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Como é conviver com um Fiat 500 Abarth a céu aberto?

Enviado: 15 Set 2013, 23:41
por Vittel
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É possível dirigir o Fiat 500 Abarth Cabrio como uma pessoa normal e sensata. É possível trocar de marcha a racionais 2.500 rpm, evitando assim assustar os pedestres com seu escape de mini Ferrari absurdamente barulhento.

É possível não usar o modo Sport, que aumenta o torque, ficar com a capota fechada, não tentar fazer curvas fechadas em alta velocidade. É possível ter um deles com você e não ficar arrumando desculpas para dirigir por aí sem nenhum motivo.

É possível fazer tudo isto. Só que é bem difícil, e você não vai querer tentar.

Nós já sabemos o quanto o 500 Abarth é divertido e como o seu ronco é uma beleza. Mas eu passei uma semana com o Abarth para ver como é conviver com ele no dia-a-dia. Será que a suspensão firme seria muito difícil de aguentar? Será que eu ficaria sem espaço para todas as minhas coisas na carroceria assumidamente pequena do 500? Será que eu ficaria enjoado do ronco depois de um tempo?

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O Abarth que usei na minha viagem foi o Cabrio, que tem o que a Fiat chama de “Power Sunroof”. Ao toque de um botão, o teto de tecido desliza para trás até certo ponto para te dar, de fato, um teto solar, ou até o final para que você e todos os passageiros se sintam em um conversível. Posso dizer que minha viagem ficou bem mais agradável, ainda mais com os 33°C acompanhados de uma suave brisa em vez dos quase 40°C de costume.

Descobri que o Abarth não é perfeito. Longe disso, na verdade. Mas ele consegue proporcionar emoções que duram bem mais do que qualquer ida rápida e cheia de largadas agressivas ao mercado porque você esqueceu o suco de laranja de propósito só para poder sair com o Abarth de novo (não que isto tenha acontecido, claro).

Por fora

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Originalmente, o Fiat 500 é uma atualização estilosa e adorável de um clássico italiano estiloso e adorável. É um ótimo trabalho de design. Mas quando vira um Abarth, ele muda bastante.

As modificações estéticas no carro que eu testei incluíam não menos do que 10 emblemas Abarth, incluindo os das calotinhas, espelhos vermelhos, uma faixa vermelha bem anos 80 na lateral com a escrita “ABARTH”, um novo para-choque traseiro que me lembrou o da Ferrari F12 Berlinetta, e enormes rodas de 17 polegadas.

É bonito, sim, mas pode ser meio exagerado, como se estivesse tentando compensar pelo seu irmão bonitinho demais e exagerando na medida. O Abarth veio para se divertir, e quer que todo mundo saiba disso.

Uma coisa que o Cabrio não tem é a porta do bagageiro, que dá lugar a uma pequena tampa retangular para o porta-malas. Enchê-lo de bagagem não é a coisa mais fácil do mundo, mas também não é impossível.

Por dentro

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Com uma mistura esquisita de alguns materiais ótimos e outros bem baratos, o interior tem coisas que eu gostei e coisas que eu não gostei. Entre as primeiras, o painel brilhante pintado na mesma cor da carroceria, o couro macio dos bancos, da manopla de câmbio e acima do painel de instrumentos, e os pedais de alumínio.

As coisas que eu não gostei incluíam os botões bem baratos do ar-condicionado e do rádio, e os bancos em si, cujos apoios laterais mínimos e as bases estreitas e planas ficaram bem desconfortáveis depois de um tempo.

O mostrador central combina conta-giros e velocímetro com uma tela no centro. É muita informação em um mesmo lugar, e eu prefiro dois mostradores separados, mas você acaba se acostumando. E eu não me incomodei muito com os controles do rádio atrás do volante.

O volante é fantástico. Gordo, pequeno, com base reta, é um triunfo absoluto e te faz se sentir em um supercarro italiano o tempo todo.

Devo acrescentar que o carro não é apertado, e com os bancos traseiros abaixados você ainda consegue levar uma quantidade surpreendente de coisas se for criativo.

Como anda

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Aí vai um segredinho: 500 Abarth não é tão rápido assim. O 0 a 100 km/h fica na casa dos sete segundos. Pois é.

