Grand Santa Fe: grande em espaço e preço
Enviado: 09 Mai 2014, 18:59
Substituto do Vera Cruz, SUV com sete lugares custa salgados R$ 187 mil

Tem gente que gosta de espaço de sobra dentro do carro. E, por algum mistério do universo, a mulherada ama um utilitário bem grande. O Santa Fe é um desses objetos de desejo. O que dizer então do Grand Santa Fe, a versão de sete lugares, que ocupa o lugar do Vera Cruz com o maior SUV da marca?
Escolher o Grand Santa Fe pode pesar no bolso. É vendido em versão única por salgados R$ 187 mil. Pois é, um valor acima de concorrentes como a Dodge Journey R/T ( R$ 134.900), Chevrolet Trailbrazer (R$ 142.990) e Mitsubishi Pajero Dakar V6 Flex (R$ 146.990) e próximo de modelos com mais prestígio que o Santa Fe, como o Range Rover Evoque, que parte de R$ 192 mil.

Não podemos reclamar da lista equipamentos. Tem teto solar, bancos de couro com aquecimento para os dianteiros, ar-condicionado com duas zonas, câmera de ré e faróis de xenônio com led de iluminação diurna. O sistema multimídia conta com uma tela sensível ao toque de oito polegadas com GPS e TV via 1Seg - ambos difíceis de lidar. O navegador ficou meio perdido e me mandou virar em algumas ruas durante um trajeto em São Paulo, só que em três casos era contramão.

Já o sinal de TV não é dos melhores, pois a tecnologia 1Seg é ultrpassada e foi criada pensando nos celulares no Japão. Como a imagem tem resolução 320x240, a qualidade é baixa. Não se preocupe, você só vai assistir quando o carro estiver parado, já que o sistema desliga a imagem com o veículo em movimento.
O principal atrativo do Grand Santa Fe é sua terceira fileira de bancos. Feito para duas pessoas, são mais recomendados para pessoas bem pequenas ou crianças. Quem se aventurar viajar no fundão encontra cintos de segurança de três pontos e até controles para o ar-condicionado chegar lá atrás. Com os assentos levantados, o porta-malas tem espaço para razoáveis 383 litros. Ao rebater os bancos, a capacidade sobe para generosos 2.265 litros.

Temos duas experiências diferentes ao acelerar o gigante da Hyundai. Com o carro praticamente vazio, a vida é bela. O motor 3.3 V6 de 270 cv (o mesmo do Santa Fe de cinco lugares) faz muito barulho, as ajuda a abrir um sorriso com a boa aceleração, indo de 0 a 100 km/h em 8,8 segundos, com a ajuda do câmbio automático de seis marchas. Isso em um carro que pesa 1.832 kg. A suspensão independente nas quatro rodas deixa o passeio bem macio em um asfalto irregular, ao mesmo tempo que sente um pouco a passada por aquela lombada mais alta.
O problema é quando a gente chama a família para dar uma volta e enche o carro até a terceira fileira de bancos. Com o peso extra, a suspensão não fica mais tão suave e começa a sentir as imperfeições do asfalto. Lembra da lombada que falamos agora pouco? Se não passar por ela sem reduzir bastante, prepare-se para o solavanco, principalmente para quem estiver nos últimos assentos.
Há defeitos para ambos os casos. A direção elétrica, no modo normal, tem assistência exagerada, melhorando um pouco no modo esportivo. Nas curvas mais fechadas, o carro perde um pouco a aderência e fica desengonçado. E prepare o bolso para pagar por combustível. De acordo com as medições do computador de bordo, o carro fez uma média de 7,3 km/l na cidade e 9,8 km/l na estrada. Mas o tanque de 71 litros ajuda a segurar um pouco as idas ao posto de gasolina.
Entretanto, o principal vilão aqui é o seu custo. Se a barreira de preço não é problema, o Grand Santa Fe fica bem acima dos concorrentes na faixa dos R$ 100 mil, tanto em valor, como em competência e design.


