pequena rede as primeiras unidades de seus modelos esportivos de médio porte, também montados em Manaus. A naked Street Triple 675 e a superesportiva Daytona 675R devem ajudar a esquentar ainda mais o mercado da marca britânica.
E o maior poder de atração, entre as duas novatas, é mesmo da Street Triple 675, que chega por R$ 31.900 já com ABS. O trunfo da Triumph é ser uma marca tradicional, com glamour e, ainda por cima, europeia. Apesar da notória qualidade, ter um modelo de marca japonesa acaba sendo uma coisa óbvia e comum. Entre as esportivas médias, contando nakeds e carenadas, seria a única não-oriental. A Honda atua com Hornet e CBR 600F, a Yamaha com XJ6, a Suzuki com Bandit e GXS 650F e a Kawasaki com Ninja 650 e ER-6N.

Em 2012, este segmento absorveu 1.070 unidades por mês. Volume que caiu em 2013 para 915/mês. E a Triumph pretende emplacar 80 unidades da Street Triple por mês, o que a deixaria atrás apenas de Honda e Yamaha. Em relação à Hornet, rival mais direta, a Street Triple é quase 10% mais barata. Já a Yamaha custa 10% menos, mas não vem equipada com ABS – recurso que a Triumph traz de série.
Nos demais requisitos, a Triumph também se equivale às japonesas. A potência do motor 675 cc foi reduzida a 85 cv – na Europa, ele rende 106 cv –, por conta de ajustes ao combustível brasileiro e ao nível de emissões. Ainda assim, só fica atrás do modelo da Honda, que vai a 102 cv. A Street Triple foi totalmente remodelada no final do ano passado e ganhou novo chassi, mas manteve características clássicas da marca, com os faróis duplos – em forma de losango deitado – e o propulsor refrigerado a água com três cilindros em linha.

O segundo modelo apresentado pela marca nasceu para ser uma obra de fina engenharia. O motor da Daytona 675R tem os mesmos 675 cc da Street Triple, também com três cilindros em linha, mas rende nada menos que 128 cv. Atualmente, a Daytona 675R tem apenas um rival no segmento de superesportivas médias, a Kawasaki ZX6R 636, que chegou na linha 2013 para substituir a ZX-6R. Ela é um pouco mais cara que o modelo da Triumph – R$ 52.990 contra R$ 48.690 –, mas tem potência de 131 cv. A Honda, que até 2011 vendia a CBR 600RR, achou por bem apostar no Brasil apenas no segmento de superesportivas de 1.000 cc, que tem preço pouco maior e desempenho bem superior às das médias.
Na Europa, no entanto, as médias superesportivas têm um mercado cativo. A ponto de a Triumph ter a Daytona como única superesportiva da marca. O modelo também acaba de ganhar uma nova geração, em que recebeu melhorias e evoluções no quadro, trem de força e suspensão – além de um design marcadamente agressivo. As alterações no propulsor incluíram desenho de válvulas, redesenho dos cilindros e alívio de peso nas peças internas móveis. Com tudo isso, conseguiu emagrecer 1 quilo no peso e engordar em 3 cv na potência, em relação à geração anterior.

Primeiras impressões
Dois pesos, uma medida
Mogi-Guaçu/SP – Números podem ser bastante enganosos. Street Triple e Daytona têm motores de três cilindros com exatamente a mesma capacidade cúbica, 675 cm³. Mas são animais completamente diferentes. A primeira é dócil, amistosa e maleável. Capaz de acompanhar o dono de casa ao trabalho, no lazer ou em viagens sem maiores alteraçòes de humor. Já a Daytona, definitivamente, é nervosa, quase afoita. Basta insinuar uma leve torção no punho para ela se empertigar toda, pronta para imprimir uma marca no asfalto.