Só que ele parece muito mais rápido, graças ao tamanho e ao ronco. Dei algumas caronas animadas e os passageiros rangiam os dentes assustados até perceberem que estavam só a 70 km/h. E é bem fácil fazer os pneus cantarem em primeira e segunda.

Mas se ele não é rápido, pode crer que o 500 Abarth é ágil. No modo Sport, você tem todos os 160 cv e 23,5 mkgf do motor 1.4 MultiAir turbinado com dois intercoolers. É o tipo de motor que precisa ser bem estimulado para andar rápido mas, felizmente, uma vez animado, adora se meter em encrenca.

O Abarth é surpreendente na estrada, com o torque máximo disponível já a partir de 2.500 rpm. Quer ultrapassar alguém com motor maior? Só reduza uma marcha, pise fundo, deixe o turbo agir, e pronto. É um belo motor, e divertido em qualquer velocidade.

Freios

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Os freios são sólidos e funcionam bem. O carro pesa só 1.180 kg, então eles não são muito exigidos. Mesmo assim, eles são bem grudentos e resistentes, perfeitos para um bom esportivo.

Conforto

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Veja bem: este é um carro de entre-eixos curto, pretensões esportivas, suspensão dura e bancos bem desconfortáveis. Em viagens longas, como a minha de 3h30 pelo Texas, ele te maltrata um pouco. Não é ruim, mas você acaba íntimo da geografia do asfalto em estradas vicinais. Só que este é um carro esportivo! Se você quer carinho, vá procurar em outro lugar.

Dinâmica

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Cara, este carro é bom de curva. Sério. Provavelmente é o segundo melhor carro de tração dianteira que eu já dirigi, atrás apenas do Focus ST. O meu veio com pneus Pirelli P-Zero Nero opcionais, que sem dúvida destacavam ainda mais suas capacidades.

Você tem que aprender a confiar nele. No início você não acha que ele será capaz de devorar curvas — um erro de julgamento compreensível, pela posição de dirigir bem elevada típica dos Fiat, mas incomum em esportivos tradicionais. Só que ele é extremamente maleável e quase a carroceria quase não rola. Sim, ele tem tendência ao subesterço, mas é só tirar o pé um pouquinho para a traseira se soltar. Sim, eu sei que “parece um kart” é o maior clichê do jornalismo automotivo de todos os tempos, mas é verdade nesse caso. Juro que será a única vez que eu uso.

Elogios também para a excelente direção. No modo Sport, a assistência elétrica é reduzida, o que torna a direção mais pesada e precisa, ótima para jogar o carrinho nas curvas.

Transmissão

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O câmbio manual é bom, mas não é ótimo. A embreagem é leve e fácil de usar, com acoplamento perceptível, mas o curso do pedal é um pouco longo demais. A alavanca é meio truncada e borrachuda, e o pomo parece maior do que deveria. Encontrar as marchas não é difícil mas, para um carro tão bom, elas poderiam ser mais precisas e o curso poderia ser menor. Imagino que muitos donos de Abarth gostariam de trocar a alavanca original por uma de engate rápido.

Áudio

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Acho que esta é a maior razão para comprar o Abarth. Se ele fosse só um 500 mais rápido com um monte de escorpiões, talvez os entusiastas não se empolgassem tanto com ele. Mas, para nossa sorte, a Fiat deu ao Abarth um ronco barulhento, sujo e exótico.

Imagine serrar um motor de Ferrari funcionando com uma moto-serra. Depois imagine atirar nesta Ferrari com uma metralhadora giratória montada em um helicóptero. Grave todos estes barulhos e então toque todos ao mesmo tempo, e você terá uma ideia do ronco do Abarth. Mas não é só dentro do carro que você ouve — todo mundo ao redor vai ouvir. E se eles não estiverem sorrindo, então eles não merecem a sua amizade. Eu não acreditava que um escapamento original roncasse assim.

E, respondendo à minha pergunta anterior: não, eu não enjoei. Na verdade, eu viciei nele, como uma droga que era injetada toda vez que eu pisava fundo. Eu deixava o carro pedindo marchas só para ouvir mais. É maravilhoso.

