Armado contra a desvalorização

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Robô Troll
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08 Set 2014, 11:30

Armado contra a desvalorização
Do Auto Esporte


Imagem
Desvalorização de veículos (Foto: Pedro Hamdam)


Carro não é investimento, isso é um fato. O implacável relógio da desvalorização começa a contar a partir do momento em que um veículo é retirado da concessionária. Mas é somente na hora da troca que você sentirá os efeitos reais da depreciação. Um levantamento feito por Autoesporte em lojas da capital paulista demonstrou que o valor estipulado pelas revendas para um usado pode ficar até 40% abaixo do estabelecido pela tabela Fipe, principal base de referência do preço de seminovos no mercado. A variação entre o menor e o maior valor ofertado por um mesmo modelo chega a R$ 4 mil.

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“Para atribuir valor, a concessionária analisa principalmente o estado físico do carro, como qualidade de mêcanica e estrutura. Itens como quilometragem e até marca e modelo também influenciam”, explica Edson Esteves, professor no curso de Engenharia Mecânica da FEI.

E quem oferece o usado como parte de pagamento na compra de um novo pode se surpreender ao ver o valor do seu carro cair mesmo após fechar a negociação. Para finalizar a compra, as revendas exigem a vistoria (ou perícia) cautelar, uma análise técnica que identifica o estado geral do automóvel, passando por estrutura, motor, chassi, originalidade de etiquetas de fábrica, gravação de números de série nos vidros, pintura e levanta ainda um histórico do modelo, com informações sobre o passado do veículo (se foi adquirido em um leilão, por exemplo) e até multas ou documentação pendentes.


Aspectos legais, como originalidade de motor e chassi, são os únicos pontos que podem de fato impedir a venda de um veículo, como determina o Detran. No entanto, o resultado da vistoria costuma ser usado pelas lojas para reduzir o valor oferecido. Em alguns casos, a baixa é justificada por problemas graves na estrutura, como avarias nas longarinas. Mas todo o processo que envolve a perícia e suas consequências é muito obscuro e geralmente ocorre depois do cliente já ter concluído o pedido de compra e pago um sinal.





LETRA DA PLACA DESVALORIZA?





As lojas tiram da cartola diversos motivos nada

justos para depreciar seu carro. A reportagem

ouviu deumvendedor da GM que o modelo avaliado

perderia R$ 1 mil porque a placa começava

com a letra A. “Isso significa que seu carro já foi

de locadora”, afirmou. As concessionárias costumam fazer essa relação porque a Localiza, uma

das maiores locadoras do país, emplaca seus

carros em Curitiba, cuja série de placas inicia

com A.Em levantamento do histórico do Logan

utilizado na matéria, constatamos que o automóvel

jamais pertenceu a uma locadora.






 A enfermeira Adriana Gonçalves, de São Paulo, foi pega de surpresa quando viu o preço de seu Chevrolet Corsa despencar após a vistoria, em julho deste ano. “Já estava tudo certo para a compra do carro novo. Quando o resultado chegou, eles disseram que o Corsa já havia sido batido antes e tinha muita repintura. Baixaram em R$ 5 mil o valor que iriam pagar. Foi um choque porque eu contava com essa quantia na troca e já tinha até emitido o pedido de compra do zero km”, conta Adriana.


Para Vanderlei Barbosa, vistoriador da Olho Vip, os avaliadores das lojas não conseguem detectar todos os aspectos estruturais e mecânicos, mas ainda assim podem ter fazer uma estimativa bastante completa do estado do carro. “Após a vistoria, a loja não pode baixar o preço por coisas que estão visíveis a olho nu, como repintura. Qualquer bom especialista detecta isso em uma primeira análise na loja”, opina.


Procon diz: cliente que for lesado pela loja no momento da avaliação do usado pode recorrer à Justiça.



De acordo com o diretor de fiscalização do Procon-SP, Márcio Marcucci, as lojas podem baixar o preço, mas é preciso deixar claro para o cliente que o valor da primeira avaliação não é final. “Caso isso não ocorra, a concessionária precisa obrigatoriamente cumprir o que foi acordado em um primeiro momento”. Autoesporte visitou diversas lojas com a proposta de oferecer um Renault Logan 1.6 2009 como parte do pagamento na compra de um carro novo. Apenas uma unidade visitada, da Nissan, explicou o procedimento conforme a orientação do Procon.





PARA NÃO SE DAR MAL





• Faça uma vistoria independente antes de levar

seu carro para a avaliação na loja. Ainda que a

revenda não aceite o documento, ele servirá para

que você conheça a real situação do veículo.

• Vai comprar um usado? Exija a perícia no carro

que você pretende adquirir. É a melhor maneira de

não levar gato por lebre.

• Curiosamente, alguns vendedores afirmaram

à reportagem que poderiam garantir o valor

estimado para o seminovo idependente do

resultado da vistoria. Faça com que a loja

mantenha o preço inicialmente acordado e

questione os resultados.






 As concessionárias também indicam empresas específicas para emitir o laudo e costumam criar barreiras para que o cliente tente fazer de maneira independente. “Além de ser uma venda casada, o que é proíbido por lei, a prática é muito desonesta porque gera uma falsa expectativa. As lojas ainda exigem que você pague o laudo [os valores variam entre R$ 150 e R$ 250, em média], o que é um absurdo, já que isso é do interesse delas”, avalia Maria Inês Dolci, Coordenadora Institucional da Associação de Consumidores Proteste. Na opinião da coordenadora, as lojas deveriam ter mecanismos para realizar essa vistoria internamente, sem repassar o custo ao cliente.


A vistoria também pode ser uma aliada na hora da compra e venda de um veículo. “É bom fazer uma vistoria independente para saber o estado real do carro e não ser enrolado na avaliação”, sugere Vanderlei. E, assim como a loja exige que o cliente faça uma vistoria cautelar do veículo que está dando na troca, o comprador deve exigir o mesmo para a revenda. “Mesmo carros novos podem ter problemas estruturais. Já analisamos modelos zero que apresentavam problemas na longarina e estavam equipados com peças de reposição”, revela. No caso da compra de um seminovo, é ainda mais importante que o papel se inverta. “Caso o carro tenha alguma falha, você pode tentar jogar o preço lá embaixo. Porque o problema não é comprar um carro que já foi batido, mas não saber o que você está levando para casa”, finaliza.


Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Not ... zacao.html

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rlaranjo
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08 Set 2014, 11:59

Uma coisa que nao se dao conta é que a tabela FIPE é uma pesquisa sobre qual valor estao PEDINDO... Isso inclui lojas de usados e gente sem nocao. Lojas de usados inflam os precos da pesquisa porque eles sempre estao com valores mais altos que o particular. E por final, voce nunca vende o carro pelo preco que voce pediu, logo esse valor é uma ilusao.

Outro fator que infla a FIPE é que carros com valor sem nocao ficam anunciados mais tempo que carro com valor justo ou baixo. Carro com um preco justo ou baixo nao fica anunciado muito tempo, já anúncio sem nocao vao se acumulando e ficam até por anos nos sites/jornais. Ad infinitum. Logo, a proporcao de sem nocao na pesquisa é maior. Statistics mothafucka.

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Milton__
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09 Set 2014, 01:55

Placa A não é Localiza, é Unidas, Localiza é H e O
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Renault Clio Campus 2010 1.0 16V 77cv 10,2kgfm

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Elvis
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09 Set 2014, 09:02

Caraio Milton. Mudou todo o sentido da matéria.

Valeu :notbad:

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