Outra diferença marcante é a ergonomia, bem mais forçada na Daytona – como se exige em uma superesportiva. O peso do corpo do piloto acaba pendendo para a frente e se concentrando no ante-braço e na parte interna da perna. Essa posição permite um domínio mais preciso sobre a moto, mas cansa em pouco tempo o piloto. Já a Street é mais amigável. O piloto fica um pouco mais ereto e relaxado.
Já na pista do autódromo Velo Cittá, no interior paulista, a diferença de comportamento das duas na hora acelerar é abissal. Afinal, são 128 cv da Daytona contra “apenas” 85 cv da Street Triple, sendo que o peso das duas é praticamente o mesmo – 184 kg na superesportiva e 183 kg na naked. Já nas curvas, a diferença é menos explícita – a Daytona é mais rápida na hora de inclinar. No mais, as duas são bastante equilibradas e ágeis. São estáveis nas retas, nas freadas e nas entradas de curva A Daytona, claro, mostra mais facilidade para chegar a limites superiores.

Ficha técnica
Triumph Street Triple
Motor: A gasolina, quatro tempos, 675 cm³, tricilíndrico, quatro válvulas por cilindro, comando duplo no cabeçote e refrigeração líquida. Injeção eletrônica multiponto sequencial.
Câmbio: Manual de seis marchas com transmissão por corrente.
Potência máxima: 85,1 cv a 11.200 rpm.
Torque máximo: 6,1 kgfm a 8.300 rpm
Diâmetro e curso: 74,0 mm X 52,3 mm.
Taxa de compressão: 12,6:1.
Suspensão: Dianteira com garfos invertidos e curso de 110 mm. Traseira com amortecedor único e curso de 124,5 mm.
Pneus: 120/70 R17 na frente e 180/55 R17 atrás.
Freios: Discos duplos flutuantes de 310 mm na frente e disco de 220 mm atrás. Oferece ABS de série.
Dimensões: 2,05 metros de comprimento, 1,06 m de altura, 0,74 m de largura, 1,41 m de distância entre-eixos e 0,80 m de altura do assento.
Peso: 183 kg.
Tanque do combustível: 17,4 litros.
Produção: Manaus, Amazonas.
Preço: R$ 31.900.

Triumph Daytona 675R
Motor: A gasolina, quatro tempos, 675 cm³, tricilíndrico, quatro válvulas por cilindro, comando duplo no cabeçote e refrigeração líquida. Injeção eletrônica multiponto sequencial.
Câmbio: Manual de seis marchas com transmissão por corrente.
Potência máxima: 128 cv a 12.500 rpm.
Torque máximo: 7,5 kgfm a 11.900 rpm
Diâmetro e curso: 76,0 mm X 49,6 mm.
Taxa de compressão: 13,1:1.
Suspensão: Dianteira com garfos invertidos com regulagem de amortecimento de pré-carga, rebote e compressão e curso de 120 mm. Traseira com amortecedor único com dois cilindros internos, regulagem de amortecimento de rebote e compressão e curso de 133 mm.
Pneus: 120/70 R17 na frente e 180/55 R17 atrás.
Freios: Discos duplos flutuantes de 310 mm na frente e disco de 220 mm atrás. Oferece ABS de série.
Dimensões: 2,04 metros de comprimento, 1,11 m de altura, 0,69 m de largura, 1,37 m de distância entre-eixos e 0,83 m de altura do assento.
Peso: 184 kg.
Tanque do combustível: 17,4 litros.
Produção: Manaus, Amazonas.
Preço: R$ 48.690.