Mimos

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O teto solar não poderia ser mais fácil de usar: um botão para abrir, um para fechar, e você pode fazer com que pare onde você quiser. Quando está totalmente aberto, ele levanta automaticamente alguns centímetros para te dar acesso ao porta-malas.

Também tem um mostrador de pressão do turbo de fábrica e uma shift-light que te avisa quando trocar de marcha. Meu carro também veio com um GPS TomTom que avisava quando eu tinha pouco combustível ou excedia o limite de velocidade (algo que eu não fiz, obviamente). Parece uma gambiarra porque o carro não tem GPS com telas sensível ao toque e, como grande parte dos GPS aftermarket, sua interface é burocrática e o meu ainda travou algumas vezes. Não gaste seu dinheiro com ele.

E o modo Sport é ótimo porque ele realmente muda o carro: a direção fica mais pesada, o motor entrega toda a sua força, e o controle de tração é reajustado. Você vai querer deixá-lo no modo Sport o tempo todo. O ronco do escapamento também conta como um mimo? Eu acho que sim.

Bottom Line

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Existem carros mais rápidos do que o Abarth. Carros com melhor dinâmica, mais práticos e com acabamento superior. Só que a diversão pura do Abarth é muito, muito difícil de superar. Ele é simplesmente delicioso de dirigir. Diverte o motorista, os passageiros e as pessoas na rua de uma maneira que os concorrentes não fazem
.
Tente dirigir um Abarth pelo menos uma vez antes de morrer. Você não vai se arrepender.

Ficha técnica
Motor: quatro cilindros, 1,4 litro, turbo
Potência: 160 cv a 5.500 rpm
Torque: 23,5 mkgf entre 2.500 e 4.000 rpm
Transmissão: manual, cinco marchas
0 a 100 km/h: 7 segundos
Velocidade Máxima: 210 km/h
Tração: dianteira
Peso: 1.180 kg
Lugares: 4

http://www.jalopnik.com.br/como-e-convi ... eu-aberto/

Re: Como é conviver com um Fiat 500 Abarth a céu aberto?

Enviado: 16 Set 2013, 00:10
por Milton__
Esse carro deve ser um T de dirigir, pqp

Re: Como é conviver com um Fiat 500 Abarth a céu aberto?

Enviado: 16 Set 2013, 01:29
por Léo.Daltoé
:pokergusta: :pokergusta:

Enviado de meu XT890 usando Tapatalk 4

Re: Como é conviver com um Fiat 500 Abarth a céu aberto?

Enviado: 16 Set 2013, 02:18
por Kicksilver
Como pode ser tão feio...

Re: Como é conviver com um Fiat 500 Abarth a céu aberto?

Enviado: 16 Set 2013, 03:06
por duds
Feio é essa tua pança :kicksworld:

Re: Como é conviver com um Fiat 500 Abarth a céu aberto?

Enviado: 16 Set 2013, 03:18
por Danilo Souza
Feio mesmo :hateogw:

Re: Como é conviver com um Fiat 500 Abarth a céu aberto?

Enviado: 16 Set 2013, 03:22
por Milton__
Bonito é o New Fiesta BR :alienguy: :kicksworld: faltou um Danilo's World

Re: Como é conviver com um Fiat 500 Abarth a céu aberto?

Enviado: 16 Set 2013, 03:24
por Danilo Souza
Milton__ escreveu:Bonito é o New Fiesta BR :alienguy: :kicksworld: faltou um Danilo's World
Muito mais bonito. Fiesta BR? Fiesta global, você quer dizer, pois nos EUA e europa é igualzinho.

:alienguy: :alienguy:

Re: Como é conviver com um Fiat 500 Abarth a céu aberto?

Enviado: 16 Set 2013, 04:59
por Vittel
Logo os dois Fordboys não gostaram... Então o carro é bom!

Re: Como é conviver com um Fiat 500 Abarth a céu aberto?

Enviado: 16 Set 2013, 09:01
por Kicksilver
NF é feio?

:hateogw:

Parei

Re: Como é conviver com um Fiat 500 Abarth a céu aberto?