http://caranddriverbrasil.uol.com.br/ca ... preco/7755

Tem gente que gosta de espaço de sobra dentro do carro. E, por algum mistério do universo, a mulherada ama um utilitário bem grande. O Santa Fe é um desses objetos de desejo. O que dizer então do Grand Santa Fe, a versão de sete lugares, que ocupa o lugar do Vera Cruz com o maior SUV da marca?
Escolher o Grand Santa Fe pode pesar no bolso. É vendido em versão única por salgados R$ 187 mil. Pois é, um valor acima de concorrentes como a Dodge Journey R/T ( R$ 134.900), Chevrolet Trailbrazer (R$ 142.990) e Mitsubishi Pajero Dakar V6 Flex (R$ 146.990) e próximo de modelos com mais prestígio que o Santa Fe, como o Range Rover Evoque, que parte de R$ 192 mil.

Não podemos reclamar da lista equipamentos. Tem teto solar, bancos de couro com aquecimento para os dianteiros, ar-condicionado com duas zonas, câmera de ré e faróis de xenônio com led de iluminação diurna. O sistema multimídia conta com uma tela sensível ao toque de oito polegadas com GPS e TV via 1Seg - ambos difíceis de lidar. O navegador ficou meio perdido e me mandou virar em algumas ruas durante um trajeto em São Paulo, só que em três casos era contramão.

Já o sinal de TV não é dos melhores, pois a tecnologia 1Seg é ultrpassada e foi criada pensando nos celulares no Japão. Como a imagem tem resolução 320x240, a qualidade é baixa. Não se preocupe, você só vai assistir quando o carro estiver parado, já que o sistema desliga a imagem com o veículo em movimento.
O principal atrativo do Grand Santa Fe é sua terceira fileira de bancos. Feito para duas pessoas, são mais recomendados para pessoas bem pequenas ou crianças. Quem se aventurar viajar no fundão encontra cintos de segurança de três pontos e até controles para o ar-condicionado chegar lá atrás. Com os assentos levantados, o porta-malas tem espaço para razoáveis 383 litros. Ao rebater os bancos, a capacidade sobe para generosos 2.265 litros.

Temos duas experiências diferentes ao acelerar o gigante da Hyundai. Com o carro praticamente vazio, a vida é bela. O motor 3.3 V6 de 270 cv (o mesmo do Santa Fe de cinco lugares) faz muito barulho, as ajuda a abrir um sorriso com a boa aceleração, indo de 0 a 100 km/h em 8,8 segundos, com a ajuda do câmbio automático de seis marchas. Isso em um carro que pesa 1.832 kg. A suspensão independente nas quatro rodas deixa o passeio bem macio em um asfalto irregular, ao mesmo tempo que sente um pouco a passada por aquela lombada mais alta.
O problema é quando a gente chama a família para dar uma volta e enche o carro até a terceira fileira de bancos. Com o peso extra, a suspensão não fica mais tão suave e começa a sentir as imperfeições do asfalto. Lembra da lombada que falamos agora pouco? Se não passar por ela sem reduzir bastante, prepare-se para o solavanco, principalmente para quem estiver nos últimos assentos.
Há defeitos para ambos os casos. A direção elétrica, no modo normal, tem assistência exagerada, melhorando um pouco no modo esportivo. Nas curvas mais fechadas, o carro perde um pouco a aderência e fica desengonçado. E prepare o bolso para pagar por combustível. De acordo com as medições do computador de bordo, o carro fez uma média de 7,3 km/l na cidade e 9,8 km/l na estrada. Mas o tanque de 71 litros ajuda a segurar um pouco as idas ao posto de gasolina.
Entretanto, o principal vilão aqui é o seu custo. Se a barreira de preço não é problema, o Grand Santa Fe fica bem acima dos concorrentes na faixa dos R$ 100 mil, tanto em valor, como em competência e design.


http://caranddriverbrasil.uol.com.br/ca ... preco/7755












Inclusive uma branca com interior bege