Fonte: http://motordream.uol.com.br/noticias/v ... ytona-675r
24/05/2013 08:10 - Fotos: Eduardo Rocha/Carta Z Notícias
Sucesso estimula a Triumph a ampliar sua oferta no Brasil com as médias Street Triple e Daytona
por Eduardo Rocha
Auto Press
A inglesa Triumph se aclimatou muito bem aos trópicos. A marca desembarcou por aqui no final de 2012 com planos de montar três modelos em Manaus, importar outros três e emplacar 2 mil motos este ano. Passou longe. A montadora vem sendo apertada pela demanda. Apenas no primeiro quadrimestre, já emplacou perto de 650 unidades, ou 15% das vendas de motocicletas acima de 450 cc. Isso com apenas três concessionárias – número que deve pular para 12 até dezembro. Por isso, as 2 mil já viraram 2.500 unidades e para 2014 a meta já passou a ser 3.500. E corre o risco de errar a previsão novamente. Em junho, a marca entrega à pequena rede as primeiras unidades de seus modelos esportivos de médio porte, também montados em Manaus. A naked Street Triple 675 e a superesportiva Daytona 675R devem ajudar a esquentar ainda mais o mercado da marca britânica.
E o maior poder de atração, entre as duas novatas, é mesmo da Street Triple 675, que chega por R$ 31.900 já com ABS. O trunfo da Triumph é ser uma marca tradicional, com glamour e, ainda por cima, europeia. Apesar da notória qualidade, ter um modelo de marca japonesa acaba sendo uma coisa óbvia e comum. Entre as esportivas médias, contando nakeds e carenadas, seria a única não-oriental. A Honda atua com Hornet e CBR 600F, a Yamaha com XJ6, a Suzuki com Bandit e GXS 650F e a Kawasaki com Ninja 650 e ER-6N.
Em 2012, este segmento absorveu 1.070 unidades por mês. Volume que caiu em 2013 para 915/mês. E a Triumph pretende emplacar 80 unidades da Street Triple por mês, o que a deixaria atrás apenas de Honda e Yamaha. Em relação à Hornet, rival mais direta, a Street Triple é quase 10% mais barata. Já a Yamaha custa 10% menos, mas não vem equipada com ABS – recurso que a Triumph traz de série.
Nos demais requisitos, a Triumph também se equivale às japonesas. A potência do motor 675 cc foi reduzida a 85 cv – na Europa, ele rende 106 cv –, por conta de ajustes ao combustível brasileiro e ao nível de emissões. Ainda assim, só fica atrás do modelo da Honda, que vai a 102 cv. A Street Triple foi totalmente remodelada no final do ano passado e ganhou novo chassi, mas manteve características clássicas da marca, com os faróis duplos – em forma de losango deitado – e o propulsor refrigerado a água com três cilindros em linha.
O segundo modelo apresentado pela marca nasceu para ser uma obra de fina engenharia. O motor da Daytona 675R tem os mesmos 675 cc da Street Triple, também com três cilindros em linha, mas rende nada menos que 128 cv. Atualmente, a Daytona 675R tem apenas um rival no segmento de superesportivas médias, a Kawasaki ZX6R 636, que chegou na linha 2013 para substituir a ZX-6R. Ela é um pouco mais cara que o modelo da Triumph – R$ 52.990 contra R$ 48.690 –, mas tem potência de 131 cv. A Honda, que até 2011 vendia a CBR 600RR, achou por bem apostar no Brasil apenas no segmento de superesportivas de 1.000 cc, que tem preço pouco maior e desempenho bem superior às das médias.
Na Europa, no entanto, as médias superesportivas têm um mercado cativo. A ponto de a Triumph ter a Daytona como única superesportiva da marca. O modelo também acaba de ganhar uma nova geração, em que recebeu melhorias e evoluções no quadro, trem de força e suspensão – além de um design marcadamente agressivo. As alterações no propulsor incluíram desenho de válvulas, redesenho dos cilindros e alívio de peso nas peças internas móveis. Com tudo isso, conseguiu emagrecer 1 quilo no peso e engordar em 3 cv na potência, em relação à geração anterior.
Primeiras impressões
Dois pesos, uma medida
Mogi-Guaçu/SP – Números podem ser bastante enganosos. Street Triple e Daytona têm motores de três cilindros com exatamente a mesma capacidade cúbica, 675 cm³. Mas são animais completamente diferentes. A primeira é dócil, amistosa e maleável. Capaz de acompanhar o dono de casa ao trabalho, no lazer ou em viagens sem maiores alteraçòes de humor. Já a Daytona, definitivamente, é nervosa, quase afoita. Basta insinuar uma leve torção no punho para ela se empertigar toda, pronta para imprimir uma marca no asfalto.