Enviado: 16 Set 2013, 09:16
por Danilo Souza
pulga escreveu:Logo os dois Fordboys não gostaram... Então o carro é bom!
Calma aí, existe uma diferença entre dizer que o carro é ruim e feio. Em nenhum momento eu falei que é ruim, falei que é feio. Tu gosta de deturpar as coisas que falo. :fuckyou: :fuckyou: :fuckyou: :fuckyou:

No mais, isso aqui é muito mais bonito. :hahalol:

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Re: Como é conviver com um Fiat 500 Abarth a céu aberto?

Enviado: 16 Set 2013, 10:58
por Kicksilver
Né nada, é lixo também

Re: Como é conviver com um Fiat 500 Abarth a céu aberto?

Enviado: 16 Set 2013, 11:03
por Trunks
Vira o disco!!!

Re: Como é conviver com um Fiat 500 Abarth a céu aberto?

Enviado: 16 Set 2013, 11:32
por Vittel
Acho o 500 mais bonito

Re: Como é conviver com um Fiat 500 Abarth a céu aberto?

Enviado: 16 Set 2013, 11:53
por Danilo Souza
pulga escreveu:Acho o 500 mais bonito
Mas você tem um gosto peculiar para carros mesmo. :clo:

Re: Como é conviver com um Fiat 500 Abarth a céu aberto?

Enviado: 16 Set 2013, 12:01
por Vittel
Não adianta, essa frente do Fieston não me desce... Principalmente sabendo que o antigo era mais bonito.

Re: Como é conviver com um Fiat 500 Abarth a céu aberto?

Enviado: 16 Set 2013, 12:18
por Kicksilver
Bom, gosto é gosto.

Acho esse 500 ridículo demais...

Fieston acho lindo. Curti demais essa identidade Aston.

Re: Como é conviver com um Fiat 500 Abarth a céu aberto?

Enviado: 16 Set 2013, 12:38
por Danilo Souza
Agora que fui ver os preços. O Fiat 500 Abarth é mais caro que o Fiesta ST :hahalol:

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Re: Como é conviver com um Fiat 500 Abarth a céu aberto?

Enviado: 16 Set 2013, 12:49
por Kicksilver
:hahalol:

Re: Como é conviver com um Fiat 500 Abarth a céu aberto?

Enviado: 16 Set 2013, 16:48
por HateSeeker
Ficha técnica
Motor: quatro cilindros, 1,4 litro, turbo
Potência: 160 cv a 5.500 rpm
Torque: 23,5 mkgf entre 2.500 e 4.000 rpm
Transmissão: manual, cinco marchas
0 a 100 km/h: 7 segundos
Velocidade Máxima: 210 km/h
Tração: dianteira
Peso: 1.180 kg
Lugares: 4


Olha esses números!!!! :furryes: :wndrfl: :rainbowpuk2: :rainbowpuk: :rainbowpuk3:

Re: Como é conviver com um Fiat 500 Abarth a céu aberto?

Enviado: 16 Set 2013, 16:54
por Kicksilver
MT5?

Podiam colocar mais uma hein. Os carros desse segmento são tudo 6 marchas, snme.

Re: Como é conviver com um Fiat 500 Abarth a céu aberto?

Enviado: 16 Set 2013, 17:00
por Bernardo Gaetani
Bem que a Ford podia trazer uns Fieston ST pro BR!

Re: Como é conviver com um Fiat 500 Abarth a céu aberto?

Enviado: 16 Set 2013, 17:09
por Couto
pulga escreveu:Logo os dois Fordboys não gostaram... Então o carro é bom!
:truestory:

Muito boa a matéria, pelo jeito entre os esportivos abaixo de 100k aqui no Brasil, deve ser o mais gostoso de guiar.
Procurei uns vídeos do ronquinho do carro e realmente é muito legal, ainda mais com escapes esportivos :somuchwin: (claro que vídeos nunca são fiéis ao som ao vivo).

Parece que vem a 80k, será que vale? Acho que sim.

Re: Como é conviver com um Fiat 500 Abarth a céu aberto?

Enviado: 16 Set 2013, 17:11
por Kicksilver
80k vale?

:notbad:

Re: Como é conviver com um Fiat 500 Abarth a céu aberto?

Enviado: 16 Set 2013, 17:13
por Danilo Souza
80k prefiro um DS3 que o 500. :flametroll: