Primeiro foi o 1.4 Econo.Flex no Prisma, seguido pelo 1.8 Ecotec do Cruze e agora pelo 1.8 Econo.Flex que estreia no Spin. Assim, aos poucos, a GM vai renovando sua linha de motores depois do fim do acordo de parceria com a Fiat.
O diretor de Powertrain da General Motors do Brasil, Paulo Riedel, conta como está sendo esse desafio e como os novos motores e câmbios funcionam.Qual é o principal desafio no processo de transformar um motor 1.4 em um 1.8, como a GM fez agora no Spin?
A geometria é a mesma do 1.8 Flexpower usado na Meriva e em outros carros da marca, mas este tinha anéis e mancais mais finos, por exemplo. O motor precisa passar por várias etapas para ganhar a nomenclatura Econo.Flex que este 1.8 tem. Por isso, trabalhamos para dar foco ao torque, mas sem aumentar o consumo.
Por que não usar então o motor 1.8 Ecotec do Cruze? :shked:
Até pensamos nisso, mas ele é mais ou menos 10 quilos mais pesado e também é mais caro. Isso afetaria nosso custo e a busca por um consumo menor, já que quanto mais peso o carro tem, pior fica o gasto de combustível.
Esse motor 1.8 Econo.Flex será usado em outros carros, como o Cobalt, por exemplo?
Não temos definição sobre isso ainda.
O desenvolvimento do câmbio automático da Spin também foi focado em torque e consumo de combustível?
Sim.
A maioria dos câmbios automáticos tem um escorregamento interno, que causa ineficiência. Nós criamos um gerenciador do conversor de torque, chamado de EC3, que controla esse escorregamento da embreagem interna do sistema. Ele quase gera o escorregamento, mas sem fazer um acoplamento rígido. Isso resulta em menos consumo e aumenta o torque o carro.Os câmbios automáticos continuam colaborando com o aumento de consumo, na comparação com os manuais?
É difícil precisar. Mas como as pessoas não sabem dirigir de modo econômico no Brasil, a média de consumo de uma frota de carros automáticos é menor que a com carros manuais.













A casa vermelha no fundo, é claro. 

