01/08/2012 10:11 - Fotos: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias
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Modelo prima pela robustez, deixa o glamour de fora e dá alguns "mimos" ao usuário urbano[/center]
por Rodrigo Machado
Auto Press
Antes de serem glamourizadas, picapes eram simples veículos de trabalho. Serviam para carregar carga na caçamba e poucas pessoas na cabine. Com o tempo, o jeitão bruto e poderoso atraiu consumidores que não tinham nenhuma intenção de usá-las para a carga. Mas a função vocacional nunca se perdeu. Por isso, mesmo que a picape exibida na propaganda da tevê seja cheia de luxos e riquezas, as marcas não abrem mão das versões dirigidas ao mercado de trabalho. Foi o que aconteceu com a Chevrolet S10, apresentada em sua nova geração em fevereiro. Na linha das cabines duplas, são nove versões de acabamento. Nas simples, são apenas três, mas suficientes para suprir a necessidade de quem ainda precisa de uma picape média para o dia a dia.
Dentre as configurações, oferecidas, a testada LT é a que se aproxima do uso urbano com um pouco mais de recursos. Seria a opção de um frotista que quer um pouco mais que uma picape média “pé-de-boi”, por exemplo, sem pagar o extra de um motor a diesel. É que a LT traz alguns “mimos” a mais para os dois ocupantes. Além dos básicos ar-condicionado, direção hidráulica, rodas de aço e bloqueio do diferencial, disponíveis na de entrada LS, ela agrega faróis de neblina, ABS com EBD, trio elétrico, rodas de alumínio, volante com regulagem de altura e alarme.
Para um modelo de uso na cidade, outro equipamento importante é o motor flex. Diferentemente do propulsor a diesel que acompanhou as mudanças da S10 e é todo novo, o bicombustível é o mesmo da geração anterior da picape. Tem 2.4 litros e desenvolve 147 cv a 5.200 rpm e 24,1 kgfm de torque a 2.800 rotações. Com esse motor a tração é sempre traseira. Nas versões de cabine simples, o câmbio é sempre manual de cinco velocidades. Com a cabine menor, sobra mais espaço para a caçamba. O espaço da S10 sobe de 1.061 para 1.570 litros. A capacidade de carga também fica maior. Sai de 925 kg para 1.078 kg.
Com isso, ela custa R$ 59.872. São quase R$ 3 mil a mais que a básica e significativos R$ 19 mil a menos que a primeira versão a diesel. E, até o começo de julho, a S10 não tinha do que reclamar em termos de concorrência. A única outra média vendida com motor flex era a Toyota Hilux, mas disponível apenas com a cabine dupla. Entretanto, a chegada da nova e eterna rival Ford Ranger muda um pouco essa história. O veículo da marca do oval azul parte de R$ 61.900 com alguns itens a mais, como o rádio completo e um motor mais forte, de 173 cv.
Impressões ao dirigir
Sem mimos
A S10 LT cabine simples até tenta, mas não consegue enganar que a sua principal função é transportar cargas durante a semana. Além do “esqueleto” visual da S10, com a grade bipartida e os faróis grandes, a versão LT traz alguns itens visuais interessantes, como os faróis de neblina, retrovisores na cor da carroceria e as rodas de alumínio com desenho diferente. Por dentro, o painel de instrumentos com inspiração no usado no esportivo Camaro e a iluminação na cor ice blue agradam. O resto do acabamento, no entanto, é simples, com materiais rígidos e pintura da mesma cor. Apenas o volante se salva por ser revestido de couro.
O motor flex paga a conta de ser muito mais barato do que o diesel no trânsito urbano. Além de ser menos econômico, ele sofre mais para mover os 1.672 kg da picape. É preciso pisar fundo no acelerador para os giros subirem e o torque finalmente aparecer. Um dos problemas é que, conforme a rotação sobe, o barulho fica bastante alto na cabine. O câmbio é um tanto bruto. É preciso força para engatar as marchas corretas e o curso é longo.
O fato de ser cabine simples piora um pouco o conforto a bordo. Para suportar a carga extra na caçamba a suspensão é mais dura que a na cabine dupla. Assim, o carro balança um pouco nos buracos, mas nada que chegue a incomodar muito. Alguns concorrentes são ainda mais rústicos neste quesito. Em curvas, não há como escapar da elevação do centro de gravidade em um carro alto e pesado. A carroceria aderna bastante e a frente mergulha fortemente nas frenagens nas entradas de curvas.
Ficha técnica
Chevrolet S10 LT CS
Motor: A gasolina e etanol, dianteiro, longitudinal, 2.405 cm³, quatro cilindros em linha, duas válvulas por cilindro e controle simples no cabeçote. Injeção multiponto sequencial e acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio manual de cinco marchas à frente e uma atrás. Tração traseira.
Potência máxima: 141 cv e 147 cv com gasolina e etanol a 5.200 rpm.
Torque máximo: 22,3 kgfm e 24,1 kgfm com gasolina e etanol a 2.800 rpm.
Aceleração 0-100 km/h: 12,7 e 11,9 segundos com gasolina e etanol.
Velocidade máxima: 163 e 167 km/h com gasolina e etanol.
Diâmetro e curso: 87,5 mm X 100,0 mm. Taxa de compressão: 11,5:1
Suspensão: Dianteira independente com braços articulados, molas helicoidais e amortecedores telescópicos hidráulicos pressurizados. Traseira com feixe de molas semi-elípticas e amortecedores telescópicos pressurizados.
Pneus: 245/70 R16.
Freios: Dianteiros por discos ventilados e traseiros a tambor. Tem ABS com EBD.
Carroceria: Picape montada sobre longarinas com duas portas e dois lugares. Com 5,36 metros de comprimento, 1,88 m de largura, 1,78 m de altura e 3,09 m de distância entre-eixos.
Peso: 1.672 kg.
Capacidade da caçamba: 1.570 litros
Tanque de combustível: 80 litros.
Produção: São Bernardo do Campo, Brasil.
Lançamento no Brasil: 2012.
Itens de série: Alarme, cintos de segurança retráteis com regulagem de altura, ABS com EBD, faróis de neblina, sistema de deslizamento limitado do diferencial, trio elétrico, rodas de alumínio de 16 polegadas, ar-condicionado, direção hidráulica e coluna de direção ajustável em altura.
Preço: R$ 59.872.
Fonte: http://motordream.uol.com.br/noticias/v ... o-trabalho















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