Outra diferença marcante é a ergonomia, bem mais forçada na Daytona – como se exige em uma superesportiva. O peso do corpo do piloto acaba pendendo para a frente e se concentrando no ante-braço e na parte interna da perna. Essa posição permite um domínio mais preciso sobre a moto, mas cansa em pouco tempo o piloto. Já a Street é mais amigável. O piloto fica um pouco mais ereto e relaxado.
Já na pista do autódromo Velo Cittá, no interior paulista, a diferença de comportamento das duas na hora acelerar é abissal. Afinal, são 128 cv da Daytona contra “apenas” 85 cv da Street Triple, sendo que o peso das duas é praticamente o mesmo – 184 kg na superesportiva e 183 kg na naked. Já nas curvas, a diferença é menos explícita – a Daytona é mais rápida na hora de inclinar. No mais, as duas são bastante equilibradas e ágeis. São estáveis nas retas, nas freadas e nas entradas de curva A Daytona, claro, mostra mais facilidade para chegar a limites superiores.
Ficha técnica
Triumph Street Triple
Motor: A gasolina, quatro tempos, 675 cm³, tricilíndrico, quatro válvulas por cilindro, comando duplo no cabeçote e refrigeração líquida. Injeção eletrônica multiponto sequencial.
Câmbio: Manual de seis marchas com transmissão por corrente.
Potência máxima: 85,1 cv a 11.200 rpm.
Torque máximo: 6,1 kgfm a 8.300 rpm
Diâmetro e curso: 74,0 mm X 52,3 mm.
Taxa de compressão: 12,6:1.
Suspensão: Dianteira com garfos invertidos e curso de 110 mm. Traseira com amortecedor único e curso de 124,5 mm.
Pneus: 120/70 R17 na frente e 180/55 R17 atrás.
Freios: Discos duplos flutuantes de 310 mm na frente e disco de 220 mm atrás. Oferece ABS de série.
Dimensões: 2,05 metros de comprimento, 1,06 m de altura, 0,74 m de largura, 1,41 m de distância entre-eixos e 0,80 m de altura do assento.
Peso: 183 kg.
Tanque do combustível: 17,4 litros.
Produção: Manaus, Amazonas.
Preço: R$ 31.900.
Triumph Daytona 675R
Motor: A gasolina, quatro tempos, 675 cm³, tricilíndrico, quatro válvulas por cilindro, comando duplo no cabeçote e refrigeração líquida. Injeção eletrônica multiponto sequencial.
Câmbio: Manual de seis marchas com transmissão por corrente.
Potência máxima: 128 cv a 12.500 rpm.
Torque máximo: 7,5 kgfm a 11.900 rpm
Diâmetro e curso: 76,0 mm X 49,6 mm.
Taxa de compressão: 13,1:1.
Suspensão: Dianteira com garfos invertidos com regulagem de amortecimento de pré-carga, rebote e compressão e curso de 120 mm. Traseira com amortecedor único com dois cilindros internos, regulagem de amortecimento de rebote e compressão e curso de 133 mm.
Pneus: 120/70 R17 na frente e 180/55 R17 atrás.
Freios: Discos duplos flutuantes de 310 mm na frente e disco de 220 mm atrás. Oferece ABS de série.
Dimensões: 2,04 metros de comprimento, 1,11 m de altura, 0,69 m de largura, 1,37 m de distância entre-eixos e 0,83 m de altura do assento.
Peso: 184 kg.
Tanque do combustível: 17,4 litros.
Produção: Manaus, Amazonas.
Preço: R$ 48.690.
Fonte: http://motordream.uol.com.br/noticias/v ... ytona-675r
Naked é mais misto.






